POSTAGENS

Juréia-Itatins

Enviado por Luiz Eduardo no dia 22/12/2014 as 13:55.31

AVENTURA / ENFIADOS NA AREIA / VIAGEM

Depois de um longo tempo sem escrever sobre nossas viagens, estamos de volta...
Dessa vez fomos para a reserva da Juréia-Itatins em Peruibe no litoral sul de sp. Esse foi o meu presente de aniversário que a Priscila me deu!
Bom, nosso passeio começou na estação Ana Rosa do metrô onde encontramos os dois guias o Edson e a Lourdes e as outras pessoas que iriam viajar conosco.
Entramos no carro o Edson foi dirigindo, a Margarete foi no banco da frente, eu e a Pri no banco de trás e o Harry e a Adele foram no chão, e lá fomos nós estrada a dentro em rumo ao litoral sul, mas antes uma paradinha estratégica no "frangão"...
Interessante que passamos várias vezes no frangão e a Priscila nunca havia comido lá, mas como tínhamos tempo então pedimos um queijo quente para ela e uma porção de fritas. Ela adorou!
Agora sim, de estômago cheio pegamos a estrada e fomos para a pousada.
Chegamos na pousada lá pelas 23:00, fomos muito bem recebidos pela Tuca que nos esperava...
Conhecemos a pousada, o quarto, o terraço e eu aproveitei para tomar uma coca-cola.
Aos poucos fomos conhecendo o grupo que além dos dois guias ainda tinham mais cinco pessoas que eram; A Luciana e sua irmã Fabiana, o Paulo, a Sol e a Margarete.
Mas já era tarde então fomos dormir ao som da garoa que caia no telhado, que delicia...
A noite toda escutamos uma chuva forte, será que amanhã vai dar praia?
Acordamos as sete e meia ao som da garoa e fomos cuidar do Harry e da Adele. Para quem não conhece, a Adele é o mais novo membro da nossa família, uma Golden cor de ferrugem, muito simpática que guia a Priscila maravilhosamente bem! Ela foi treinada pela MO4P em São Paulo e deixo aqui meus agradecimentos e parabéns a toda a equipe da MO4P (Luiz Alberto presidente da MO4p e a sua esposa Regina, aos treinadores Ricardo e Lelo, ao canil que nos presenteou com esse anjo de quatro patas, enfim a todos)
Comemos o café da manhã e fomos para o passeio...
Entramos em um jipe muito loco! O Alemão era o motorista e guia local. Nossa primeira parada foi em uma praia deserta chamada Barra do Una. É impressionante a criatividade para nome desses locais, quase todos os lugares tem a cachoeira véu de noiva ou cachoeira da fumaça, praia grande, e até barra do Una...
A garoa foi embora e em seu lugar apareceu o Sol...
Andamos um pouco até um barracão e deixamos as nossas coisas lá. A Pri deixou seu saquinho de polvilhos ao lado da nossa mochila, ela havia levado esse salgadinho porque não sabia se havia alguma coisa para comer no almoço...
Como é gostoso pisar na areia da praia... Andamos até um rio e entramos na água, que delícia.
O Alemão foi dizendo que a água desse rio era salgada porque vinha do mar, e só ficava doce ha alguns quilómetros a cima.
Outra coisa que ele disse é que a noite se encontram vários jacarés lá, é claro que estou apenas repetindo o que ele falou já que não vi nenhum... Ainda bem...
Voltamos para o barracão para pegar nossas coisas, nem preciso falar que o saquinho do salgadinho da Pri caiu algumas vezes da mesa, por sorte sempre caia em uma madeira ao lado da mesa. E voltamos para o jipe.
Ficamos lá esperando o restante do grupo chegar, nesta hora a Priscila resolveu subir na capota do jipe e quando percebi, já estávamos lá em cima!
O restante do grupo chegou e subiram para lá também, tiramos algumas fotos e depois continuamos o passeio.
Agora fomos para outra praia chamada praia do Carambore, com uma mata e pedras, na areia apenas o calor, nenhuma sugeira. Muito bom!
Andamos por toda a praia, algumas vezes... Entramos um pouco na água, a Pri foi correr um pouco com a Luciana e eu fiquei em uma sombrinha...
Chegou a hora de ir almoçar, voltamos para o jipe e fomos até um restaurante pequeno mas muito gostoso. Depois de anos, consegui comer um peixe realmente sem espinhos!!!
A Pri comeu um frango grelhado pela metade porque o restante comi eu, e lá fomos nós continuar o passeio...
Entramos no jipe, o salgadinho da Pri já estava um pouco "socado", cada vez menos salgadinho e mais farelos...
De volta ao caminho do jipão chegamos a cachoeira do Paraiso, para entrar nela foi preciso passar por uma trilha de uns 300 metros bem tranquila...
Passei pelas pedras e fiquei perto da Priscila, o guia olhou para mim e disse para eu espantar os borrachudos, é claro que eu não havia passado o repelente... Peguei o repelente com a Pri e passei rapidinho... Disseram que minhas pernas estavam cheia desses bichos, o interessante é que não senti nenhuma picada.
Bom, entrei na água gelada, muito gelada. A profundidade era de uns 5 metros. Nadei até chegar na espuma da queda e voltei os 10 metros até a parte rasa. A Pri entrou daquele jeito sutil de sempre, gritando muuuuiiito!
Havia uma boia amarrada em uma das pedras e tentamos fazer a Pri ir até a queda com a boia, mas ela não gostou nem um pouco da ideia, então foi a vez da Margarete que também não deu certo, ela simplesmente congelou... Então tentamos com a Fabiana que até que ficou mais tranquila que as outras...
Nessa hora a Luciana praticamente sumiu, ficou quietinha, coisa não muito comum, geralmente ela brinca e de repente ela sumiu, tipo assim "nem olhem para mim ok"...
Ficamos lá até todos congelarem e depois fomos de volta pro jipe. O saquinho de salgadinho da Pri diminuindo cada vez mais...
Voltamos para a pousada. Pedimos uma porção de batatas e ficamos conversando com as pessoas do grupo.
O Harry e a Adele se divertiram muito, ficaram soltos andando pra cá e pra lá. A garoa voltou para refrescar a noite...
Fomos até o estacionamento da pousada escutar os sapos que estavam fazendo a maior festa. Logo o Edson chegou com uma perereca e colocou na minha mão e depois na mão da Priscila e com a maior sutileza foi levar para o restante do grupo ver a pererequinha, eles estavam jantando, mas deve ter sido divertido a reação deles...
No dia seguinte acordamos as 8 horas, fazia tempo que eu não acordava depois das 7... Novamente havia chovido forte a noite e o dia amanheceu com uma garoa fina...
Fomos cuidar do Harry e da Adele e depois fomos comer o café da manhã.
O passeio de hoje foi até a praia do Guaraú que para chegar nela nós passamos por uma passarela suspensa de madeira que ficava a uns dois metros de altura do manguezal, havia muitos caranguejos lá embaixo. Alguns gigantes pelo que me falaram...
Depois de passar pelo manguezal, passamos pela restinga, para quem não sabe essa vegetação é baixa e cresce diretamente na areia da praia, geralmente nas praias que conhecemos não existem mais essa vegetação e em seu lugar encontramos os calçadões...
Chegamos na praia e fomos em direção ao local onde alugam barcos, alugamos uma voadeira, que delícia!
Fomos de voadeira até uma ilha próxima da praia, eu curtindo cada pulo da voadeira e a Pri enjoando cada vez mais...
O legal é que praticamente tivemos áudio descrição da ilha, os comentários que eles faziam ajudava em muito pra Pri e pra mim conhecer essa ilha e seus habitantes que além das gaivotas ainda tinham as fragatas e outros bichinhos barulhentos... O som da ilha era muito bom!
Eu não conhecia as fragatas, o Edson explicou que a envergadura deles chegam a um metro e meio, são pretas com a cabeça branca e não mergulham, elas roubam os peixes das gaivotas.
Na verdade elas não mergulham para pescar porque suas penas não são oleosas como as das gaivotas, então se elas mergulharem na água elas podem se afogar, então elas se aproveitam das gaivotas para pegar os seus peixes...
Voltamos para a praia e fomos andar um pouco, andamos por toda o seu comprimento que deve ser em torno de 3 quilómetros.
Estava muito engraçado o Paulo e a Fabiana zoando um com o outro a viagem toda, e aqui na praia não poderia ser diferente...
Quando paramos na frente da trilha, começou a passar um monte de paraglaider motorizado. Que legal, deviam ser uns 15...
Eles faziam acrobacias lá no alto e de repente faziam um rasante próximo de nós...
Já está na hora de almoçar, então voltamos para a pousada...
Ficamos na piscina até o almoço ficar pronto, comemos e depois tive uma surpresa de aniversário, me apareceram com um bolo!
Realmente foi uma surpresa!!! Muito bom!!! Valeu!!!
Mas agora já estava na hora de fazer as malas para voltar, pegamos tudo inclusive o salgadinho da Pri...
Entramos no carro e fomos direto para a estação Ana Rosa, nos despedimos desse grupo, que alias foi o grupo mais animado que já encontramos e com certeza iremos nos encontrar em outros passeios...
A agência Bioventura está de parabéns!!! Valeu Edson e Lourdes!!!
Ah, e o salgadinho da Pri, ela conseguiu comer o que sobrou dos farelos aqui em casa no almoço de segunda feira...


Comentário

Enviado por Verônica Zani, no dia 21/2/2015 as 12:39.29.

Lú, Pri, harry, beth e meiguinha, estamos com saudades. Bjus


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SESC Bertioga

Enviado por Luiz Eduardo no dia 15/12/2014 as 11:28.44

ENFIADOS NA AREIA / VIAGEM

A Pri chegou do trabalho, pegamos nossas malas e esperamos a Bete chegar.
Assim que a Bete chegou nós fomos andando até o SESC. Entramos preenchemos os cartões e embarcamos no ônibus.
Foi a primeira vez que viajamos pelo SESC.
A primeira impressão já foi muito boa, o ônibus era confortável.
A Pri no meu lado e o Harry deitado nos nossos pés e a Bete sentada na outra fileira.
O guia entrou e lá fomos nós...
Bom, como a estrada estava entupida, então eles resolveram ir por Mogi, esse caminho era mais longo, porém iria andar.
E realmente andou...
Tivemos um lanche para comer na viagem e um filme para passar o tempo. Que alias passou bem rápido...
Chegamos no SESC Bertioga lá pelas 22 e 30.
Descemos do ônibus, colocamos as malas no quarto e fomos para o restaurante comprar coca-cola.
Logo de cara percebi que as pessoas estavam respeitando muito o Harry, sem brincar com ele, até que veio uma atendente que falou que era a primeira vez que eles recebiam um cão guia, mas que eles já sabiam que não podiam brincar com ele.
Mas o mais legal foi quando ela perguntou se podia mandar um tapete para o Harry dormir, eu disse que sim e quando voltamos pro quarto encontramos um tapete enorme na porta...
O Harry adorou sua caminha!!! E nós o quarto!
O quarto era grande com três camas de solteiro, dois criados, um banheiro e uma varanda com uma rede.
Tiramos o criado mudo do meio das camas e fizemos uma cama de casal e a Bete ficou do outro lado do quarto.
Chegou a hora de dormir...
Acordamos cedo e fomos para o restaurante, nem preciso falar que nos perdemos um pouquinho para chegar lá.
O café da manhã é bem servido com direito a um pãozinho de queijo muito bom, só perde para o SESC de São Caetano...
Voltamos direto para o quarto para nos arrumar para o primeiro passeio do dia, conhecer o SESC.
Nos perdemos na ida e na volta, mas isso fez parte de todos os nossos passeios pelo SESC...
Bom, chegamos as 9 horas no restaurante e lá estava o guia e alguns dos outros hóspedes esperando...
Começamos a andar pelo SESC, primeiro visitando a área de convivência, onde tem uma lanchonete, um espaço aberto para apresentações, uma brinquedoteca para as crianças, uma sala de convivência, uma lojinha e outras coisas...
Passamos pelo local onde sai o trenzinho, aproveitamos e compramos 3 passagens para conhecer o centro de Bertioga. O Harry foi me acompanhando por todo o caminho, seguindo o guia.
Passamos pela árvore de dinheiro e contaram a estória dessa árvore.
O que o guia falou é que o fruto dessa árvore quando pequeno os portugueses colocavam moedas e fechavam o fruto.
Quando os frutos cresciam e eles iam vender o local eles levavam os futuros compradores para comer uma fruta e quando eles viam as moedas ficavam impressionados e acabavam por comprar as terras pensando que iriam ficar milionários com aquelas árvores de dinheiro...
Bom, se a estória é verdadeira eu não sei, só sei que é interessante...
Continuamos nosso passeio pelas ruas do SESC, passamos pelas piscinas, mas como estava frio nem entramos para conhecer. Passamos por uma capela, um museu de história natural, muito interessante, mas do que eu mais gostei foi da sala da baleia, onde havia um esqueleto de baleia e o som das baleias. O som delas é fantástico, vale a pena ouvir.
Passamos por uma piscininha infantil e por um local que massageia os pés.
Continuamos a andar e atrapalhamos o pessoal que estavam fazendo meditação...
Chegamos na casa da árvore, onde a Pri fez questão de subir é claro...
Passamos pelas quadras.
Chegamos no portão da praia, descemos para a area e andamos um pouquinho.
Depois voltamos para o quarto, o passeio foi muito tranquilo.
Fomos almoçar, me dei mal!!!
Bom, a Pri foi se servir primeiro com uma pessoa do hotel e quando voltou ela me disse que havia pego apenas arroz e feijão, mas iriam voltar com um filé de frango para ela.
Entendi o recado e lá fui eu, cheio de amor no coração, pensando que é claro que eu iria me dar bem no almoço...
É, não deu... Não que os pratos não fossem bons, mas eu não costumo comer carne com molho e não tive escolha. Iria partir para o plano B. Que era comer camarão na praia mesmo...
Assim que eu estava voltando para a mesa com o atendente, eu fiz o infeliz comentário, que se tivesse batata frita eu pelo menos comeria com arroz e feijão...
Chegamos na mesa, sem nada no meu prato, o atendente voltou e disse que já estavam preparando minhas batatas...
A Pri e a Bete comeram e nada das minhas batatas, quando de repente chega o atendente com a maior boa vontade e me entrega o prato cheio de batatas asssada...
Comi o que pude, pensando nos camarões...
Voltamos correndo para a praia mas a barraca dos camarões já estava fechada, voltamos e fomos para o local onde iria sair o trenzinho.
Ficamos esperando um pouco lá até que o trenzinho chegou. Entramos o Harry ficou no corredor mesmo e lá fomos nós para conhecer a cidade de Bertioga.
Quando o trenzinho parou no centro da cidade, fiquei sabendo que estávamos perto do Forte de Bertioga.
Perguntei se a Pri queria ir comigo ou se ela preferia ficar na feirinha, ela resolveu ir comigo e fomos correndo ver o Forte...
Achei o máximo aquele forte, nunca tinha visto uma construção tão bem feita assim e o mais interessante, esse forte é a primeira edificação feita no Brasil, datada de 1530.
Pena que tivemos pouco tempo, mas um dia voltaremos lá com mais tempo para conhecer toda a edificação!
Voltamos correndo e a Pri foi ver a feirinha, até deu para comprar alguns chaveiros para ela...
Entramos no trenzinho e voltamos para o hotel.
Soubemos que havia uma padaria próxima do hotel e lá fonos nós, eu precisava comer algo que não fosse batata...
Haviam alguns cachorros estressados na porta da padaria que latiam direto para o Harry. Passamos por eles e eu comi uma cochinha e uma bomba de chocolate.
Assim que eu paguei fiquei sabendo de uma pastelaria bem perto dali.
Fomos até lá e a Pri e, a Bete e eu comemos um pastél.
Voltamos para o quarto. Eu já estava cansado. Deitei na cama e não vi mais nada.
A Pri e a Bete foram assistir o show do filho do sei la quem...
A Pri ficou zoada desde o almoço mas parece que no show piorou e elas voltaram para o quarto.
Hoje é o último dia dessa viagem e acordamos cedo e fomos tomar café, para falar a verdade, só foi a Bete tomar café, eu fiquei com medo do moço da batata resolver que eu queria batata de café da manhã e a Pri ainda estava com o estomago zoado.
A Bete voltou e fomos dar uma volta pelo outro lado do hotel.
Chegamos em um lago, um local de mudas de flores e acredito que seja o almoxerifado onde eles guardam as peças de reposição dos quartos.
Inclusive passamos por um estacionamento fechado onde haviam alguns tratores e outras coisas.
Acabamos passando sem querer na frente da casa da árvore e é claro que a Pri subiu lá de novo, mas dessa vez eu tirei uma foto, ou pelo menos eu tentei.
Mas ela não sossegou enquanto eu não subisse junto dela. E lá foi eu e o Harry...
Voltamos para o quarto e fomos direto para a praia.
Enfim eu iria comer meus camarões... Comi todos eles!
Uma delícia!
Mas só eu comi na praia, depois fomos para o restaurante e a Pri almoçou com a Bete.
Chegou a hora de arrumar as malas e voltar para casa.
Foi muito legal esta viagem, foi a primeira com o SESC e esperamos fazer mais!


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Na trilha em São Roque

Enviado por Luiz Eduardo no dia 31/12/2012 as 10:39.30

AVENTURA / VIAGEM

Era uma manhã de Sol e eu estava deitado na rede do terraço. O Harry totalmente solto sem guia e sem arreio deitado no chão próximo de mim. Ele já havia brincado na grama e feito suas necessidades por lá.
A Pri, a Bete e a Meiguinha chegaram do passeio, na verdade elas foram dar uma volta pelo hotel para a Meiguinha fazer suas necessidades também.
Começou a chegar um monte de gente e pararam na frente do terraço, o guia do hotel nos convidou para ir andar na trilha.
Não sei exatamente quantas pessoas eram, mas parecia que tinha mais de quinze pessoas com o guia.
A princípio eu não queria largar a rede, mas quando vi a Pri correr para colocar o tênis, acabei indo também!
Colocamos os tênis, coloquei o equipamento no Harry e fomos com eles.
A Pri com a Bete e com a Meiguinha e eu com o Harry.
Fomos andando até próximo do lago, onde fica a entrada da trilha e o guia se colocou a frente e começamos a caminhada. Ou melhor, a subida...
O Harry puxando bem forte, saltando pelos degraus de terra e lama, bem firme. Na nossa frente só o guia.
A Pri deu sua bengala para a Bete e ficou segurando a Meiguinha que também estava puxando forte. E lá foram elas o Harry saltando os degraus e a Meiguinha escalando.
A cada término das subidas o guia pedia para eu esperar e ele voltava para ajudar as outras pessoas. Eu e o Harry aproveitávamos para descansar um pouco. A subida era forte...
Em alguns lugares tinham cordas para ajudar, eu soltava o arreio do Harry e apoiava na corda, ele se comportou muito bem, mantendo sempre a minha esquerda.
A Pri e a Meiguinha subindo firmemente atrás de mim, a Bete pedia ajuda a cada nova subida para o guia. Ela tinha medo de escorregar. Acredito que todos tinham esse medo, afinal a trilha estava com muito barro.
Íamos passando por árvores, pedras e raízes pelo caminho e o Harry e a Meiguinha se comportando muito bem. A cada árvore o Harry diminuía o passo para me indicar que havia um obstáculo na minha frente e lá íamos nós...
Enfim chegamos ao topo do morro, que alias era bem alto. Sentamos em uma pedra para esperar o restante do grupo e ficamos mais uns 10 minutos por lá. Sessão das fotos...
Eu e a Pri já desistimos, se não tiramos as fotos com nossa câmera, pode esquecer porque até hoje não recebemos as fotos tiradas por outras pessoas.
Bom, agora estava na hora de descer pelo outro lado. A subida é mais cansativa, porém eu acho mais fácil. Já a descida, é aqui que moram os tombos!
O Harry passou pelo guia e na nossa frente ficou apenas um hóspede que foi me auxiliando a distância. Com os famosos "Vai um pouco para a direita", "Agora vai para a esquerda"... Depois de um tempo ele percebeu que não precisava falar nada porque o Harry seguia a trilha direitinho e me colocava no lugar certo para andar...
E eu fui descendo sem dificuldade, nesta hora eu não sabia do resto do grupo porque eles ficaram muito para trás. Mas eu estava tranquilo porque o guia estava com eles.
A Meiguinha foi incrível, na subida ela foi puxando a Pri e na descida ela esperava a Pri chegar para avançar mais um degrau. O instinto desses bichinhos é realmente fantástico!
O Harry impressionou a todos com seu desempenho e com seu rabinho batendo pra lá e pra cá, todo feliz...
Cheguei ao final da trilha e depois de alguns minutos chegaram o restante do grupo. Demoramos uma hora neste passeio. Foi muito legal.
Tivemos a feliz surpresa de saber que no nosso grupo havia uma senhora com sua família, ela tem três pontes de safena e mesmo com a negativa de todos ela insistiu para fazer essa trilha e todos a ajudaram.
Na subida eu não sei como ela fez, mas na descida todos da sua família faziam uma corrente com as mãos e ela ficava no meio. Provavelmente na subida foi assim também.
O que mais gostei foi de ver o Harry e a Meiguinha contentes por andar e passear em seu lugar de origem.
Essa foi uma das primeiras trilhas que fiz com o Harry e gostei muito de refazê-la com ele hoje. Percebi muito mais segurança e felicidade por parte dele.
Sempre que eu puder, levarei o Harry para esses passeios e principalmente para hotéis onde eu possa deixá-lo solto, com segurança é claro.


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Aniversário na praia

Enviado por Luiz Eduardo no dia 15/12/2012 as 10:15.29

ENFIADOS NA AREIA / VIAGEM

Não teve jeito, a Pri teve de me contar qual seria meu presente de aniversário, mas é claro que ela contou do seu jeito mesmo...
"Luiz, você precisa arrumar sua mala para viajar...".
Eu sem entender nada perguntei viajar para onde?
E ela respondeu com a maior tranquilidade...
"Vamos para a Praia Grande, no bairro caiçara...".
Como assim Praia Grande? Como é a praia lá?
E ela respondeu:
"Calma que minha colega me indicou uma pousadinha bem baratinha ha uns 200 metros da praia. Só não tem serviço de praia tá, mas podemos ficar sentados em uma barraca na praia... E a praia não é tão limpa como Juqueí e é um pouco mais cheia também, se tivermos sorte a praia nem estará lotada...".
E as refeições eu perguntei quase em estado de pânico...
"Na pousada não tem restaurante, o café da manhã podemos tomar em uma padaria há uns 3 quarteirões de lá. Restaurantes eu não sei se tem por perto, mas tem uma sorveteria bem do lado da pousada."
Muito bom, sorvete de café da manhã...
Eu só pensava, onde é que estou me enfiando desta vez...
Será que poderíamos andar sozinhos pela praia? Seria limpa, segura ou como encontraremos a saída da praia para voltar para a pousada?
Quando a Pri percebeu minha cara de interrogação, só então ela resolveu contar a verdade.
Vamos voltar para Juqueí!
Agora sim, fizemos as malas que neste caso foi à mochila e partimos para Juqueí.
Nossa viagem começou na rodoviária do Jabaquara.
Pegamos o ônibus as 10:30 e as 12:30 já estávamos na Riviera de São Lourenço. Aproveitamos para comer no Bobs do Shopping de lá e depois seguimos viagem até o hotel de Juqueí.
Fomos direto para o quarto novo. Nossa, que quarto caprichado!
Ele não é só de frente ao mar, ele é quase em cima do mar!
Deixamos a mochila no quarto e nos arrumamos e fomos direto para a praia...
Que dia lindo! Um Sol forte, uma pequena brisa, a Pri e eu sentados nas cadeiras de praia do hotel...
Resolvemos sair das cadeiras e ir para o mar, que delícia, a água bem refrescante e suas águas bem calmas. Ficamos curtindo o mar um bom tempo e depois voltamos para a barraca.
Já estávamos com fome e resolvemos comer algo na praia mesmo, eu pedi uma porção de camarão a dorê e a Pri pediu uma porção de fritas.
Como sempre nosso almoço na praia estava uma delícia...
Voltamos para o quarto e fui dar uma caminhada com o Harry.
O Sr. Rolando estava lá em baixo e ficamos conversando bastante. Ele é uma pessoa incrível, muito legal mesmo.
A Pri desceu e ficamos lá na recepção. O Harry se divertindo com seus amiguinhos do hotel.
Bom, já estava tarde e voltamos para o quarto.
Fomos tomar banho, que legal, dois chuveiros e duas pias, esse banheiro é realmente muito divertido. Gostei!
No terraço tem uma mesa com duas cadeiras, ótimo para ouvir o som do mar.
Chegou a hora de ir dormir...
Segundo dia
Acordamos cedo e fomos correndo para a praia. O dia estava lindo!
Chegamos à praia e o vento estava muito forte, ficamos um pouco lá, mas não teve jeito, voltamos para o hotel.
O vento forte incomoda muito os olhos da Pri.
Mas não tem problema, fomos para a piscina do hotel. A água estava uma delícia e não havia mais ninguém lá. Todos estavam na praia.
Depois de uns minutos chegaram um casal e seu filho de três anos.
O casal muito simpático e a criança era uma gracinha.
Eles entraram na piscina e a criança veio nadando com suas bóinhas de braço na nossa direção e a mãe dele disse:
"O Bento gostou de vocês."
Ele veio na nossa direção e ficou do nosso lado.
Sua mãe também se chegou e ele nos mostrou sua máscara de sapinho, brincamos com ele e vimos seus pais ensinarem o Bento a mergulhar a cabeça na água.
A educação deles realmente foi de primeira, o carinho com que eles ensinam as coisas para o Bento e o respeito que todos têm uns com os outros foi um quadro lindo de se ver. Principalmente nos dias de hoje, onde a educação está em último lugar, geralmente empurrada para a responsabilidade das escolas. Que alias não é o papel delas.
Pedimos nosso almoço na piscina mesmo. Eu pedi um camarão ao Catupiry e a Pri pediu um filé empanado com fritas.
Terminamos de comer e a piscina já estava cheia de gente então fomos para o outro lado do hotel onde tem mais uma piscina. Também estava lotada então subimos para o quarto.
Ficamos um pouco lá e depois fomos tentar a praia novamente. Dessa vez deu certo, o vento havia diminuído e deu para dar uma caminhada na praia.
Fomos até o final da praia, passamos pelo Rio Juqueí, como soubemos disso? Foi fácil, a água de repente ficou fria e as ondas não chegavam mais perto de nós.
Andamos mais um pouco e chegamos a umas pedras. Já estava na hora de voltar...
Voltamos para o hotel e hoje resolvemos jantar no terraço. Pedi um camarão empanado com catupiry e a Pri pediu uns pastéis. Estava uma delícia!
Desci com o Harry e depois fomos dormir.
Terceiro dia
Acordamos cedo e o dia não estava nada bonito, já havia chovido a noite.
Tomamos o café da manhã e acabamos indo para a praia assim mesmo. O tempo estava nublado, então ficamos um pouco só na praia.
Resolvemos ir nadar na piscina aquecida, que delícia!
Aproveitamos muito, mesmo quando começou a garoar.
Só saímos porque precisávamos arrumar as nossas coisas para voltar para casa.
Almoçamos e depois pegamos o ônibus. À volta nem sempre é tranquila como essa.
Chegamos à rodoviária do Jabaquara e logo veio uma moça nos ajudar a chegar até o metrô. O metrô foi tranquilo até a Ana Rosa, mas não havia nenhum funcionário nos esperando lá. Então subimos as escadas e passamos por todo o corredor até chegar às catracas. O Harry foi perfeito, achou a escada e depois nos levou até a catraca, e como nem eu e nem ele sabíamos qual escada descer para fazer a baldeação a melhor solução era ir procurar as catracas mesmo.
Fui pedir ajuda a uma pessoa e nessa hora o funcionário aparece falando para nos levar para o elevador.
A Pri ficou indignada, para dar palpite o funcionário aparece, mas na hora de ajudar... Deixa pra lá... A moça nos levou até a plataforma.
Pegamos o metrô e depois o trem, até o ônibus para casa foi tranquilo.
Uma coisa que valeu a pena foi comprar essa mochila para viagem, é muito mais fácil viajar com a mochila do que arrastando as malas.
Balanço geral:
Hotel: Sempre impecável! Atendimento de primeira e muito boas acomodações!
Praia: Aproveitamos muito!
Nota 10


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Caverna do Fendão

Enviado por Luiz Eduardo no dia 09/11/2012 as 15:34.58

ENFIADOS NO BURACO

Acordamos cedo e fomos tomar o café da manhã.
Assim que terminamos o café o Jackson chegou com a Bruna e fomos para o parque Intervales.
Hoje vamos conhecer a caverna do fendão.
Chegamos ao parque e logo apareceu o Seu Eliseu, que iria nos acompanhar.
Entramos novamente no carro do Jackson e fomos até a entrada da trilha.
A trilha foi bem tranquila, sem muitas emoções, apenas os pássaros cantando e muitas arapongas.
Chegamos ao teto da caverna, havia algumas fendas no chão que iluminavam a caverna sobre nossos pés.
Descemos até a entrada da caverna. Colocamos os capacetes e fomos enfiados no buraco.
O início da caverna era um pouco complicado para descer as pedras, mas tinha uma corda para auxiliar.
Chegamos à parte mais baixa e entramos no rio. Essa caverna é molhada e muito legal.
Fomos acompanhando a água e passando por todo o seu interior.
Havia lugares que a água chegava à nossa cintura, mas a maioria do tempo a água ficava na metade da coxa.
Ao contrário do que eu havia lido na internet existem vários espeleotemas nessa caverna.
A travessia foi tranquila com pontos mais estreitos, outros mais baixos, mas um lugar muito legal.
No teto além das estalactites em um salão havia um tronco que foi trazido pela água da chuva, imagina só a quantidade de água para trazer um tronco e prendê-lo no teto de 3 metros de altura. É por isso que sempre é necessário ir com guias nestas cavernas, quando chove essa caverna enche de água e eu não queria estar lá em um dia chuvoso.
Também encontramos muitas folhas grudadas nos estalactites indicando que é feio mesmo em dias de chuvas.
A parte mais interessante que passamos foi subir em uma cachoeira onde tive de literalmente montar na água que caia e subir, o teto era muito baixo, mas a subida foi legal. Logo depois de mim foi a Pri...
O som das corredeiras eram tão forte que não conseguimos ouvir nada além da água.
Saímos dessa cachoeira e continuamos andando até chegar a uma escada de madeira que levava para a saída.
Aproveitamos muito essa caverna, a água no início estava fria, e no final estava gelada mesmo!
Voltamos para o hotel e fomos almoçar...


Comentário

Enviado por Claudia, no dia 27/12/2012 as 10:0.23.

Achei demais a aventura e fiquei contagiada....está na minha lista desejos !!!! E parabens voces são fantasticos !!!


Comentário

Enviado por Flavinha, no dia 4/12/2012 as 9:10.1.

água fria, gelada, caverna... Coisa de louco! parabéns por tanta coragem!


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Caverna Temimina

Enviado por Luiz Eduardo no dia 08/11/2012 as 15:41.27

AVENTURA / ENFIADOS NO BURACO

Hoje é o grande dia de conhecer a tão falada caverna Temimina.
Acordamos às quatro horas para nos arrumar para esse passeio. Dei comida para o Harry e o levei para dar uma voltinha.
Arrumamo-nos, pegamos nosso lanche de trilha que seria nosso almoço e ficamos esperando o Jackson chegar.
Assim que ele chegou nós entramos no seu carro e fomos para Apiaí. Estávamos eu, a Pri o Jackson e a Bruna.
Fomos por dentro do parque Intervales e depois pegamos a estrada para Apiaí.
Alguns quilómetros antes de chegar a Apiaí ficam a estrada que leva até o núcleo Caboclo. Essa estradinha é de terra e muito mal conservada.
Alguns quilómetros depois chegamos até a entrada do parque. Descemos do carro, ao longe um som de água caindo, algumas moscas nos rodeando e o som dos pássaros já nos deram as boas vindas.
Fomos nos cadastrar, a pessoa responsável pela entrada do parque neste dia era o Sidney. Alias muito gente fina.
Fizemos o cadastro e aproveitamos para ir ao banheiro e passar o repelente. Tudo certo para ir então fomos até a casa do Seu Gastão que é o guia do parque que nos levará até a caverna.
Agora sim, vamos até a caverna Temimina! Isso já era nove e meia da manhã quando saímos do carro.
A porteira para a trilha estava trancada por isso fomos a pé mesmo o caminho que poderíamos ter ido de carro.
Esse caminho a pé estava bom, chegamos até uma casa que não era mais usada e pegamos um caminho mais estreito.
Descemos pelos bambuzais depois subimos por um pedaço de estrada cheio de lama e muito escorregadio.
Continuamos subindo até chegar a uma descida, que alívio... Mal sabia que a descida que vinha era pior ainda, escorregava mais, mas tudo bem.
Por todo o percurso algumas mutucas gigantes nos acompanhavam juntamente com os sons das arapongas e de outros pássaros.
Algumas subidas e descidas depois encontramos um quadriciclo motorizado. Era o pessoal que estava construindo um pedaço do "Contínuo".
Esse "Contínuo" é uma trilha de 90 km que ligará os núcleos do parque PETAR e irá até o parque Intervales passando pela maioria dos pontos turísticos.
Enfim chegamos!
No início da trilha...
Agora sim era uma trilha fechada no meio da mata.
Neste momento existe uma bifurcação, pegamos a trilha da esquerda. O caminho no início era mais leve, mas depois foi ficando cada vez mais difícil.
As subidas mais íngremes e escorregadias. As descidas também complicadas. Agora o número de mutucas que nos acompanhavam era bem maior e os sons dos pássaros também mais fortes.
Em algumas situações descíamos sentados nas pedras, é melhor sentar que cair...
Continuamos andando sem parar, subindo e descendo morros, vimos várias árvores interessantes pelo caminho, flores e até alguns caracóis.
Enfim chegamos ao topo de um morro. Na nossa frente havia um buraco parecendo a letra "C" deitada de cinquenta metros de comprimento por duzentos de largura... Era lá a famosa caverna!
Nós estávamos no seu topo!
A Bruna se aproximou da borda e deslumbrou a vista...
Ha uns oitenta metros para baixo tinha um jardim suspenso que deveria ser o teto que desabou, pelo menos é isso que eu achei, mesmo sendo contrariado por todos...
Também era possível ver na borda oposta a mata a cima e os estalactites a baixo.
Bom, agora começamos a descida pela lateral da montanha até a entrada da Temimina I.
A trilha apenas piorou. Muitas pedras até chegar a uma parte muito complicada.
Seguramos em uma corda e fomos descendo sentados até o fim da rocha, fim da rocha mesmo. Ela tinha uma descida na vertical. Seguramo-nos na corda e com os pés tateamos a pedra até encontrar um apoio, depois passamos o outro pé em outra rocha. Bom, nem preciso dizer que a queda neste ponto era de oitenta metros de altura. A distância entre uma rocha e outra eu não sei qual era, mas sei que minha perna alcançou. Soltei a corda e me joguei para lá, a Bruna e o Gastão me ajudaram e também ajudaram a Pri. O Jackson foi o último a passar.
A Pri ficou tranquila na rocha, já eu fiquei completamente grudado na pedra!
Continuamos a nossa descida, nada tranquila, mas menos complicada que essa mudança de rochas...
Chegamos à entrada da caverna. Simples não, não!
Agora deitamos de barriga no chão e descemos segurando uma raiz até uma parte mais reta. Descemos um pouco mais e ficamos sentados em uma pedra.
Que salão enorme, cheio de espeleotemas enormes, com visão do "jardim suspenso". É outro mundo. É fácil se imaginar na viagem ao centro da terra.
As moscas estavam querendo almoçar e nós também, mas resolvemos ir em frente e conhecer a Temimina II. Estávamos cansados, porém a vontade de conhecer essa caverna foi mais forte. Já eram duas horas...
Saímos da caverna pela mesma entrada e voltamos a descer por fora da caverna.
Mais alguns minutos de descida e enfim chegamos até a Temimina II, que contraste...
Entramos na caverna e ao meu lado plantas e do outro as rochas com espeleotemas. O som dos pássaros agora ecoava mais alto dentro da caverna.
Enfim nos livramos das mutucas. Mais pedras pelo caminho. Fomos descendo pelas pedras até chegar ao rio. O Gastão me ajudando e a Pri com a Bruna estavam atrás de mim e o Jackson ficou tirando fotos.
Que água gelada!
A correnteza estava forte, sorte que fomos a sua direção.
Andamos pelo rio até uma prainha, voltamos para o rio e fomos em frente, sempre com sons dos pássaros nos acompanhando.
Paramos em outra prainha, agora sim uma parada para almoçar, afinal já são quatro horas da tarde e estamos com fome, muita fome!
Sentamos em uma pedra e abrimos nosso lanche de trilha e almoçamos...
Voltamos para o rio e continuamos nossa caminhada, mas agora era para sair da caverna e voltar por que já era tarde.
Esta caverna é o máximo quando você acha que já viu de tudo, sempre aparece mais coisas diferentes.
No teto que estava a uns 80 metros de altura tinha um circulo desenhado. Perfeito!
Como ele foi parar lá?
Como ele foi feito?
As cavernas são assim mesmo, algumas cheias de coisas intrigantes que nos fazem pensar.
Um pouco mais para o lado do teto tinha um cubo de pedra do tamanho de uma casa.
Tão alta que não podíamos alcançar.
E na parede parecia uma pegada de dinossauro. Essa parede pode ter sido o chão em épocas passadas.
A volta é mais curta, porém mais complicada. Saímos do rio e começamos a andar sobre as pedras. Agora eram quatro e meia da tarde.
Ao nosso lado direito uma parede de pedra que se erguia a uns 80 metros de altura e nessa parede um caminho para seguirmos.
Todo o cuidado é pouco, muito atento e firmando passo-a-passo começamos a nossa subida.
Cada vez mais alto na parede de pedra a nossa direita e a queda a nossa esquerda. O maior perigo é o de escorregar.
A Pri foi à frente com a Bruna e eu fui com o Jackson. O Gastão ficou a frente da Pri para auxiliar e o Jackson na minha frente.
Por várias vezes pensei que já era...
A Pri sempre com passos firmes e eu grudado na parede de pedra mais parecendo um opilião!
Teve uma hora que o Jackson me falou:
"Luiz, venha mais para a esquerda...".
E eu respondi firmemente.
"Pra esquerda fica o buraco, não vou de jeito nenhum!".
E ele respondeu que a trilha ficava mais a esquerda e eu disse.
"Não desgrudo da parede de jeito nenhum, vou pela direita mesmo!".
E fui grudado na pedra.
Chegamos a uma parte onde havia uma corda para nós nos segurar, devíamos estar a uns 50 metros de altura.
A Pri se segurou e foi com a Bruna corda a cima enquanto eu e o Jackson ficamos esperando. O Gastão já estava nos esperando bem na saída da corda.
De repente a Pri gritou:
"Não! Gente, não puxe a corda!".
O Jackson gritou que não havia ninguém na corda.
Quando a Pri estava subindo, a corda foi para a esquerda e a Pri se desiquilibrou e foi por isso que ela gritou. Nessa hora eu gelei, mas ela se equilibrou e foi em frente.
Agora era a minha vez, eu me senti muito mais a vontade subindo com o auxilio da corda. Pena que ela era apenas para um pequeno pedaço da subida.
Logo largamos a corda e continuamos a subir se apoiando na pedra mesmo.
Chegou uma hora que eu nem quis mais saber, fui engatinhando mesmo rocha à cima.
Enfim saímos do paredão, graças a Deus! Mas foi difícil do Jackson me convencer de que eu já podia ficar em pé...
Agora era só voltar pela trilha, que por mais escorregadia que estivesse seria muito mais tranquila que aquela subida.
E lá fomos nós. As mutucas de volta...
Chegamos ao final da trilha e começamos a andar no caminho um pouco mais largo. Escorrega daqui, escorrega da li, barro pra cá e lama pra todo o lado...
Entramos na estrada e andamos até o carro. Chegamos lá às seis e meia.
Entramos no carro e voltamos para o hotel.
Chegamos ao hotel às dez da noite completamente exaustos. Nem jantamos, fomos tomar banho e depois dormir.


Comentário

Enviado por Jackson - Paraíso Eco Parque, no dia 7/12/2012 as 13:10.16.

Parabéns aos aventureiros,é com muito prazer que agradeço aos amigos Luis e Priscila pela oportunidade de acompanha-los em lugares tão especiais e com pessoas que muito nos ensinam a cada passo dado. abroços Jackson e Bruna e família Paraíso \"www.brasilparaíso.com


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Caverna Jane Mastfild

Enviado por Luiz Eduardo no dia 07/11/2012 as 15:47.13

ENFIADOS NO BURACO

Mais uma caverna e dessa vez no parque Intervales.
O Jackson foi nos buscar no restaurante e lá fomos nós...
Chegamos ao parque e o Beto foi nos acompanhar nessa caverna.
Fomos de carro até o início da trilha e depois começamos a andar.
Chegamos a um rio e começamos a andar nele. Havia muitas pedras pequenas no chão desse riacho, mas a caminhada foi tranquila.
Andamos pelo rio até chegar à entrada da caverna.
A entrada da caverna é do jeito que eu gosto, bem pequena e com água.
Colocamos os capacetes e eu coloquei minha joelheira. De tanto socar o joelho nas pedras eu resolvi comprar uma joelheira para fazer esses passeios.
A Pri foi a primeira e o Beto a auxiliou, depois eu fui com o Jackson.
Abaixei-me e depois taquei o joelho na água e fui engatinhando caverna adentro.
E lá fomos nós enfiados no buraco novamente!
Passei engatinhando por alguns metros até poder ficar de pé.
As passagens eram bem estreitas, mas fácil para se passar.
Chegamos a um pequeno salão onde havia uma queda de água que lembrava uma torneira, com a água caindo muito forte.
Em um canto estava um sapo boi perdido lá, provavelmente ele foi levado para lá pelas águas. Não demos atenção para ele e ele nos ignorou completamente.
Circulamos esse salão e chegamos às formações. Uma das formações parece um seio meio gigante, por isso o nome da caverna.
Andamos até outros salões e ficamos ouvindo o som da caverna. O som que eu ouvia era de um cachorro latindo.
Fizemos o caminho de volta até o início da caverna e lá fui eu engatinhando nos metros finais até sair da caverna.
Voltamos pelo mesmo caminho até o carro.
Resolvemos conhecer algumas instalações do parque.
O parque Intervales tem alguns alojamentos e pelo que vimos são muito bem cuidados. São simples, mas muito legais.
Chegamos ao hotel e fomos almoçar.


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Visita ao Pico do Gavião - aventura na chuva!

Enviado por Priscila no dia 06/11/2012 as 00:00.00

AVENTURA

Era o último dia da nossa viagem para Ribeirão Grande, como o nosso ónibus era só as 16:00, ainda dava tempo de fazer mais um passeio.
Só que o dia amanheceu com chuva. Nós íamos fazer uma trilha para uma cachoeira com o Harry, mas com o tempo chuvoso, achamos melhor não levá-lo.
Resolvi subir no pico do Gavião, são por volta de 1000m de altura. O lugar tem esse nome, porque é comum encontrar gaviões por lá.
Começamos a subida que era muito íngreme, o Luiz querendo me matar e resmungando bastante o tempo todo. Mas de repente, começou a chover. Chegamos ao pico junto com a maior chuva! Não ficamos muito tempo lá encima, porque estava chovendo muito e seria perigoso ficar por lá por causa da possibilidade de raios. Lavamos a alma, nos molhamos muito e eu ri o tempo todo! Mas o lado positivo foi que as mutucas chatas sumiram assim que começou a chover.
O Jacson foi com a gente, ele também ficou ouvindo o Luiz reclamar e eu dar risada!
Quase no final da descida o Luiz escorregou e caiu sentado. Ainda bem que ele não se machucou.
Chegamos ao hotel totalmente molhados, deu até para torcer a roupa, fazia até barulho da água caindo!
Juntamos toda aquela roupa molhada, tomamos um banho, comemos um lanche e voltamos para São Paulo.
O Luiz está resmungando até hoje, mas valeu a pena, conhecemos outro pico no hotel e com muita chuva!
Eu nunca tinha subido montanha com chuva, adorei!


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Curitiba - Descendo a serra no trem

Enviado por Luiz Eduardo no dia 31/10/2012 as 09:45.56

AVENTURA / VIAGEM

Já fazia tempo que eu queria levar a Pri para o passeio de trem em Curitiba, mas ainda não havia chegado o momento.
Nesta semana me ocorreram a ideia e a oportunidade que precisávamos para fazer esse passeio. Um tanto quanto cansativo, mas muito legal...
Bom, tudo começou com um cancelamento de um passeio nesta semana de férias, então o que fazer? Já tínhamos planejado várias coisas, mas tudo coisas para passar o tempo e não era isso que queríamos...
Então pensei. Se não era a hora de fazer o passeio do trem... Falei com a Pri dos planos desse passeio e ela achou muito louco, mas que podia ser legal!
Mãos a obra, temos poucos dias, pouco dinheiro e principalmente pouco juízo também. Tudo ideal para que desse certo!
Compramos as passagens de ônibus para Curitiba. Saída as 22:30 e chegada prevista para as 06:15 e a volta no dia seguinte as 23:30.
No dia marcado fomos até a rodoviária. O Harry pela segunda vez ficou na casa da Bete. Ele não precisava participar dessa loucura.
O ônibus chegou e entramos. Nós acomodamos e lá vamos nós com destino a Curitiba!
Geralmente eu não costumo dormir nos ônibus, mas graças a Deus isto está mudando... Dormimos até a parada na cidade de Registro onde descemos do ônibus para ir ao banheiro, comprar algo para beber e depois voltamos para o buzão.
A viagem continuou, eu e a Pri só acordamos na parada final. Ou não era a parada final?
Descemos e começamos a andar e perguntar onde estávamos, mas ninguém respondia. Muitas pessoas por perto, mas ninguém respondia.
Novamente estávamos invisíveis, isso acontece de vez em quando em certos lugares.
Pelo horário (06:30) já devíamos estar em Curitiba, mas queria confirmar...
Andamos por toda a plataforma e mesmo assim nada de respostas as minhas perguntas.
Escutamos o som de pratos e fomos nesta direção. Chegamos a um balcão e por fim fomos ouvidos.
"Sim, estamos em Curitiba!".
Agora precisávamos chegar à estação ferroviária e pelo que havíamos visto até aqui isso não seria nada fácil.
Pedi para a moça do balcão que chamasse algum segurança ou alguém para nos ajudar a chegar lá e ela ficou de chamar alguém... Depois de alguns minutos descobrimos que ela não conseguiria ninguém.
Incrível, tantas pessoas por lá e ninguém para ajudar... Que coisa estranha, que recepção deplorável.
Até que apareceu uma pessoa e nos perguntou se precisávamos de ajuda, respondi que sim e pedi para ele nos informar onde ficava a estação de trem e ele nos levou até lá. O interessante é que ele é francês, ou seja, chegamos a Curitiba em uma rodoviária lotada e a única pessoa que nos ajuda é um francês. Muito interessante mesmo...
Assim que chegamos à ferroviária as coisas mudaram da água para o vinho. Até bom dia nós recebemos.
Um guia do passeio de trem veio até nós e se identificou. Conversamos com ele e depois fomos comprar os ingressos para o passeio de trem que sairia as 08:15.
Ele ficou na porta da estação e nós entramos. Ouvi uns barulhos de pratos e fomos à sua direção. A Pri ficou sentada em uma cadeira e eu fui até a lanchonete. Pedi um lanche para mim e outro para a Pri.
Tomamos o café da manhã e fomos ao banheiro. O trem já tinha chegado e fomos para o embarque.
Ficamos sentados em um banco de madeira com o encosto e o acento estofado. Na nossa frente ficava o banheiro e ao nosso lado o guia.
O apito do trem e logo em seguida começamos a andar. Que loco!
Passamos por uma parte da cidade de Curitiba e depois cruzamos mais duas cidades antes de chegar à serra. O guia sempre falando sobre onde passávamos.
Chegamos à descida da serra. A altitude em que estávamos era de 960 metros e ele descerá até 10 metros do nível do mar na cidade de Morretes.
Bom, começou os túneis, eram 15 no total, o maior deles sendo de 500 metros de comprimento.
E por todo o percurso o guia ilustrando por onde estávamos e as paisagens por onde passávamos.
A cachoeira, a barragem, o precipício e outras belas vistas. Em uma delas o trem estava a 50 metros de altura onde não se via os trilhos dando a impressão de que estávamos voando...
Depois de umas quatro horas nós chegamos à cidade de Morretes. Assim que saímos do trem fomos para uma van que nos levou até a cidade de Antonina. Ficamos uns 30 minutos na Van até chegar a Antonina.
Paramos em uma praça e os outros da van foram até o mirante ver a vista da Bahia. Disseram-nos que essa vista é muito bonita.
Eu e a Pri ficamos na praça, era uma pracinha muito simpática com uma igrejinha do século XVIII e muitos pássaros cantando em nossa volta.
Depois de uns 15 minutos eles voltaram e nós fomos novamente para a cidade de Morretes.
Eles foram comer o "barreado" que é a comida típica da região e eu e a Pri fomos a uma lanchonete comer alguma coisa mais leve por que ainda teríamos uma longa volta para casa...
Marcamos com o guia de nos encontrar na pracinha as 15:00. E lá fui eu e a Pri conhecer a cidade, ou nos perder nela...
Entramos em várias lojinhas e em algumas barracas por que as outras estavam fechadas. Experimentei a banana Chips que realmente parece muito com a batata Chips. Vale a pena experimentar. Nessa cidade eles têm uma variedade de coisas feitas de banana, muitas delas eu nunca havia ouvido falar...
Compramos várias lembrancinhas, afinal a cidade de Morretes vive principalmente do turismo.
As 15:00 encontramos a van e voltamos para Curitiba.
A volta de van foi muito mais rápida que a descida de trem e durou apenas uma hora e meia.
Deixaram-nos novamente na rodoviária. E agora o que iríamos fazer até as 23:30?
Bom, sei lá o que tinha de fazer lá, soubemos que havia um passeio de ônibus pelos parques da cidade, mas estávamos cansados o suficiente para nem pensar nesse passeio. Então fomos tentar trocar o horário da passagem para mais cedo. Conseguimos trocar para 22:30.
Nem preciso dizer que para encontrar o local onde vende passagens foi muito complicado. Alias todo o nosso percurso nesta rodoviária foi complicado por vários motivos:
A rodoviária está em reformas.
Hoje é véspera de feriado.
Os funcionários da rodoviária simplesmente se negaram a nos acompanhar ou simplesmente nos mostrar a direção de onde queríamos ir. Nunca vi isso!
Bom, mas com muita paciência, tentativa e erro, e principalmente andar pra lá e depois voltar tudo pra cá nós conseguimos fazer as coisas que queríamos.
Voltamos para a estação de trem, pelo menos lá estava mais tranquilo. Encontramos o guia que nos indicou ir para o mercado municipal que fica próximo da rodoviária.
Ele nos levou para lá e nos deixou em uma lojinha muito legal. Cheia de coisas diferentes. Ficamos lá até a dona nos expulsar porque já eram 18:00 e eles precisavam fechar. Mas o tempo todo ela foi muito atenciosa conosco.
Voltamos para a rodoviária, mas desta vez descobrimos que havia um segundo andar lá cheio de lojinhas. E o que mais tínhamos de fazer até as 22:30?
Ficamos indo de lojinha a lojinha. Demos uma pausa para jantar em uma lanchonete e depois voltamos até as lojinhas...
As 21:30 descemos para procurar onde deveríamos esperar o ônibus. Nem preciso dizer que estávamos exaustos pela viagem.
Enfim o ônibus chegou e nós fomos embarcados.
Dormi na hora, nem vi mais nada. Acordei apenas na primeira parada em Registro onde descemos e fomos ao banheiro. Nunca havia visto tanta gente assim na porta do banheiro.
Voltamos para o ônibus e as 06:30 já estávamos de volta!
Foi uma loucura do início ao fim, mas valeu muito a pena fazer esse passeio de trem, conhecer as cidades de Morretes e Antonina, até mesmo a lojinha do mercadão e principalmente o passeio do trem.
Essa viagem não estava nos planos de nossas férias, mas surgiu a oportunidade e fomos em frente!
Agora só consigo pensar em dormir na minha cama, a Pri já foi...


Comentário

Enviado por Silvio A. Neves, no dia 15/11/2012 as 13:40.54.

Muito bacana esta viagem, até deu vontade de fazer uma igual.


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RIO DE JANEIRO ou será de OUTUBRO?

Enviado por Luiz Eduardo no dia 28/10/2012 as 18:14.14

VIAGEM

Arrumamos as malas, ou melhor, a mochila e fomos até a casa da Bete deixar o Harry lá. É a primeira vez que irei viajar sem ele. A única coisa que me consola é pensar que será melhor assim, afinal o tempo no Rio de Janeiro está muito quente e os passeios serão no mínimo desagradáveis para ele.
A Bete nos acompanhou até a rodoviária. Encontramos o guia da CVC e a Bete voltou para a sua casa.
Ficamos esperando os outros chegarem e as 22:10 começamos nossa viagem em um ônibus muito confortável!
Paramos na estação Barra funda e pegamos mais pessoas, logo depois nos serviram um lanchinho. Muito completo e gostoso. Pena que o suco era de caju e nós não gostamos desse suco por isso guardamos para dar para a Bete na volta.
Parece que o bolinho era de creme, pelo menos foi isso que o guia nos falou, mas a Pri comeu e disse que parecia de chocolate, então comi também, estava gostoso e realmente parecia de chocolate.
Paramos em mais duas cidades para buscar outras pessoas, uma das cidades era São José dos Campos e a outra era Taubaté.
Enfim chegamos à primeira parada de 20 minutos, assim que o guia informou a parada eu me levantei e comecei a descer, a Pri não ia descer, mas...
Assim que eu comecei a descer a escada um rapaz que estava atrás de mim falou algo do gênero:
"Droga, agora vou ter de esperar ele descer...".
Nessa hora a Pri ouviu e se colocou na frente desse cidadão e começou a descer a escada bem lentamente.
Já que ele estava reclamando de um, que reclamasse de dois!
Bom, aproveitamos para comprar Coca-Cola e fomos ao banheiro.
Voltamos para o ônibus e continuamos a viagem.
Próximo do Rio de Janeiro o guia falou a programação dos passeios e já começou a ficar estranho. Muito estranho...
Primeiro ele disse que iríamos passear pelo Cristo e pelo bondinho do Pão de açúcar e que esse passeio já estava incluído no pacote, a moça que nos vendeu o pacote não disse que iríamos para o Pão de açúcar e que esses passeios não estavam incluídos no pacote.
Depois ele disse que no domingo iríamos para Petrópolis e de lá voltaríamos para São Paulo. Já a vendedora disse que esse pacote para Petrópolis era opcional e que não precisaríamos fazê-lo.
Com esse perfil que a vendedora nos fez entender, marcamos com uma colega de trabalho da Pri que nora no RJ, que faríamos os passeios com ela e deixaríamos o sábado e domingo por conta dela...
Contamos isso para o guia e ele pediu as informações da vendedora, deixamos para passar isso depois.
As 07:00 chegamos no hotel.
Fomos tomar o café da manhã e depois fomos para o quarto nos arrumar para sair.
Confirmamos por telefone nosso passeio com a colega da Pri e deixamos a excursão da CVC ir sem nós. Foi a melhor coisa que fizemos!


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Corcovado - A vista que não vimos

Enviado por Luiz Eduardo no dia 27/10/2012 as 06:59.49

VIAGEM

As 09:00 a Natália chegou e nós começamos o passeio, fomos ao Cristo de buzão mesmo. Em uns 15 minutos já estávamos lá.
Logo na entrada já havia vários camelôs vendendo de tudo, passamos por eles e fomos para a fila comprar os ingressos para o trenzinho, a opção mais barata seria a Van, mas queríamos conhecer o trenzinho.
Enquanto esperávamos o trenzinho chegar ficamos vendo as lojinhas. Muitas coisas legais, porém o preço não.
As 11:00 o trenzinho chegou e nós embarcamos sem problemas. Ficamos os três em um banco. O trenzinho fez algumas paradas pelo caminho e na última parada entrou um grupo de samba vendendo seu cd. Eles começaram a tocar, e como tocavam bem!
Eles foram tocando músicas paulistas e cariocas até chegar no final.
Tenho certeza de que o cara que tocava o cavaquinho tinha mais de doze dedos nas mãos, mesmo ele dizendo que só tinha dez! Ele realmente tocou muito bem!
Chegando lá em cima ainda tomamos um elevador e duas escadas rolantes. Fiquei curioso, o que acontece quando chove com essas escadas rolantes? Ficam na chuva ou eles a guardam no armário?
O legal é que quando você pensa que chegou sempre aparece mais uma escada ou alguma rampa para subir. Mas enfim chegamos... E não vimos nada!
Passamos por todos os lados e sempre um monte de pessoas vendo a vista lá em baixo. Colocamos a mão na pedra do pedestal do Cristo e esse foi o mais perto que chegamos dele.
Descemos uma escada e encontramos algumas lojinhas. Compramos um monte de lembrancinhas para dar de presente.
Chegou a hora de irmos embora, descemos de elevador e pegamos o trenzinho. O grupo de samba foi tocando as mesmas músicas no final do vagão, mas desta vez mais parecia musiquinhas de ninar por que nós estávamos cansados e eles longe...


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Deixe o regime pra lá e venha para o Pão de açúcar

Enviado por Luiz Eduardo no dia 27/10/2012 as 06:03.02

VIAGEM

Dessa vez resolvemos ir de táxi mesmo, já que só tínhamos o dia de hoje para aproveitar ao máximo.
Logo o taxi chegou e fomos para o Pão de açúcar. O taxista foi muito simpático. Entramos direto para comprar os ingressos já que soubemos que hoje é o aniversário de 100 anos do bondinho...
Nem preciso dizer que para comprar os ingressos estava uma fila gigante! Mas como essa é uma das poucas vantagens de ser cego, furamos a fila e compramos as passagens tranquilamente.
Agora que já estávamos com as passagens em mãos, fomos almoçar em um restaurante beira mar muito gostoso.
Como é gostoso comer ouvindo o barulho do mar.
Terminamos o almoço e fomos para o bondinho.
Assim que um segurança nos viu nos passou na frente dos demais da fila e nos levou até um elevador e comecei a ouvir uma conversa meio estranha:
"Então primeiro vai ele e ela e a senhora espera ou vai de escada."
Depois de alguns instantes, até o Tico se entender com o Teco eu perguntei se o elevador não caberia os três e o moço respondeu que não. É claro que fomos de escada, não iríamos deixar a Natália sozinha.
O bondinho chegou e nós entramos nele, enquanto as pessoas iam entrando o bondinho ia levemente de um lado para o outro.
Já havia me esquecido de como era esse passeio, ficamos de pé segurando na lateral do bondinho. Ele é transparente e também tem uma vista muito bonita. Acredito que seria muito estressante para o Harry.
Fizemos a primeira parada, deve ser no morro da Urca também cheio de escadas, subimos, viramos e subimos de novo. Chegamos a algumas lojas, mas nada de interessante para comprar.
Pegamos novamente o bondinho e fomos para o Pão de açúcar, como esse bondinho balança na hora de descer...
Chegamos a parte mais alta, novamente vistas lindas para todos os lados. Descemos umas escadinhas e fomos parar entre as árvores em uma mesinha. Uma sombra muito bem vinda.
Que lugar maravilhoso!
Ficamos lá até as 16:50 conversando e curtindo o som dos pássaros. Depois começamos a subir para pegar o bondinho novamente.
Começamos a descida no bondinho, não sei por que, mas a descida é mais estranha.
Fizemos a troca do bondinho no morro da Urca e descemos. O passeio foi muito legal.
Já em baixo tem um caminho que leva até uma caixa d'água, fizemos esse passeio e ficamos sentados no final da trilha. É interessante de ver quantas pessoas fazem esse passeio. Ele é muito agradável mesmo, o som das ondas batendo na praia a nossa direita. Vale a pena, o mais interessante é que esse passeio não é conhecido pelos turistas de plantão.
Outra coisa que nos chamou a atenção é a quantidade de pessoas fazendo rapel lá, inclusive uma criança. Eu particularmente prefiro subir e descer pelo bondinho mesmo...


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Uma pequena amostra da noite do Rio

Enviado por Luiz Eduardo no dia 27/10/2012 as 05:06.17

VIAGEM

Bom, agora já estava na hora de voltar para Copacabana e conhecer uma feirinha que tem lá.
Ficamos no ponto de ônibus por uns 15 minutos e nada de ônibus, mas passou uma Van e é claro que fomos de Van mesmo.
Rapidamente já estávamos descendo da Van na frente da feirinha. Andamos por toda a sua extensão, foi muito legal.
Encontramos muitas coisas que eram vendidas no Cristo e por um preço muito menor. Compramos mais um chaveiro para a Pri
As 19:30 fomos procurar um barzinho para descansar e comer algo. Nossa como assim não tem Coca-Cola? A procura do barzinho foi mais difícil que pensei, nesta cidade é difícil encontrar minha Coca-Cola.
A Natália aproveitou para ligar para a Marina e ela ficou de nos encontrar em um dos barzinhos.
Ficamos em um barzinho qualquer mesmo, a Marina chegou e ficamos conversando.
Assim que comi fui correndo comprar uma Coca-Cola em outro restaurante próximo da li e elas ficaram na mesa conversando.
Bebi a coca cola e fomos para o Bobs tomar um sorvete. Foi no primeiro Bobs do Brasil. Lugar muito agradável. Ficamos conversando um pouco. O que eu mais gostei foi quando ouvi um cachorrinho dentro do Bobs! Se fosse em São Paulo, com certeza teria um monte de gente reclamando, mas aqui não. É isso aí, vamos respeitar os animais!
A Marina ficou no meio do caminho e voltou para sua casa.
A Pri queria conhecer o metrô então como já eram 23:10 fomos até a estação de metrô.
Pegamos o metrô e chegamos à estação, mas ao invés de voltar para o hotel, fomos caminhar no calçadão de Copacabana até o hotel. Foi uma caminhada muito gostosa.
De lá fomos para o hotel. Chegamos as 00:15 completamente exaustos.
Assim que entramos no hotel ouvi uma voz me chamando:
"Senhor Luiz Eduardo, venha até aqui, por favor...".
Pronto, o que aconteceu? Lá fui eu, quando cheguei ao balcão o moço estava no telefone dizendo:
"Devo dar algum recado a ele?"
E desligou. Perguntei o que havia acontecido e ele disse que nada, era apenas o guia da CVC. Perguntei se havia algum recado para mim e ele disse que não.
Então pedi para ele nos acordar as 06:30 já que nosso passeio estava marcado para as 07:30 e fomos para o quarto.
Assim que sai do banho liguei para a portaria para confirmar o horário de nos acordar quando tive a notícia que os outros da excursão iriam acordar as 07:30, ou seja, o horário do passeio havia mudado para as 08:45 e nós não seríamos avisados, muito bom senhor guia!
Mudamos o horário para as 07:30 e fomos dormir.


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Petrópolis - Enfiados no buzão

Enviado por Luiz Eduardo no dia 26/10/2012 as 06:08.30

VIAGEM

As 06:30 tocou o telefone, atendi era da portaria informando que já era 06:30, como eu havia pedido as 07:30 então dormi novamente e as 07:30 o guia da CVC ligou perguntando se queria que ele viesse nos ajudar com as malas. Disse que não precisava, desliguei e nos arrumamos. Descemos, acertamos os valores do hotel, tomamos o café da manhã e entramos no ônibus no horário marcado por eles.
Ficamos no ônibus até chegar a Petrópolis.
O ônibus parou e entrou a guia da cidade se apresentando e disse que por haver segundo turno em Petrópolis todos os museus e pontos turísticos estavam fechados, mas não era para nos preocupar por que eles passariam na frente e deixariam tirar fotos das construções.
Eu e a Pri já não queriamos fazer esse passeio para Petrópolis, agora sabendo que estava tudo fechado piorou ainda mais!
Essa foi a gota d'água, já viajamos pela CVC e sabemos que os guias tem autonomia de alterar as ordens dos passeios, como já fizeram em outras cidades devido a chuva. Como em Foz do Iguaçu que estava previsto ir até as cataratas no primeiro dia, mas como estava chovendo então fomos para o Paraguai e deixamos para o dia seguinte a visita das cataratas.
Se eles já sabiam que teria segundo turno em Petrópolis no domingo então por que eles não foram para Petrópolis no sábado?
Faltou bom senso e principalmente respeito dos guias para conosco. O pior é que eu tenho certeza que seremos os únicos a reclamar junto a CVC.
Bom, voltando a super visita a Petrópolis fechada...
A guia aproveitou para passar o papel de justificativa de ausência do voto para os "otaristas". Descemos do ônibus e eles foram justificar seus votos e eu fiquei lá sentadinho em um banco. Nem me pergunte onde eu estava por que nem isso o guia me informou.
O que percebi é que era um lugar tranquilo cheio de pássaros.
Subi para o ônibus e logo as outras pessoas começaram a subir. Uma senhora voltou indignada com a guia por que ela não havia deixado andar de pedalinho no lago.
Lago? Que lago?
Pedalinho? Onde?
Que guia maravilhoso, e agora eram dois para não nos falar onde estávamos! Perfeito, valeu cada centavo que paguei, não valeu?
O dia foi ficando cada vez mais estressante para mim e para a Pri...
Próxima parada na igreja, mas rapidamente por que ela está em horário de funcionamento e pode atrapalhar a missa...
É nessa igreja onde está a família real.
Eu não fui, mas a Pri fez questão de ir. Desci do ônibus e que saco!
Assim que coloquei o pé no chão já começou...
Cuidado para não cair no córrego, fui ver com a bengala onde estava esse córrego e não sei como eles podiam ficar preocupados com isso. Havia uma pequena proteção de cimento da altura da minha canela, depois algumas plantas altas e depois acredito que havia uma descida para o córrego, nem a bengala alcançava...
Fui andando até passar pela lateral do ônibus e a Pri veio atrás. Quando a Pri me falou:
"Luiz, cuidado com o retrovisor do ônibus" e colocou a minha mão nele eu perdi a paciência e disse em alto e bom som:
Interessante, esse córrego, que para eu cair nele eu precisaria querer muito, todos me avisa. Agora quanto ao retrovisor do ônibus que realmente poderia me machucar ninguém fala nada!
Lá se foi a Pri e o guia e eu fiquei fumando...
Logo a Pri voltou e perguntei o que ela havia visto e ela disse que viu a parede de pedra, e foi só... Que lixo!
Todos entraram no ônibus e começamos a passar pela frente dos pontos turísticos, nem descrever esses pontos os guias foram capazes de fazer.
"A cor do palácio era da mesma cor dessa casa".
Depois descobri que a cor do palácio era amarela, mas agora não sei mais que cor está hoje...
Paramos para almoçar. A comida foi boa mesmo eu não conseguindo ninguém para me dar sal para as batatas, Coca-Cola nem pensar então não tomei nada.
Meu humor que já não estava bom foi piorando cada vez mais...
Terminamos de almoçar as 13:50, o ônibus iria sair as 14:00 ou seja tínhamos 10 minutos para ir até a casa do Santos Dumont que estava fechada mas eu queria ir assim mesmo, e cadê o guia?
Lá fomos nós procurar o guia, logo na saída do restaurante ouvi uma mãe dizer para seu filhinho querido:
"filho deixa o cego passar"
Que educação maravilhosa dessa moça, devia ter agradecido assim:
"Obrigado gordinha"
Mas minha educação não permitiu...
Passamos pela escada e pelas pessoas, causei, mas encontrei...
É claro que ele não queria nos levar lá, pelo menos era o que parecia, a Pri então forçou dizendo que ela queria ir e ele iria nos levar. E assim fomos...
A casa do Santos Dumont parece ser o máximo, só a entrada é muito loca! Com escadarias em um local bem irregular. Pena que estava fechada.
Subimos até onde era permitido por que tinha um portãozinho no meio da escada.
Descemos e fomos para a praça onde tem uma réplica do 14 Bis. O guia falou:
O avião está no alto, não dá para por a mão nele. Vamos para o ônibus?
A Pri logo perguntou onde estava e ele respondeu que ha uns três metros para frente.
Vamos até lá. Disse a Pri.
Ele nos levou com toda a má vontade que Deus permitiu que se coubesse em um ser daquele tamanho, e fomos até lá.
Chegando lá ele nos mostrou a plataforma onde estava suspenso o avião e leu a placa de homenagem da G.E.
A Pri subiu na plataforma e depois eu, estiquei a mão para cima e toquei na roda do avião.
Esse foi o maior contato que tive em Petrópolis além da entrada da casa de Santos Dumont.
Entramos no ônibus e esperamos o restante do grupo chegar...
Ultima parada na loja de chocolate...
Aproveitei para ir beber uma Coca-Cola, parei de frente ao balcão e perguntei se havia alguém lá. Ninguém respondeu. Logo depois o guia pediu minha Coca-Cola e a pessoa que estava do lado de dentro do balcão simplesmente entregou a Coca-Cola na mão dele.
Tomei a Coca-Cola e sai. A Pri ficou na loja.
Depois de um tempo o guia apareceu com uma réplica do 14 Bis dizendo:
“A Priscila pediu para eu te mostrar o 14 Bis.”
Ele me mostrou e eu pedi para ele falar pra Pri que eu queria levar. Ele voltou para a loja.
Voltamos para o ônibus. Agora para voltar para São Paulo.
Consegui dormir uma boa parte da viagem, só acordei em Guaratinguetá. Tínhamos 15 minutos para ir ao banheiro, tomar algo, comprar o pão de estrada e eu, fumar é claro...
O guia foi conosco. Mais coisas legais para piorar meu humor...
Primeiro fomos ao banheiro e depois pedi a Coca-Cola para ir tomando enquanto comprávamos o pão então pedi canudos, é claro que ele apareceu com um copo, mas também nem avisou que a Coca-Cola já estava lá. Enquanto esperávamos a moça do pão aparecer a Pri encontrou misteriosamente a Coca-Cola no balcão com um copo, ela abriu e colocou no copo para mim, tomei e o guia aparece com a moça do pão.
Fui tomando a Coca-Cola até a saída. A Pri pagou e fui fumar. A Pri foi ver o pão e ele estava molhado. Enquanto eu fumei ela foi trocar o pão, nessa o guia estava sei lá onde e a Pri foi sozinha.
A Pri voltou com o guia e com outro pão. Entramos no ônibus.
Chegamos a Santo André as 23:10 com a maior chuva.
Nosso guia nos levou até a estação do trem e é claro que já foi pedindo para alguém ficar conosco. Que ódio!
O único funcionário que estava lá saiu da catraca para procurar outro funcionário e nos deixou pra fora e é claro que em dois minutos apareceu o trem e não tinha ninguém para abrir o portão!
Domingo 23:30 da noite com a maior chuva o trem passando e indo embora e eu já estava surtando de raiva e nada do moço voltar.
O guia foi embora sem se despedir (ainda bem)
Depois apareceu um funcionário e abriu a porta, logo depois do trem sair.
Bom, entramos e ficamos esperando outro trem...
Para nossa sorte apareceu outro trem depois de uns 20 minutos. Chegamos a São Caetano as 23:50, agora só faltava chegar o ônibus...
Pronto! O ônibus chegou e fomos para casa.
Não fui buscar o Harry na casa da Bete por que estava chovendo muito e já era tarde, mas sei que ele está bem.
Relatório final do Rio de Janeiro.
Cidade: Impressionei-me com várias coisas, primeiro com a educação das pessoas. Elas foram muito educadas o tempo todo.
Duas coisas que não encontrei no Rio: Coca-Cola e lixeira. Como se pode querer manter uma cidade limpa se não existem lixeiras?
Transporte público: Andamos de taxi, ônibus, van e metrô, todos simplesmente impecáveis.
Hotel: Muito bom!
Barzinhos: Pena que a guerra entre a Coca Cola e a Pepsi os únicos prejudicados somos nós, os consumidores.
Pão de açúcar e Cristo: Simplesmente fantásticos!
CVC: Primeiro foi a vendedora que nos vendeu de má fé esse pacote sabendo que queríamos apenas a cidade do Rio e por isso ela disse que o "dia perdido" de Petrópolis seria opcional.
O guia devia ser reciclado, acho que os vinte anos de experiência dele não foram o suficiente para ele aprender a lidar com as pessoas. Em momento algum eu o vi perguntando a qualquer outro turista algo do tipo:
"e como foi o jantar?" ou "O que fizeram ontem?".
Coisas normais que vemos os guias profissionais fazerem, mostrar interesse, mesmo que seja apenas por "educação".
O suco de caju na verdade era de pêssego e a Pri adora. Pena que ele não se preocupou em nos informar direito, mesmo eu dando os dois sucos na mão dele.
Espero que ele seja feliz, longe das nossas próximas viagens!
Natália: Nossa verdadeira guia, obrigado Natália, você salvou nossa viagem!
Nota para RJ: 10 (Graças a Natália)
Petrópolis: 1,5 (só não foi zero por que cheguei a tocar na escada da casa do Santos Dumont e na roda do 14 Bis)


Comentário

Enviado por Flavinha, no dia 4/12/2012 as 9:27.47.

O rio é maravilhoso, as pessoas nota mil mesmo. Agora esse seu guia, precisava ser afastado, não reciclado! Pagar para ser maltratado? não mesmo! Parabéns, e obrigada por me dar o gosto de viajar para o rio de novo!


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Juquei - Frente ao Mar

Enviado por Luiz Eduardo no dia 14/12/2012 as 11:11.42

ENFIADOS NA AREIA / VIAGEM

Enfim chegou as nossas férias e é tempo de viajar!
AS 10:00 entramos no carro e fomos pegar a estrada. A mãe da Pri e a Meiguinha também foram.
A viagem foi tranquila, sem muitas surpresas no caminho.
Aproveitamos para ir comer um pastel no trevo de Bertioga. Que pastel gostoso...
De lá seguimos viagem até a praia de Juquei.
Chegamos as 15:00 no hotel e fomos recepcionados pelo dono do hotel e seus sete cachorrinhos e pela Verônica. O Harry e a Meiguinha fizeram a festa com seus novos amiguinhos.
A entrada do hotel ficou muito legal, cada vez que voltamos lá sempre tem novidades. Eles têm muito bom gosto para decorar os ambientes.
Deixamos as malas no quarto, eu, a Pri e o Harry ficamos no mesmo quarto que ficamos da primeira vez em que estivemos lá. É um quarto com uma cama de casal, dois criados-mudos, um armário, uma mesa, um banheiro e um terraço de frente ao mar.
A Verônica nos mostrou o detalhe das toalhas em cima da cama. Elas estavam cuidadosamente colocadas como dois cisnes. Muito bonito!
A Bete ficou com a Meiguinha em outro quarto, em outro corredor.
Parece que o quarto dela era bem parecido com o nosso, porém um pouco menor, mas dava de frente a piscina e mais ao longe também de frente ao mar.
Bom, deixamos as malas no quarto, nos trocamos e fomos andar.
O Harry também está de férias, por isso ele foi sem o arreio. Pegamos a rua e lá fomos nós em direção ao centro.
Chegamos ao shopping Juquei e entramos lá com o Harry e a Meiguinha.
Fomos procurar chaveiro para a Pri, mas infelizmente o preço de lá não era lá o mais interessante, então não levamos nada. Mas valeu o passeio.
Voltamos para o hotel, mas não ficamos muito tempo lá, a Bete quis ir andar na praia. Então deixamos o Harry e a Meiguinha no quarto da Bete e fomos andar.
Quando saímos já estava escurecendo, e é claro que não tinha luz na praia e a Bete começou a ficar preocupada. A Pri e eu estávamos tranquilos por que nós achávamos o hotel de olhos fechados...
Fomos andando naquela areia molhada, de vez em quando o mar nos limpava os pés.
Já estava escuro e a Bete começou a ficar muito quieta por que não via mais nada, então a Pri e eu a acalmamos dizendo que nós acharíamos o hotel, já havíamos feito isso várias vezes.
Fomos voltando e de vez em quando apareciam umas luzes das casas.
Passamos por um restaurante que estava tocando umas músicas então falamos para a Bete que a próxima luz que ela visse seria o hotel. Dito e feito, a Bete viu a luz e nós fomos a sua direção.
Foi nessa hora que de repente me vi ajoelhado na areia fofa. A Pri começou a rir e a Bete também. É claro que eu havia caído em um buraco de quase um metro na areia e me joguei para frente onde acabei ajoelhado.
É incrível, mas mesmo que só tivesse aquele buraco na praia toda, mesmo assim eu iria cair nele.
Levantei-me e fomos direto para o restaurante do hotel.
Chegando lá o dono do hotel já havia pedido pastel para nosso jantar. Ele já sabia que a Pri adora pastel, mas o que ele não sabia era que nós já havíamos almoçado um pastel gigante hoje...
Bom, a Pri e a Bete comeram os pasteis e eu pedi um prato que eu adoro. Camarão com catupiry.
Como sempre, o camarão deles é fantástico.
Chegou a hora de levar o Harry e a Meiguinha para passear um pouco e depois ir dormir.
Levantamos cedo, dei a comida do Harry e fui levá-lo para passear. Voltei me arrumei e desci com a Pri para tomar café da manhã. Deixei o Harry com a Meiguinha no quarto da Bete.
Voltamos para o quarto para passar o protetor solar e fomos para a praia.
Andamos por toda a praia, desde o hotel até o início que fica no centro, voltamos, passamos na frente do hotel e continuamos até as pedras que separam a praia de Juquei e depois da montanha começa a barra do Una.
O que mais gosto em Juquei é a praia limpa, raramente pisamos em algo que não seja a areia. A areia é fina, na parte mais alta é bem fofa.
O nome Juquei significa areia que canta ou algo parecido. Se arrastarmos os pés na areia ela faz um som de assobio.
Outra coisa que gosto é que praticamente nunca vimos à praia lotada. Sempre cabe mais um, no nosso caso três e de vez em quando quatro.
Ficamos um pouco sentados na praia e depois fomos para a piscina do hotel.
A Pri e a Bete entraram na água e eu fiquei com o Harry e com a Meiguinha.
Depois fomos para a outra piscina que é aquecida.
Ficamos lá um bom tempo, pedimos o almoço lá mesmo.
Dessa vez eu comi camarão com provolone frito. Que delícia!
Eu tive uma brilhante ideia, que era ir a pé até a praia da barra do Una. É claro que elas adoraram a minha infeliz ideia e então lá fomos nós.
Deixei o Harry no quarto e seguimos a infeliz ideia, já era umas 16:00 quando começamos nosso passeio...
A Pri, a Bete, a Meiguinha e eu começamos andando pela calçada, mas não por muito tempo porque essas calçadas são realmente muito ruins para se andar então fomos pela rua mesmo.
Passamos por várias casas e condomínios até chegar ao início da subida do morro. Mas que morro!
Essa subida foi muito cansativa e só de pensar na volta, cansava mais!
Chegamos ao topo, à vista é maravilhosa, pelo menos foi isso que me falaram. "Um verdadeiro cartão postal".
Começamos a descida pelo outro lado. Que ideia maravilhosa a minha... Fiquei até orgulhoso...
Chegamos ao final da descida, agora a praia deve estar perto. Pelo menos foi isso que pensei... Mas eu estava completamente errado.
Perguntamos onde ficava a praia e nos falavam para seguir reto e quando passar a ponte de madeira virar à esquerda.
Andamos, andamos e nada dessa tal ponte de madeira...
Em alguns lugares o rio Una ficava ao nosso lado com pescadores em suas margens. Mas nada da ponte...
Enfim a tal ponte apareceu e passamos por ela, viramos a esquerda e nada da praia...
Andamos mais um montão até chegar a um corredor com muros dos dois lados. Essa é à entrada da praia.
Como não pode entrar cachorro na praia deixamos a Meiguinha com a Pri e eu fui com a Bete até a areia.
A areia é grossa e grudenta, não é fofinha como em Juquei. Mas é muito bonita e pequena.
Bem ao lado o rio Una com suas águas escuras se junta ao mar formando uma pequena ilha onde de um lado tem uma prainha de rio e do outro o mar.
Para chegar à água é preciso descer o morrinho de areia. Essa praia não é lisa como juquei, ela é de tombo. Descemos e logo veio uma onda e pegou nossos pés, foi aí que lembrei que não tirei o chinelo. Pronto, a caca já estava sendo preparada...
Limpei o chinelo na água e subimos o morrinho para ir buscar a Pri.
Meus pés cheio de areia e o chinelo molhado foram a combinação perfeita!
A Pri foi com a Bete para a praia e eu fiquei com a Meiguinha. Aproveitei para tentar tirar a areia dos pés e do chinelo molhado. Que caca!
Elas voltaram e como já era tarde e já começava a escurecer, resolvemos voltar enquanto ainda tinha a luz do Sol. Eram umas 17:30.
É claro que o chinelo estava me incomodando, mas tudo bem, vamos em frente...
Pra melhorar ainda mais, comecei a ficar com vontade de ir ao banheiro.
Fomos em direção à ponte de madeira e depois em direção à subida do morro.
Pelo horário a estrada estava muito movimentada, inclusive com várias pessoas de bicicleta. Na subida!
E eu lá de língua de fora, com vontade de ir ao banheiro e com os pés ardendo, que inveja do Harry...
Pra ficar mais legal ainda, a cada vez que passava um carro nós tínhamos de ir para fora da estrada porque não havia calçada e esperar o comboio de carros passarem. É claro que a Pri e a Bete foram zoando de mim o caminho inteiro.
Ufa! Chegamos ao topo do morro! A descida será mais fácil, não será?
Não!
Meus pés já estavam ruins, com a descida ficou pior porque o maldito chinelo forçava ainda mais entre meus dedos.
Mais comboios de carros passando e nós lá paradinhos olhando os caminhões e carros passarem...
Parecia que o hotel não chegava nunca! E a Pri zoando de mim... E eu falando um monte de porcarias até que chegamos!
Pelo menos foi isso que a Bete falou...
Fiquei a ponto de bala para entrar no hotel quando a Bete completou a fala...
Na ponte de madeira.
Ponte de madeira? Que ponte de madeira?
Bom, me lembrei de que antes da subida do morro havia uma ponte de madeira também que ficava longe do hotel...
Depois de muita zoação pro meu lado e muitos comboios de carros depois, conseguimos chegar ao hotel.
Corri para o banheiro e depois fomos para o quarto.
Nem saímos mais, isso eram umas 19:30.
Terceiro dia.
Acordamos e vimos que o dia havia começado bem. Chovendo muito.
Levei o Harry para o banheiro e fomos tomar o café da manhã.
Aproveitamos a chuva para dormir até o meio dia quando abriu o Sol.
Meus pés estavam muito doloridos no meio dos dedos.
Fomos para a praia e andamos um pouco e depois voltamos para a barraca. Onde ficamos por um bom tempo.
A Pri pediu uma porção de fritas e eu uma porção de camarão e a Bete não quis nada. Acabamos almoçando na praia mesmo.
Elas foram andar na praia de novo e eu fiquei.
Voltamos para a piscina do hotel. Entrei na água, estava muito gostoso.
Demos um tempo lá e depois fomos jantar em uma padaria próxima do hotel.
Comemos e depois tomamos um sorvete.
Voltamos para o hotel e já estava difícil de andar com aquele chinelo.
Quarto dia.
Acordamos cedo e fomos para a praia.
A Pri e a Bete foram caminhar na praia e eu fiquei. Meus pés não estavam bem...
Elas voltaram e ficamos lá sentados só ouvindo o barulho das ondas.
As 13:00 voltamos para o hotel e fomos nos arrumar para conhecer outras praias de São Sebastião.
O Marco chegou as 14:00 e nos fomos, todos, o Harry, a Meiguinha, a Bete, a Pri e eu, todos no carro dele.
Chegamos à praia de boissucanga e fomos direto ao shopping que tem lá para comprar um chinelo para mim, só que dessa vez sem ser de dedo. É claro que não encontramos.
Saímos do shopping e fomos ver se encontrávamos em alguma lojinha, mas antes paramos numa padaria para almoçar. Como estávamos com a Meiguinha, eu comi na calçada mesmo.
Após o almoço fomos para outras lojas e acabei encontrando o chinelo. Que diferença, andar sem doer é tão bom...
Voltamos para o shopping e encontramos um chaveiro para a coleção da Pri.
Agora chega de cidade e vamos conhecer a praia...
Fomos andando até a praia. Não sei se pegamos uma parte mais simples, mas não me pareceu tão bonito quanto eu esperava. A areia um pouco mais grossa que Juquei, também de tombo como a barra do Una.
Voltamos para o carro e agora fomos até a praia da Baleia. Nossa!
Para entrar na praia nós passamos por uma pequena praça com um gramado. Pisando na areia lisa, ao lado uma camada de areia fina, quase como pó. A Bete havia ficado na praça e quando comecei a andar na praia o Harry começou a chorar e a Bete o soltou e ele veio na minha direção. Fui até a beirinha da água com a Pri e o Harry.
Ficamos um pouco lá e eu pensando em passar um dia inteiro nessa praia, deve ser uma delícia andar a praia toda! Faremos isso um dia...
Voltamos para o hotel.
Acho que pagamos o maior mico da viagem aqui.
Assim que chegamos ao hotel sentimos um cheiro muito bom de carne assada, mas muito bom mesmo!
É claro que gritamos que cheiro gostoso era esse?
Um dos garçons do restaurante respondeu que era a comida dos cachorros...
Nessa hora eu, a Pri e a Bete começamos a latir ao mesmo tempo. Digno de uma camisa de força.
Depois dessa fomos jantar no restaurante do hotel e pedi um filé a milanesa, a Pri pediu um frango a milanesa e sua mãe também.
A Pri ficou com vontade de tomar um sorvete na padaria então fomos até lá.
Mas é claro que quando chegamos lá à padaria já estava fechada. Isso porque eram 20:00.
Voltamos frustrados e fomos dormir.
Quinto dia.
O dia hoje amanheceu meio nublado. Tomamos o café da manhã e fomos andar um pouco na praia.
Voltamos para o hotel para arrumar as malas. Essa é a pior parte das viagens...
Fomos almoçar, pra falar a verdade nem comemos, fomos para a padaria tomar o sorvete...
O carro chegou e agora vamos voltar para casa.
A Pri teve uma ideia muito boa, como nós não havíamos almoçado, porque não parar no pastel do trevo? E foi exatamente isso que fizemos. Comemos o delicioso pastel e voltamos para casa.
Balanço geral:
Hotel: Cada vez maior e o serviço sempre excelente! É um daqueles lugares que nos sentimos muito bem!
As pessoas são tão receptivas que vale a pena ir.
Só temos elogios a todos que trabalham neste hotel...
Quando forem para a praia, podem escolher a praia de Juqueí e o hotel Frente ao Mar que vocês não irão se arrepender.
Praia: Essa praia é uma das melhores praias que já estivemos. Podemos andar tranquilamente por toda a sua extensão sem nenhum problema de segurança e nem pisar em sugeira. Só tomem cuidado porque as vezes aparece um poste avisando sobre buracos, precisamos ter cuidado é com esses postes!
Nota: 10 (Como sempre, excelente).


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Chegada ao Campo dos Sonhos

Enviado por Luiz Eduardo no dia 10/09/2012 as 11:46.37

VIAGEM

Após uma longa viagem, comum em véspera de feriado, chegamos no hotel fazenda Campo dos Sonhos.
Fomos eu, a Priscila, o Harry, a Bete (mãe da Pri) e a sem noção da Meiguinha (a vira-lata ou mini-pitBull como é carinhosamente chamada pelas pessoas que a conhecem).
Fizemos o check-in no hotel e fomos para nosso novo chalé.
Deixamos as malas e caminhamos até o restaurante do hotel para jantar.
Já começamos bem, o atendimento no restaurante foi muito bom mesmo, inclusive deixaram a Meiguinha ficar conosco, mesmo depois de falarmos que ela não era cão-guia. É claro que em uma mesa fora, porém ao lado da entrada do restaurante.
Voltamos para o chalé após algumas perdidas pelo hotel.
O chalé era muito legal, dois quartos, uma cozinha, um banheiro e duas varandas.
Na entrada do chalé tem uma varanda com uma rede, uma cadeira de balanço daqueles bancos de jardim de madeira com encosto suspenso por correntes, muito legal e confortável e uma mesinha com alguns banquinhos.
Arrumamos as nossas coisas e fomos dormir.


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Primeiro dia no Campo dos Sonhos

Enviado por Luiz Eduardo no dia 09/09/2012 as 11:48.48

AVENTURA / VIAGEM

Cuidamos do Harry e da Meiguinha e fomos direto para o restaurante tomar o café da manhã, novamente a Meiguinha ficou conosco em uma mesa na entrada do restaurante, mas do lado de fora.
A Bete foi se servir e nós esperamos alguém do hotel vir nos ajudar. Eles sempre vieram com sorriso nos rostos e com a maior boa vontade. Nos descreviam os passeios do dia e as outras opções para o nosso lazer.
Fomos deixar a Meiguinha no canil da recepção e o Harry ficou no chalé.
Resolvemos andar pela praça e conhecemos alguns dos atrativos. Eu não conhecia os triciclos e nem os quadriciclos. Peguei um quadriciclo e a Pri um triciclo, arrumaram dois guias para nos acompanhar e fomos dar um role pelo hotel, foi muito legal. O quadriciclo corre muito!
Na segunda volta trocamos, eu fui no triciclo e a Pri foi no quadriciclo. O triciclo pula mais, eu gostei mais da velocidade do quadriciclo e a Pri gostou mais dos saltos do triciclo.
Na terceira volta foi mais emocionante, e no meu caso mais lento por que fomos com os guias ao lado, ou seja, dirigimos os triciclos sozinhos!
Vira para a direita, mais pra direita, cuidado com a galinha, diminui porquê tem um pintinho, agora acelera e vai para a esquerda... E assim fomos nós. Muito legal mesmo.
A Bete criou coragem e pegou um triciclo para ela e foi andando do seu jeito.
A Meiguinha não parava de latir no canil, alias a Meiguinha é muito complicada mesmo...
Aproveitamos os guias que estavam conosco para ir até o lago andar de pedalinho. A Pri foi com a Bete em um pedalinho e eu fui com o Cido no barco a remo.
Depois trocamos, a Pri foi remar e eu fui de pedalinho.
A Bete foi resgatar a Meiguinha no canil porquê já a estavam procurando com várias reclamações dos latidos desse anjinho...
Os guias nos convenceram a fazer o Arborismo de 13 metros de altura que passa por cima do lago.
A Bete ficou com a Meiguinha e eu fui com a Pri fazer esse passeio.
Já totalmente equipados com luvas, cadeirinha de proteção e capacetes, lá fomos nós agora "enroscados nos cipós"...
Começamos subindo em uma escada de madeira presa em cordas. A Pri foi na frente e eu fui atrás. Sempre conectados com a corda de segurança.
Paramos na plataforma e começamos o passeio lá em cima. Foram dez tipos de dificuldades diferentes, em todo o percurso os guias nos falavam o que havia abaixo de nós, uma hora era o lago, depois um bambuzal, plantações e etc.
Passamos por todas as dificuldades sem problemas e por fim chegamos na plataforma da tirolesa. A Pri se arrumou para ir, e o mais legal foi quando montaram o equipamento nela e o Rodrigo disse a ela:
"Segure nesta corda e não solte." e a Pri responde:
"Como assim? Nesta cordinha? Eu não vou, não quero iiiirrr..." Nesta hora ele sutilmente a empurrou e ela foi berrando por toda a descida.
Agora era a minha vez, me arrumei e fui, foi muito legal! Principalmente a descida da Pri...
Chegamos lá em baixo, tiramos os equipamentos e voltamos para o chalé.
O Harry estava dormindo, cuidei dele e fomos almoçar.
Na saída do almoço resolvemos andar de charrete. Primeiro foi a Pri e a Bete enquanto eu fiquei com o Harry e com a Meiguinha depois fui eu e a Pri.
Ainda estava cedo e resolvemos andar pelo hotel que era gigante!
Passamos por alguns lagos, por muitos carneiros, por várias plantações e outras coisas.
Voltamos para o chalé, deitei um pouco, mas logo a Pri me chama para colocar a rede, ajudei ela a encontrar um lado da rede e fui tomar uma Coca-Cola quando escuto ela me chamar, respondi que já iria e depois um barulho forte de coisa caindo e batendo no chão.
Corremos até o terraço e encontrei a Pri de pé, a rede no chão e o banco suspenso detonado no chão em cima da rede.
A Pri ria e chorava, não dava para saber se ela havia se machucado. Ainda bem que ela não se machucou seriamente.
Ela prendeu a rede no gancho do banco suspenso e não no gancho da rede. Assim que ela sentou na rede o banco veio para o lado e despencou em cima dela batendo na sua perna e nas costas. O susto foi maior que o barulho, e o banco ficou detonado!
Assim que ouviram o barulho correram para o chalé alguns funcionários do hotel. Mais uma vez demonstrando muita eficiência e atenção.
Arrumaram a varanda e retiraram o banco...
Bom, agora estamos 1 a 1, a Pri detonou o banco e eu havia detonado a estante em Iporanga. Agora chega né...
O mais interessante é que vamos as cavernas, andamos em trilhas, andamos de bicicleta, andamos sobre as árvores e acabamos por nos arrebentar nos chalés, ainda bem que não é nada sério...
Depois do susto fomos jantar. O atendimento cada vez melhor...
Nos chamaram para o passeio de trator noturno e é claro que fomos...
O trator ia puxando uma carreta onde ficamos sentados, o caminho era por dentro do hotel mesmo, passando pelos lagos e por outros lugares onde ficavam os animais. A criança mais feliz era a dona Bete, que ria e falava suas bobagens pelo caminho...
Voltamos para o chalé e fomos dormir.


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Parque dos Sonhos

Enviado por Luiz Eduardo no dia 08/09/2012 as 11:55.27

AVENTURA

Acordamos um pouco doloridos pelo dia anterior, essa foi a primeira prova do nosso sedentarismo desvairado. Fomos para o café da manhã.
Voltamos para o chalé onde deixamos o Harry e a Meiguinha com a Bete e fomos para um parque próximo do hotel.
Conseguimos uma carona com o dono do hotel que também é dono do parque dos Sonhos. Especializado em esportes radicais na cidade de Socorro.
Gostei muito de conhecê-lo e ver o quanto ele se preocupa com a acessibilidade do hotel e do parque. Valorizo muito as pessoas que se preocupam em contribuir tanto assim com a acessibilidade.
Chegamos no parque e fomos direto marcar os passeios...
O primeiro passeio foi a tirolesa voadora. Ela tem 1200 metros de comprimento e 120 a 180 metros de altura. Onde você vai deitado, suspenso pelas costas, explicarei mais tarde...
A primeira adrenalina foi chegar ao ponto inicial dessa tirolesa, subimos em uma van 4 X 4 e começamos a subir a montanha, nossa que coisa loca!
A Pri a princípio não ia na tirolesa, mas acho que ela achou melhor descer de tirolesa do que descer na Van.
Chegamos ao topo da montanha e fomos para o local onde se coloca o equipamento.
Fui primeiro, me colocaram um macacão rígido na frente e aberto atrás. Prenderam o macacão em mim e fomos subir uma escada. Que dificuldade para subir nessa escada, atrás do joelho havia alguma coisa na roupa que impedia meus movimentos.
Cheguei na plataforma e eles começaram a prender as cordas no cabo. Quando terminaram me pediram para deitar para a frente. Fui deixando o corpo cair para a frente até que fiquei dependurado como se fosse voar...
Me empurraram e lá fui eu! Muita velocidade e muito vento...
Foram uns 40 segundos de pleno voo... Muito legal!!!
Cheguei em baixo e fiquei esperando a Pri. Foi aí que vi a besteira que fiz, devia ter deixado ela ir primeiro...
De repente ela aparece e não escuto seus berros... Será que ela desmaiou? Ela sem gritar não é normal...
O guia me disse quando ela já estava próxima que sua cara estava de pânico...
Ela desceu e contou o escândalo que fez para entrar nessa tirolesa... Quando ela estava deitada para ir, o guia falou "agora me solta para eu te empurrar", e ela disse agarrando o ombro dele "Não solto nada, você vai comigo!!!". Ainda bem que os guias são treinados para se soltarem...
E eu perdi essa cena, deve ter sido linda, além das outras bobagens que ela deve ter falado...
Após essa adrenalina toda fomos para o boia-Cross, novamente colocamos o equipamento e fomos jogados no rio.
Esse rio é a divisa de SP com MG.
Por estarmos em um período de seca, não havia muitas corredeiras, ou seja, foi mais um passeio de boia pelo rio que uma aventura.
Mas foi muito gostoso.
Na saída do rio, entramos em uma caçamba puxada por um trator. Já estávamos na cidade mineira de Bueno Brandão.
Agora vamos conhecer um pouco de gruta de granito, até agora só conhecemos cavernas e grutas calcárias...
Esperamos os guias chegarem e nos deram um macacão e um capacete, nunca havíamos colocado um macacão para entrar em caverna, o material da roupa pareceu bem resistente. Colocamos sobre nossas roupas mesmo.
Colocamos os capacetes e fomos andando pela trilha até a entrada da Gruta da Figueira e gruta dos Macacos.
Essa trilha passa por cima de uma cachoeira que fica na prainha do parque.
Logo na entrada já percebi a diferença nas pedras, elas parecem mais duras e ásperas.
Bom, começou bem. Precisamos nos rastejar e com a barriga devidamente apoiada na rocha comecei a entrar no buraco. Rastejei por alguns metros e saí em um salão pequeno, mas deu para sentar.
Nos posicionamos na entrada de outro buraco e novamente com a barriga no chão comecei a rastejar. Para quem acredita que não pode ficar pior, pode sim, chegamos em uma parte onde havia água, continuamos a rastejar com água na barriga, foi uma delícia...
Passamos direto pelas duas grutas, mas sem saber quando acabou uma e começou a outra...
As pedras no final do caminho estavam muito lizas e escorregadias, acabei caindo de costas na pedra. Não me machuquei, mas o susto foi forte e o tombo também.
Valeu pela travessia, mas não tem formações, alias nem saímos da zona 1. Não era nem preciso de lanternas para os guias.
Fomos para o local onde ficam os materiais para os passeios do parque e tiramos o macacão e o capacete.
Agora é a hora do almoço, decidimos por almoçar no parque mesmo.
Fomos muito bem atendidos neste restaurante, a comida era muito boa também.
Depois do almoço ficamos esperando nossa carona de volta e voltamos para o hotel.


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Segundo dia no Campo dos Sonhos

Enviado por Luiz Eduardo no dia 07/09/2012 as 11:57.19

AVENTURA / VIAGEM

Chegamos no hotel na hora do lanche da tarde, não estávamos com fome, mas como não havia comido sobremesa então resolvi comer melancia e fomos direto para o restaurante do hotel.
Nos sentamos e pedi minha melancia, nesta hora a Bete nos encontrou lá e ficamos sentados conversando até que algumas pessoas se aproximaram da janela ao lado da mesa em que estávamos.
"Olha lá, parece que ele desmaiou..." Era isso que nós ouvíamos das pessoas em volta.
Pela janela dava para ver o trajeto do Arborismo e uma pessoa havia desmaiado.
O Rodrigo e o Cido foram resgatá-lo. Dava para perceber o entusiasmo das pessoas ao meu lado quando a pessoa parecia se levantar e logo depois novo desmaio. O Rodrigo e o Cido conseguiram trazê-lo para baixo em terra firme. Mas o mais interessante é que ele estava acima do lago quando desmaiou.
Esse nunca mais vai querer superar seu medo de altura.
Nós que não enxergamos temos uma real vantagem em esportes onde o maior desafio é o medo da altura.
Enquanto as pessoas são obrigadas a olhar para baixo para ver onde pisar, nós apenas nos preocupamos em encontrar o local para apoiar. Acaba ficando mais fácil já que não temos que lidar com a altura.
Ficamos um pouco no restaurante e voltamos para o chalé, o Harry estava lá me esperando.
Fomos dar uma volta pelo hotel, que é gigante!
Passamos por vários lugares legais, um lagarto passou por mim e o Harry se comportou muito bem.
Novamente no restaurante do hotel mas sem fome, comi um pouco só.
Hoje a noite terá a festa caipira. A Pri e a Bete querem ir, então provavelmente eu irei...
Logo após o jantar a Bete começou a passar mal, fomos para o chalé e ficamos um pouco lá e nada da Bete melhorar.
O Cido apareceu para nos chamar para a festa, ele estava vestido a caráter, de batom, saia curta e Maria Chiquinha no cabelo. Uma gracinha...
Disse a ele que não iriamos porque a Bete não estava bem.
Depois de um tempo a Bete começou a melhorar e fomos dormir.


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Último dia no Campo dos Sonhos

Enviado por Priscila no dia 06/09/2012 as 21:23.08

AVENTURA / VIAGEM

Acordamos bem cedinho, novamente o dia estava lindo! E era o último dia no hotel. Tomamos café da manhã e resolvemos andar de triciclo e quadriciclo. A minha mãe foi para um passeio de charrete de uma hora e meia pelas montanhas, mas a gente preferiu ir pedalar de novo. Os nossos super guias, como sempre estavam lá e foram pedalar com a gente. Eu e o Luiz demos uma volta no triciclo e uma no quadriciclo. Depois fomos caminhar por uma trilha e conhecer algumas partes do hotel. Passamos pela plantação de café, de cana, pelo alambique e fomos conhecer o apiário, ainda bem que as abelhas estavam atrás do vidro, eu morro de medo de abelhas! O nosso guia Rodrigo também apresentou para nós as ocas que alguns índios construíram dentro do hotel, são três.
Voltamos do passeio e encontramos a minha mãe que tinha acabado de retornar da charrete, que ela adorou!
Depois fomos até o Chalé olhar os cachorros e trocar de roupas, colocar uma calça para andar a cavalo! Eu tinha andado uma única vez, na Reatech, em um espaço fechado. A minha mãe nunca tinha andado a cavalo e o Luiz não tinha essa experiência há 30 anos.
Eu andei com o Barão, o Luiz com o Fred e a minha mãe com o Lincon. Foi muito gostoso. Dá um pouco de medo para subir e descer, porque o bichinho é enorme! Mas eles são muito bonzinhos. A minha mãe era a criança mais feliz do hotel, deu até beijinhos no cavalo!
Enquanto a gente andava os monitores do hotel iam ao nosso lado para ajudar a direcionar o cavalo.
Quando acabou o passeio a cavalo, fomos direto para a piscina, a água estava uma delícia! Ficamos um pouco curtindo a água e depois voltamos para o Chalé, tomamos um banho e fomos almoçar.
À tarde, eu quis remar de novo, arrebentei os músculos dos braços no primeiro dia, mas como adorei, fui de novo! O Luiz foi para o pedalinho, sozinho, depois do remo peguei um pedalinho e fui procurar o Luiz no lago. A gente conseguiu se encontrar algumas vezes, quando os pedalinhos batiam um no outro, era só risada!
Para terminar o dia, eu quis pedalar de novo, dei duas voltas no quadriciclo com o guia Rodrigo e depois fui andar de quadriciclo com a minha mãe. Com o guia corri bastante e com a minha mãe, fomos se atrapalhando o caminho todo, quando ela pedia para eu brecar, não dava mais tempo e o quadriciclo batia. Ela avisava quando nós já estávamos quase batendo!
Enquanto eu dava minhas últimas pedaladas da viagem, o Luiz foi para a lojinha do hotel comprar chaveiros pra mim. Como eu faço coleção de chaveiros, fiquei muito feliz com os 4 chaveirinhos novos que eu ganhei do Luiz e mais um que a moça da loja me deu de presente. Pedi para o Luiz voltar comigo pra loja e fomos comprar algumas lembrancinhas. Entre elas, o café moído no mesmo dia para a minha mãe.
Já eram 16:30 e nós tínhamos que ir embora as 17:00. Voltamos para o chalé, arrumamos nossas coisas correndo e voltamos para casa.
Balanço da viagem:
O passeio foi nota 10, tudo de bom mesmo. O nosso aproveitamento foi ótimo, fomos muito bem tratados pelos funcionários do hotel e adoramos as muitas atividades disponíveis.


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De volta ao Paraiso

Enviado por Luiz Eduardo no dia 27/8/2012 as 13:4.52

VIAGEM

Tudo certo para mais uma viagem e lá vamos nós de volta para o Paraiso.
Pegamos o ônibus na rodoviária e depois de cinco horas lá estávamos nós.
Assim que chegamos já havia um táxi nos esperando para nos levar até o hotél. O Harry se aliviou e nos entramos no carro e fomos para o Paraiso.
Logo na entrada do hotél tinha uma van nos esperando. Entramos e fomos até o chalé.
Fomos recebidos por um dos proprietários do hotél. Muito atencioso como sempre.
Já chegamos com todas as mordomias que gostamos, Sanduiches, sucos, refrigerantes e champagne...
O Harry parecia se lembrar do chalé, andou por tudo, se sentiu em casa.
Por ser um chalé no meio da mata, o frio estava mais forte do que esperávamos.
Comemos e fomos dormir.


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Primeiro dia no Paraiso

Enviado por Luiz Eduardo no dia 10/06/2012 as 11:32.23

VIAGEM

Que dia frio, chuvoso e parece que vai ser parado mesmo.
Acordamos e fomos tomar o café da manhã. Matamos as saudades de todos do hotél.
Ficamos um pouco no restaurante e depois voltamos para o chalé. A chuva não deixou muita coisa para fazer hoje, por isso ficamos mais quietos mesmo.
Estávamos preocupados, se essa chuva não parar iríamos perder essa viagem e não sei como seria ficar sem voltar para as cavernas... No mínimo muito frustrante.
Não tivemos escolha, o dia foi resumido no restaurante e no chalé. Uma pena, vamos ver se amanhã o tempo melhora...


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Caverna dos Paivas

Enviado por Luiz Eduardo no dia 22/11/2012 as 9:28.5

ENFIADOS NO BURACO

Luiz e Pri na caverna dos Paivas

Acordamos cedo e o tempo parece estar bom para se enfiar no buraco!
Cuidei do Harry e fomos tomar o café da manhã.
O Jackson veio nos buscar e fomos para o parque Intervales.
Chegamos no parque após uns 30 minutos e fomos preencher a ficha de entrada e solicitar um guia para nos acompanhar.
Esperamos o Eliseu chegar e então entramos no carro e fomos até próximo da caverna.
Como havia chovido muito o caminho estava escorregadiu mas foi tranquilo passar pelos dois kilômetros de lama...
Enfim chegamos na entrada da caverna dos Paivas.
Colocamos os capacetes e fomos enfiados no buraco!
Eu fui com o Eliseu e a Pri foi na frente com o Jackson.
Logo na entrada tem alguns degraus para baixo e nós nos seguramos em uma corrente. O chão estava muito escorregadiu e a corrente ajudou bastante na descida para a entrada da caverna.
Descemos alguns metros e depois voltamos a subir, do outro lado. Chegamos a um corredor largo. Uma coisa que me chamou a atenção é como o chão de muitas das cavernas em que estivemos é praticamente reto, parece que foi feito com algum trator. Mas é claro que é a mâe natureza que os fez.
Esse salão foi criado pela força das águas, nas paredes tem marcas por onde a água forçou sua entrada esculpindo formações semelhantes a ondas inclusive no teto. A altura do teto chega a seis metros.
Ainda estamos na zona 1 da caverna. Zona 1 da caverna, o que é isso?
Mais um pouco de explicações leigas sobre caverna...
A chamada zona 1 é a parte da caverna onde se tem influência do ambiente externo, ou seja, ainda enchergamos a luz de fora e a temperatura ainda é praticamente a mesma.
Zona 2, não se vê mais a luz de fora porém a temperatura ainda é infuenciada pela temperatura externa.
Zona 3, nao se tem nenhuma influência da temperatura externa e nem luz. Geralmente a temperatura se fixa aos 18 graus.
Um outro grupo passou por nós e foram para a saída da caverna, esperamos eles passarem e continuamos andando em direção ao centro da caverna.
Chegamos a parte que eu gosto, coloca o pé aqui, vira pra lá, agora coloca o pé pra lá e vira pro outro lado e quando você pensa que já chegou em algum lugar agora você precisa se desdobrar novamente para o outro lado e pronto. Já está devidamente entalado no meio das pedras... Passamos por essa passagem e sentamos para esperar o Jackson e a Pri chegar.
É claro que a Pri chegou bem mais fácil que eu,.
Chegamos a uma parte de desmoronamento, cheio de pedras no chão, mas passamos sem problemas.
Passamos por uma parte molhada com água na canela e o teto baixo.
Seguindo em frente o salão se abriu e encontramos o primeiro travertino, com mais de 3 metros de largura e uns 30 centimetros de altura com uma água transparente. Passando por ele encontramos vários travertinos menores e continuamos andando...
O teto se abaixou novamente e fomos andando até chegar em outro salão com algumas formações, a mais bonita era o electite formado no teto de coloração bem branca, alias eram vários. Também encontramos as formações chamadas couve flor.
Andamos mais um pouco e nos sentamos para fazer o apagão. Na nossa frente estava um travertino de nove metros de largura, sem água. Parece que a água tomou um novo caminho e ele ficou seco.
O apagão não poderia ser neste momento porque estavam passando outro grupo que realmente faziam muito barulho. Coitado dos morcegos... Alias, nesta caverna não encontramos nenhum morcego porquê ela é grande e eles se escondem dos visitantes. Na verdade eu também queria me esconder desses visitantes barulhentos.
O grupo foi para outro lugar e nós apagamos as lanternas para o apagão. Realmente nao ouvimos nada além dos sons do outro grupo ao longe. Nos levantamos e fomos andando até uma parte onde o teto era mais baixo para ver um estalactite pequeno, ainda em formação.
Continuamos o caminho para dentro da caverna e entramos na água novamente. O teto ia se abaixando e em alguns trechos ia subindo novamente e as águas nos nossos pés.
Chegamos em uma parte cheia de travertinos, muito legal. Com o teto a uns 3 metros de altura cheio de estalactites, cortinas e outras formações.
Andamos mais um pouco e agora sim encontramos um salão enorme com mais de 15 metros de altura com uma ducha de água caindo na sua lateral. Encontramos uma cortina que se juntava a uma coluna, muito interessante mesmo. Na parede tinha um canudo e outras formações, mais para a frente tem uma parede cheia de canudos formando uma imagem de uma mesa arrumada com macarrão, pelo menos foi essa a forma que nos descreveram essa parede, até o teto.
Nunca havíamos visto algo assim.
Mais para a frente entramos no maior salão dessa caverna, com a altura do teto com mais de 20 metros de altura, andando um pouco neste salão chegamos em uma berada próxima da parede onde havia uma fita indicando que não poderia se aproximar mais da parede, e no chão tinha um monte de pedrinhas arrendondadas que se chamam ninho de pérolas. Não são pedras de verdade, são formações de calcita, o mesmo material das outras formações. O interessante é que a mesma gota de água que formam as cortinas, os canudos, os estalactites são as mesmas que formam essas bolinhas também.
Continuamos a andar até uma pequena descida que lembrou muito a caverna morro preto. Mais outro salão grande onde fizemos outro apagão, mas dessa vez sem ouvir grupos de visitantes. Apenas ouvimos o barulho das águas.
Hora de dar meia volta e voltar para a entrada da caverna. Passamos pelos mesmos salões e saimos da caverna.
A volta é sempre mais rápida porquê não paramos para ver as formações e o assunto além do pisa aqui e vira ali é sobre novos passeios para fazermos um dia.
Essa é uma das cavernas mais famosas do parque Intervales e o mais interessante é que ela não pertence ao parque, ela é de propriedade de uma mineradora. Ou seja, assim que ela conseguir o direito de colher seu material, essa caverna será destruida. Como muitas outras já foram.


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Segundo dia no Paraiso

Enviado por Luiz Eduardo no dia 09/06/2012 as 07:01.00

VIAGEM

Voltamos para o hotél e fomos para o chalé.
Pela primeira vez vi o Harry ficar com frio. Muito frio. A única coisa que pudemos fazer e que graças a Deus deu certo foi colocar nele a minha camiseta pollo, que serviu direitinho e colocar mais um cobertor no chão para ele.
Fomos almoçar e depois aproveitamos para ver as artezâs que estavam lá para demonstrar seus trabalhos. Gostamos muito dos trabalhos delas, pena que não tínhamos como levar muita coisa porquê carregar muita coisa no ônibus não dá.
Voltamos para o chalé e o Harry estava todo feliz com sua camiseta nova...
Fomos tomar banho e depois voltamos para o restaurante.
Que bom que pudemos aproveitar esse dia e conhecer uma caverna nova.


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De volta a caverna Colorida

Enviado por Luiz Eduardo no dia 08/06/2012 as 10:12.31

ENFIADOS NO BURACO

Acordamos, cuidei do Harry e fomos para o restaurante tomar o café da manhã.
O ônibus chegou e entramos para ir ao parque Intervales, hoje fomos com várias pessoas que estavam no hotél.
O dia promete ser divertido.
Chegamos no parque e logo em seguida fomos para a entrada da caverna. O grupo se dividiu em dois, um grupo iria para a cachoeira e o outro iria para a caverna. É claro que fomos para a caverna.
Colocamos o capacete e fomos enfiados no buraco.
A entrada da caverna é baixa e estreita e logo em seguida tem uma escada de madeira para descer. Descemos e já encontramos o porteiro, é um opilião que mora lá e veio nos dar boas vindas. Andamos um pouco e viramos para a direita, lá havia outra escada para baixo. Esta parte era nova para nós.
descemos sem problemas e logo no final da escada tem uma pedra com uma corda ao lado para nos ajudar a fazer a descida sentado. Descemos e no final da pedra é claro que tinha um buraco. Nem caímos nele, bom começamos com aqueles passinhos sincronizados, pézinho pra cá e pézinho pra lá até sair dessa parte meio complicada.
Chegamos na água, assim que entrei é claro que derrubei a lanterna. Pelo menos vimos que a lanterna é realmente a prova de água.
O teto apareceu e tivemos de nos agachar muito, com água na canela e quase sentados na água fomos andando por mais uns 3 metros dessa forma. O teto subiu uns 2 metros e ficamos de pé novamente, a água ficou um pouco mais funda, mas ainda não chegou no joelho.
Andamos mais um pouco e minha alegria acabou, logo o teto apareceu novamente e ficamos agachados por mais alguns metros. Novamente ficamos de pé e começamos o trem do cavernão, pézinho pra cá e pézinho pra lá.
Começamos a subir algumas pedras e saímos da água. A subida foi tranquila. E logo depois descemos pelas pedras até a água novamente. Andamos um pouco nas águas e começamos a subir.
Essa parte da caverna não tem muitas formações, alias, não tem quase nenhuma porquê é passagem de água, mas dá para perceber bem as rochas entrando na terra e as diferenças das camadas de pedras.
Chegamos em uma parte onde sentamos e fizemos o apagão.
Começamos a caminhada de volta, dessa vez não ouvimos o mesmo som que ouvimos da outra vez, mas foi muito legal mesmo.
Agacha e levanta, molha o pé e novamente no seco. Foi assim a nossa volta até a saida da caverna.
De lá fomos direto para a trilha que leva até uma cachoeira. Essa trilha foi tranquila, só a descida até a cachoeira é que foi um pouco mais complicada, alias, como a maioria das cachoeiras.
Lavamos a mão em uma bica e depois voltamos para o hotél.



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Terceiro dia no Paraiso

Enviado por Luiz Eduardo no dia 08/06/2012 as 08:18.42

VIAGEM

De volta ao hotél fomos para o restaurante almoçar. A comida deles continua maravilhosa...
Depois do almoço fomos para o chalé e depois nos buscaram para conhecer a nova tirolesa.
Nossa, que vento estava fazendo lá. A Pri não gostou nada...
Ela ficou na tenda e eu fui colocar o capacete e o fraudão da tirolesa. Que coisa esquisita. Mas eu gostei das luvas, talvez porquê as vesti ao contrário...
Bom, a hora chegou e lá fui eu subir a ladeira para a plataforma da tirolesa. Essa subida parecia que não acabava mais.
Chegando lá em cima aguardei algumas pessoas passarem na frente e depois lá fui eu. O Jackson me grudou nos cabos e devidamente amarrado me joguei para frente e lá fui eu...
O próprio saco de batatas gritando e descendo morro a baixo, que delícia. O vento batendo no rosto, a velocidade e o fim do passeio... Um pequeno tranco e eu já sabia que o passeio acabara. Agora eu estava lá parecendo um iôiô subindo e descendo no mesmo lugar esperando os bombeiros me resgatarem...
Na verdade veio a Bruna, esposa do Jackson que me deu uma corda e ela me puchou para a rampa, coloquei os pés no chão e saí do varal.
Esse passeio foi demais, muito legal mesmo. Pena que eu não ia querer encarar a subida novamente e o tempo já estava ficando feio, a garoa aumentando e a brincadeira ia acabar para todos.
Voltamos para o chalé. Nos arrumamos para o jantar.
O Harry estava parecendo um garotão com sua camisa pollo pra lá e pra cá.
Jantamos e final de mais um dia...


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DE VOLTA A GRUTA DO GUARDIÃO

Enviado por Luiz Eduardo no dia 06/06/2012 as 05:29.09

ENFIADOS NO BURACO

Não sabemos o porquê, mas essa caverna é a mais especial que já estivemos.
Talvez seja por ter sido a primeira caverna molhada e pelo som que passa por dentro dela.
Voltamos eu, a Pri, o Jackson e o Cleiton.
A trilha até a caverna foi muito tranquila, o tempo colaborou e chegamos rapidamente na sua entrada.
Chegou a hora de colocar os capacetes e se enfiar no buraco...
Antes de entrar na caverna, nós entramos em um córrego de água. No começo estava fria mas depois de alguns passos a água já não era nem percebida por nós.
A Pri foi na frente com o Jackson e eu fui depois com o Cleiton.
Entramos na caverna e continuamos a andar com água na altura da canela. Logo na entrada já precisei me abaixar um pouco para não bater a cabeça na pedra.
Continuamos andando pela água até um ponto que o Cleiton disse para eu sair da água. Neste ponto saímos mais alguns passos no seco voltamos para o molhado. Essa parte da caverna parece um corredor largo de uns dois metros e meio de largura e paramos para ver uma fêmea de Opilião e bem junto a ela tinha um escorrimento na pedra de carbonato de cálcio na sua forma mais cristalina, parecendo coco ralado.
Agora fiquei em dúvida, quando me falaram pela primeira vez sobre o Opilião, me contaram que ele pulava e tremia quando ficávamos perto dele, mas o Jackson disse que não é o Opilião quem faz isso e sim a dançadeira, só que nem sei quem é essa tal de dançadeira. Será que ela frequenta as baladas de SP?
Chegamos perto da formação que deu nome para a caverna, parece um guardiâo sentado, com alguns espeleotemas lembrando asas. Um pouco mais a frente outro espeleotema lembrando um dedo apontado para baixo e bem na direção do dedo havia um grilo de caverna.
Mais a cima existia um grande duto de água com a largura de uma tv de 40 polegadas. Bom, não pude tocar para ver como é, mas pelas explicações do Jackson me pareceu um longo cano de pedra na parede com a lateral quebrada parecendo a letra "C". Imagine só a quantidade e a força que a água fez para se infiltrar na rocha e criar esse duto redondo e gigante...
Andando um pouco mais encontramos uma coluna e um Opilião grudado nela, dessa vez era um Opilião macho e mais uma informação sobre esses bichinos inofencivos. Eles exalam um cheiro ruim para se defender de outros animais. Mas o Jackson nunca viu isso acontecer, o que ele já sentiu foi um cheiro forte na entrada de uma caverna onde falavam que era o Opilião.
Da outra vez em que estivemos nessa caverna nós só chegamos até essa parte e depois voltamos, mas dessa vez o Jackson continuou andando e fomos mais para dentro...
O salão se abriu e ao fundo tinha um pequeno buraco a baixo de uma pedra. O Jackson se agachou e foi enfiado no buraco, logo atrás dele foi a Priscila. Depois foi o Cleiton e eu.
Para passar por essa entrada tivemos de ficar quase sentados na água, fomos entrando de baixo da pedra por alguns métros até sair do outro lado. Chegamos a uma parte com mais de cinco metros onde ao fundo existe uma clarabóia. O Cleiton foi até o final para ver se havia caído algum animal lá. Ele não encontrou nada. É comum alguns animais cairem pelas clarabóias das cavernas e isso acaba sendo perigoso para nós também.
Subimos algumas pedras e entre duas rochas formaram uma pequena fenda onde entramos de lado, mas de lado mesmo. Parecíamos um enorme sanduiche de pedra e o recheio eramos nós. Andamos de ladinho seguindo a fenda por alguns minutos e saimos em uma pequena sala conhecida como o salão de lama. O salão faz juz ao nome...
Saímos desse salão por um buraco baixo e estreito e continuamos subindo caverna a dentro até chegar na câmara superior. Esse local pareceu amplo. Andamos em direção a parede e chegamos em um local onde não havia a rocha só havia o piso, na frente era um vazio com uma queda de seis a sete metros de altura em direção a entrada da caverna.
Viramos para o outro lado e fomos para mais fundo passando pela sala dos morcegos. Só haviam uns trinta morcegos lá. Quando viramos as lanternas para filmá-los um deles colocou a asa na frente dos olhos, abaixamos as lanternas para não atrapalhar mais os bichinhos. Mas se os morcegos são cegos como falam, então porquê a luz os encomodam? A conclusão é óbvia, é que eles enchergam sim, porém muito pouco, mas se são cegos ou não, eu já não tenho mais certeza disso...
O cheiro lá não é muito agradável, o Jackson perguntou se queríamos continuar e dissemos que sim, e lá fomos nós passando pelos morcegos.
Chegamos em uma parte onde precisamos usar o quinto apoio ou seja, descer sentados mesmo porque estava muito escorregadio e ao nosso lado havia uma queda de uns dois metros. Não é muito alto, mas eu não queria cair lá em baixo...
Terminamos a descida e novamente ficamos em um salão diferente. Nem preciso falar que de vez em quando surgia um morcego de sei lá onde e indo sei lá para onde...
Na nossa frente haviam duas rochas de uns dois metros de largura, com uns 20 centímetros de altura lembrando duas fatias de pão de forma gigante com um espaço de 30 centímetros de altura entre elas. Ou seja, duas fatias deitadas de pão esperando o recheio que seríamos nós (talvez um dia, mas infelizmente não foi hoje).
Entrando entre as duas fatias de rocha e deslizando lá para baixo se encontra um lago suspenso. Não é seguro por isso não fomos até lá.
Ficamos um pouco lá e depois começamos o caminho de volta para a entrada da caverna. Um pouco antes de chegar na entrada nós paramos para ouvir a caverna. Diferente da outra vez, devido a chuva o som das águas estavam mais forte mas mesmo assim depois de um tempo nós estávamos ouvindo nitidamente vozes como se fossem várias pessoas com crianças suas mães e uma voz masculina sobrepondo as demais vozes.
Essa caverna é especial, só não sabíamos o quanto era, nem sabíamos que havia uma parte superior nela.


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Voltando para São Paulo

Enviado por Luiz Eduardo no dia 05/06/2012 as 12:21.18

VIAGEM

Voltamos para o chalé para arrumar nossas coisas e voltar para casa.
Arrumamos as malas, o Harry, me arrumei e a Pri também se arrumou. Todos correndo contra o tempo porquê já era tarde e nosso ônibus não iria nos esperar na rodoviária...
Agora veio o Sr. Manoel e nos levou para a rodoviária, o melhor é que ele nos deu um sanduiche para almoçarmos. A Pri não comeu porque viajar de estômago cheio não é bom para ela.
Chegamos na rodoviária junto com o ônibus, logo nos acomodamos e voltamos para São Paulo.
Observações:
Mais uma vez estivemos aqui neste hotél e não temos palavras para dizer o quanto esse local é especial e mágico.
Sempre aprendemos muito com essas viagens e cada vez mais admiramos o trabalho de nossos guias.
Nunca passamos tanto frio como nos primeiros dias, na primeira madrugada eu acordei com a Pri falando que queria ir embora porquê estava com muito frio. Ainda bem que não tem ônibus de madrugada!
Aproveitamento: Total! Mesmo ficando um dia no chalé, conseguimos fazer todos os passeios que queríamos.
Cavernas: Sempre lindas, cada uma da sua maneira.
Nota: 10


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Ski Montaim Park

Enviado por Luiz Eduardo no dia 19/02/2012 as 13:02.17

AVENTURA

Assim que chegamos no parque fomos direto para o ski. O moço que nos atendeu logo se lembrou de nós e olha que fomos lá há três anos...
Colocamos o capacete e ele nos levou para a pista, antes de colocar as luvas ele nos mostrou a nova pista, já que eles haviam mudado o material. Antes eram retângulos de plástico com serdas em toda a sua volta com uma bola no centro. Essas serdas ficavam para cima.
Esses retângulos eram posicionados lado a lado por toda a pista.
Pelas serdas serem muito resistentes acabavam por machucar e até mesmo rasgar as calças de quem caísse na pista e foi isso que os fizeram trocar este material.
Agora são serdas de nylon ou algo parecido, com uns 3 centimetros deitadas uma sobre as outras, lembrando a pelagem de nossos cães.
Para deslizar é usada água com sabão ou detergente, a vantagem é que se você cair, pelo menos fica limpinho...
Existem duas modalidades de decida, uma é com as botas e dois skis, onde se desce de pé e a outra é sentado em uma prancha. É claro que fomos sentados na prancha mesmo...
Bom, direcionamos as pranchas e o moço deu algumas informações meio importantes:
1. Sente se na prancha
2. Coloque os pés na parte da frente da prancha.
3. Coloque as mãos no chão com os dedos para trás, (eu coloquei o punho fechado no chão, senti mais comodidade assim)
4. Agora force os braços e vai...
E eu perguntei todo ingênuo, e como vou saber quando parar e ele disse que eu perceberia a hora...
Bom, lá fui eu acelerando, muito mesmo, foi muito legal até que senti algo passar rapidamente pela minha perna e minha cabeça ficar presa em algo. Quando percebi eu estava de pé de costas a uma rede de proteção...
É, realmente eu percebi a hora de parar... Passei por baixo da rede, meu capacete se prendeu e eu virei uma cambalhota e acabei de pé. Acho que foi digno de uma vídeo cacetada.
Mas foi a volta mais legal, talvez porquê eu não me preocupei em parar como nas voltas seguintes...
Depois dessa façanha, os moços do parque nos avisavam quando devíamos parar... Aí perdeu a graça, mas a descida é ótima... Vale a pena...
Ficamos por meia hora descendo nesta pista.
A Pri também se divertiu muito, principalmente da minha cara depois dessa coisa, inclusive ela diz que o marido dela não pula a cerca, ele passa por baixo. Pode?
Neste parque existem duas pistas de ski porém apenas uma (a menor) é liberada para o público, já a maior é apenas para os profissionais. (Que logicamente não é o nosso caso)
Saímos da pista e fomos direto para os tobogâns.
São três pistas paralelas, duas com "lombadas" e outra sem. Fomos nas que tinham lombadas, a Pri ficou ao meu lado na outra pista.
Sentamos no tapete e colocamos os pés no seu interior, prendemos as mãos na lateral do corpo e devidamente embrulhados fomos empurrados morro a baixo...
A Pri foi primeiro e eu ia ouvindo os gritos dela lá na frente e lá fui eu...
Os gritos da Pri foram ficando mais perto, mais perto e quando percebi já estavam atrás de mim...
Continuei descendo até que senti o cimento passar por baixo do tapete então parei. Esperei um pouco e nada da Pri chegar, esperei um pouco mais e nada. Comecei a ficar preocupado.
Não tinha ninguém lá, não descia ninguém e nada da Pri chegar...
Até que surge a Pri e o moço do tobogãm... Parece que ela parou na metade do caminho.
Bom, pelo menos ela acabou ganhando outro passeio sem pagar nada. Mas sinto falar que o resultado foi o mesmo, ela parou novamente no meio do caminho... É melhor deixar pra lá...
A volta era pelos teleféricos, ainda bem que não vejo a altura... Principalmente quando aquela coisa resolveu parar para a Pri descer... Fiquei lá em cima com os pés imóveis, andando tudo bem, mas parado não dá certo. A Pri desceu e lá fui eu para o desembarque. Foi tranquilo, pelo menos para mim, quanto aos outros que estavam me esperando sair, eu não sei.
Fomos almoçar, é claro que comemos pastél...
Depois resolvemos fazer uma trilha na montanha. Fui até a bilheteria me informar sobre a trilha e a moça simplesmente me falou que eu devia pegar o ônibus do parque que ele me deixaria próximo da saída dos cavalos. Então foi exatamente o que fomos fazer.
Quando a mãe da Pri viu os cavalos perguntamos ao motorista se ele não iria parar lá ele disse que não havia paradas neste local e que devíamos aguardar ele descer a montanha que na volta ele nos deixaria lá. Era mais fácil ter ido a pé, mas como a moça do balcão não me falou que era perto, acreditei que precisávamos pegar aquele ônibus.
Enfim chegamos na entrada da trilha, agora era só aguardar o guia e as trocentas pessoas que iriam fazer essa trilha.
Aguardamos por uns 10 minutos e o guia chegou. Ele começou a andar e fiquei ao lado dele, a Pri e a mâe dela ficaram no meio do grupo.
O guia foi andando, descendo e o Harry querendo passar por ele o tempo todo.
As pessoas que estavam juntas ficaram impressionadas com a facilidade com que eu e o Harry passávamos pelos obstáculos da trilha.
Como era uma trilha na montanha é claro que o início foi descendo e depois fomos subindo.
A Pri e a sua mãe tiveram um pouco de dificuldade no início da trilha porquê a Meiguinha estava com a Bete (mãe da Pri) e ela estava com sandalha. A Pri ficou segurando a Meiguinha e deu a bengala para a sua mãe, daí para frente elas se entenderam e mandaram ver na trilha.
Chegamos na saída da trilha e voltamos para o parque.
A Pri e a Bete ficaram vendo as lojinhas enquanto eu dei água pro Harry.
O táxi chegou e fomos andar no centro da cidade de São Roque.
Perguntamos para as pessoas onde encontraríamos suco de uva e nos indicaram um lugar um pouco longe do centro, mas tudo bem, queríamos andar mesmo, então lá fomos nós.
Eu e o Harry na frente e a Pri com sua mãe e com a Meiguinha atrás. Fico cada vez mais impressionado com a segurança que o Harry tem ao me guiar. Não percebi nenhum orelhão, será que tem isso em São Roque?
Achamos o local e compramos o suco para a Pri. Voltamos para o centro e fomos para um super-mercado comprar água.
O táxi veio nos buscar e voltamos para o hotél.


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Ano novo em São Roque

Enviado por Priscila no dia 03/01/2012 as 00:00.00

VIAGEM

O ano de 2011 passou muito rápido, muito trabalho, bastante correria e quando fomos ver, já estava acabando! Para comemorar e descansar, fugimos para São Roque. Foi ideia da minha mãe, ela queria fugir da cidade grande e começar 2012 com novos ares.
Na sexta-feira, dia 30 de dezembro, depois do trabalho saímos direto para a viagem. Contratamos um motorista para nos levar até a Pousada, pois fomos eu, meu marido, Luiz, o Harry, cão guia do Luiz, minha mãe, Bete e a Meiguinha, nossa super viralata, nova integrante da família. Diferente do Harry, ela não pode utilizar transporte público, então fomos todos de carro.
Já conhecíamos a pousada, fazia três anos que não íamos lá. Ficamos no mesmo chalé, que foi reformado, ficou maior e mais legal. O lugar é maravilhoso, bem no meio do mato, longe do barulho dos motores e britadeiras, lá a gente só ouve os passarinhos e os grilos. O Harry adora ir para lá, longe das restrições da cidade grande, ele pode correr, ficar livre e ter mais contato com a natureza. A Meiguinha também adorou o lugar.
Quando chegamos, curtimos a rede, comemos um lanche e descansamos, estava ventando muito e com cara de chuva. No sábado é claro que amanheceu chovendo, fomos tomar o café da manhã e como depois do almoço a chuva deu uma trégua, resolvemos fazer uma caminhada. O pessoal da pousada nos contou que há três km Dalí, tem uma capela. Reunimos a família, junto com os dois cachorros e fomos caminhando. Entre subidas e descidas, no fim da estrada de terra encontramos o sítio que abriga a capela, porém estava fechado para visitação, por conta das festas de fim de ano. Que bom, ficamos todos com cara de "tacho". Paramos para descansar dez minutos e fizemos o caminho de volta.
À noite voltou a chover, ficamos no quarto, nos preparando para a chegada do ano novo. Queríamos levar a Meiguinha para a comemoração da virada, mas como alguns hospedes tem medo, ou simplesmente não gostam de cachorros, ela teria que ficar no quarto. Só que ela é muito novinha, e costuma destruir tudo quando fica sozinha em casa. Ficamos com medo que ela colocasse o chalé abaixo. Aí resolvemos deixar o Harry para tomar conta dela e fomos comemorar o ano novo. Pouco mais de uma hora depois voltamos, e para a nossa surpresa o quarto estava inteiro. Parece que o harry ensinou boas maneiras para a mocinha, nem xixi no quarto ela fez. No carro ela também se comportou muito bem, na ida foi no colo da minha mãe, mas na volta foi dormindo no chão ao lado do Harry. Parecia um cãozinho ensinado!
No domingo ficamos curtindo a piscina aquecida, estava chovendo, curtimos também a rede e os sons da natureza. É muito gostoso ficar ouvindo os passarinhos durante o dia, os grilos e os sapos, durante a noite. O contato com a natureza renova as nossas energias, os sons, os cheiros, de plantas, de terra molhada, ou simplesmente o ar puro. Queria trazer alguns galões de ar puro para respirar em São Paulo, mas infelizmente, aqui temos que respirar o ar poluído. Além de aguentar a poluição sonora. São interessantes as campanhas que as Prefeituras das grandes cidades fazem para combater a poluição visual, mas não vejo nenhuma ação para combater a poluição sonora, será que não incomoda? Será que aqueles carros de som.. em volume ensurdecedor não causam nenhum transtorno? Eu e o Luiz que somos cegos, comumente nos atrapalhamos para atravessar ruas quando tem um daqueles barulhos ambulantes no nosso caminho. Não conseguimos ouvir os carros e saber que horas podemos atravessar. Fica como uma ideia aos nossos políticos: pensem nos ouvidos dos cidadãos.
No último dia fomos fazer uma trilha no hotel, deixamos os cachorros no quarto, porque a trilha estava puro barro e eles iam ficar em estado lamentável e diferente de nós não poderiam tomar banho aquele dia. Fomos junto com um guia, um menino e uma menina de uns dez anos e o pai do garoto. Tudo começou com bastante subida. É muito comum as pessoas escorregarem, pois é difícil firmar os pés e a reação comum das pessoas quando se deparam com dois cegos na trilha é de certeza que os pobres ceguinhos vão rolando para o chão. O guia da pousada não nos estranhou, mas o garoto de dez anos tinha certeza que os dois cegos e a dona Bete, minha mãe iam cair. No final quem escorregou foi ele. O mais engraçado foi à hora que ele precisou apoiar no Luiz para não cair. Ele chegou a comentar: "nunca imaginei que um dia eu ia ser guiado por um cego em uma trilha". Como eu disse, é comum as pessoas escorregarem, mas se a gente cai à cobrança é muito maior, como se fosse pelo fato de sermos cegos, então a possibilidade de não quererem levar mais cegos para a trilha é enorme. Várias vezes vimos às pessoas caírem, e como somos muito bem humorados, brincamos e dizemos que nós fazemos as caminhadas com os olhos fechados!
É claro que já caí, eu mesma, uma vez levei dois tombos em uma trilha em um hotel, era uma descida, barro molhado, não tinha jeito, quando eu via, já estava sentada no chão. Lembrei-me disso por mais ou menos uma semana, pela dor, sem contar o estado que ficou a calça, cheia de barro! Doeu, doeu, mas passou.
Depois da caminhada, fomos tomar sol, finalmente ele apareceu, mas eu não tive coragem de entrar na piscina, a água estava pra lá de gelada. O Luiz que é mais corajoso entrou, mas também não ficou muito tempo.
Mais tarde almoçamos, conversamos bastante com os nossos vizinhos do chalé da frente, curtimos mais um pouco a pousada e voltamos para São Paulo. Já estamos pensando na próxima aventura!


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De volta à Iporanga

Enviado por Luiz Eduardo no dia 12/11/2011 as 15:38.13

VIAGEM

A viagem começou na estação de ônibus da Barra funda. Pegamos um ônibus com destino a cidade de Registro porquê Iporanga não tem rodoviária.
Entramos no ônibus eu a Priscila e o Harry. Ficamos nas poutronas 3 e 4 e o Harry ficou deitado na nossa frente.
Após 5 horas chegamos na rodoviária de Registro onde havia um casal de amigos nos esperando. Eles nos levaram para jantar em uma pizzaria em Registro mesmo e depois seguimos viagem até Iporanga.
Levamos mais duas horas para chegar até a casa deles.
Nem precisamos dizer que chegamos bem cansados, cuidei do Harry e fomos dormir.


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Caverna Santana

Enviado por Luiz Eduardo no dia 10/5/2012 as 8:15.54

ENFIADOS NO BURACO / VIAGEM

Acordamos bem cedo, cuidei do Harry e fomos tomar o café da manhã, deixei o Harry brincando com outra labradora chamada Pretinha na casa do casal amigo nosso.
Evito levar o Harry para os passeios em caverna, primeiro porque ele pode se machucar com algum animal de lá e também porque alguns percursos ele não iria conseguir acompanhar.
Assim que o Reinaldo chegou nós saímos para o PETAR.
Neste passeio estávamos eu, a Priscila, o Sérgio e o Reinaldo.
Entramos no parque e fomos até a cabine solicitar a entrada da caverna Santana. Devido o tempo nublado e a nossa escolha de férias fora de temporada esse processo foi rápido e tranquilo. Não havia nenhuma fila, parecia que o parque era todo nosso.
Começamos a caminhada de cinco minutos até a entrada da Caverna Santana, colocamos o capacete e fomos enfiados no buraco.
A caverna Santana é a segunda caverna mais extensa do estado de São Paulo e a mais ornamentada do mundo. Sua característica é ser uma caverna labiríntica, cheia de entradas, passagens para outros salões e buracos sem saída.
A estrutura feita para os visitantes constitui de passarelas de madeira com corrimão, pinguelas também de madeira e com corrimão e algumas escadas de madeira, o restante é na pedra mesmo.
Seu percurso pode levar mais de duas horas, são tantas formações diferentes e interessantes que você se esquece do mundo lá fora...
Ao contrário do que se imagina, dentro de uma caverna a temperatura se torna fresca e agradável, independentemente do clima exterior, parece que tem um ar condicionado ligado em uma temperatura agradável e o ar circulante por todo seu percurso.
O rio Roncador passa por dentro dessa caverna o que caracteriza como caverna molhada, porém os visitantes não passam por suas águas, são nestas atravessias que se encontram as passarelas de madeira e as pinguelas, todas com corrimão.
Mas nela existe um local onde é possível nadar caso o visitante queira encarar suas águas frias... Nós não entramos...
Andando pela caverna começamos a subir para conhecer outros salões, um mais bonito que o outro.
Encontramos um grilo de caverna, ele tem as patas mais longas e a antena maior que os grilos que conhecemos, eles se alimentam de pequenas moscas e das féses dos morcegos. É meio nogento, mas parece que eles gostam...
Nas águas existem os pitus e alguns peixes mas não tem o bagre cego que é o símbolo do parque, esse bagre só é conhecido em outra caverna desse mesmo parque.
Os morcegos são os habitantes mais conhecidos das cavernas e o mais importante também porquê é ele quem trás o alimento de fora para grande parte de outros animais que vivem nas cavernas. E para nós a importância dos morcegos é muito grande já que ele através de suas féses espalham sementes por todas as florestas.
As aranhas também vivem lá, eu não gosto nem um pouco delas, mas é só não mexer nelas que elas nem ligam para nós, mas existe uma prima das aranhas que eu nem tenho medo e existem nas cavernas que é o opilião. Geralmente eles ficam nas entradas das cavernas, são maiores que as aranhas e suas patas são muito longas, são inofencivas, se não fosse eu não chegaria perto.
Os espeleotemas, essas formações são maravilhosas, mas antes que eu fale algo sobre elas acredito que seria melhor explicar um pouco sobre como se formam as cavernas.
Bom essa explicação será um pouco leiga já que não sou um estudioso no assunto.
Existem vários tivos de situações para se formar uma caverna, vou explicar duas delas.
A primeira é por deslocamento edesmoronamento. As pedras se acomulam e desmoronam formando as cavernas.
A segunda e a qual quero explicar mais a fundo (do pouco que sei). é a formada pela ação da água.
Esse tipo de caverna se forma em solos de calcário. A chuva cae na floresta e a água se infiltra na terra causando bolsões no interior da rocha. Isso com milhares de anos acabam por formar as cavernas que conhecemos. Os espeleotemas também são causados pelas águas mas de uma forma um pouco diferente.
Ao invés de um grande fluxo de água os espeleotemas são formados por pequenos gotejamentos, o processo inicial é o mesmo, as águas das chuvas se infiltram no solo e chegam até os bolsões de ar das cavernas onde depositam o calcita substância que a água carrega com ela ao se infiltrar no solo da floresta.
Esse pequeno gotejamento forma os:
Estalactites; formações cônicas no teto das cavernas.
Estalagmites; Cones formados no solo.
Colunas; Quando um estalactite se encontra com um estalagmite.
Cortinas; São escorrimentos próximos das paredes da caverna lembrando uma cortina.
Elictite; Ele se inicia como um estalactite mas começa a subir ao invés de formar a ponta para baixo.
Travertinos; São formações parecidas com uma pia cheia de água.
Canudos; Ficam com as formaçoes bem pequenas lembrando um canudo.
Existem vários outros espeleotemas mas eu não saberia descrevêlos corretamente. Mas esses são os mais conhecidos, pelo menos por mim...
A caverna Santana tem salões de 10 metros de altura e uma de suas colunas chega a sete metros, imagina quanto tempo levou, gota a gota para formar uma coluna dessas...
Em todo o seu interior são encontradas formações parecidas com alguma coisa, alguns exemplos é o cavalo, o perú, a bailarina, a pata do elefante e outros, em um salão tem inclusive uma formação que é chamada de bacon.
Os caminhos entre um salão e outro são pouco monótonos, sobe aqui, desce ali, se vira pra cá e pra lá, se abaixa e levanta, apóia aqui e alí, ou seja, é muito divertido...
Mas a hora que eu mais gosto é a do apagão, aquela hora que desligamos as luzes do capacete e ficamos escutando a caverna. Nesta caverna o som dos gotejamentos e dos nossos estômagos eram os que mais se sobressairam em outras cavernas o som é diferente.
Foram realmente duas horas muito interessantes nesta caverna.


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Caverna Morro Preto

Enviado por Luiz Eduardo no dia 10/11/2011 as 15:46.33

ENFIADOS NO BURACO / VIAGEM

Saimos e fomos direto para a entrada da caverna Morro Preto, é uma subida de mais de 340 degraus, acho que vou ficar com as pernas fortes depois dessa.
Resolvemos voltar para essa caverna porquê foi uma das mais interessantes, logo na sua entrada que alias é enorme tem uma pedra que caiu do teto a milhares de anos e na sua lateral tem vestígios de fogueira, os estudos levaram a conclusão que essas fogueiras foram feitas entre 3 a 6 mil anos atrás pelos povos nómades que passavam por essa região, indo um pouco mais para dentro também encontramos cascas de caramujos que eles comiam e jogavam as cascas lá. Essa foi a segunda vez que fui para essa caverna, darei mais informações dela em outro relato dos enfiados no buraco...


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Caverna do Diabo

Enviado por Luiz Eduardo no dia 10/5/2012 as 8:44.40

ENFIADOS NO BURACO / VIAGEM

Acordei e dei o remédio do Harry, fui levá-lo para fora enquanto a Pri foi tomar o café da manhã.
Na hora em que íamos voltar para a casa o Harry vomitou na porta. Parece que o dia começou bem... Infelizmente o Harry tem esse hábito de cachorro de comer tudo o que vê pelo chão mas o lado positivo é que ele vomita depois, pelo menos ele não se intoxica.
A Milena foi limpar o chão da entrada e eu fui para o quarto pegar a comida do Harry que estava em uma sacola dentro de uma pratileira.
As pratileiras eram grandes e largas, de alunínio e com muitas coisas sobre ela. Quando eu fui fechar a sacola oubi um barulho de metal e pimba, a pratileira começou a cair em cima de mim, tentei segurar mas não deu. A parte de cima que era de madeira caiu na minha cabeça com a máquina de escrever e eu vi que não dava mais para segurar, fui para o lado e o resto desabou, o barulho então foi enorme. Parecia um filme. A Milena veio correndo e lá estava eu com uma mão segurando a ração do Harry e a outra coberta de sangue, o quarto cheio de coisas espalhadas e a máquina de escrever na porta.
Ela me perguntou se estava tudo bem e eu disse que não... Que vergonha...
Limpei a mão e dei a ração do Harry. Ele comeu normalmente.
A Pri estava tomando café da manhã nesta hora, nem quero pensar se essa estante tivesse caido enquanto estávamos dormindo.
O Sérgio arrumou o quarto, a estante ficou toda torta e eu envergonhado.
As 11 horas entramos na caminhonete e fomos para a tão famosa caverna do Diabo. Ela fica na cidade de Eldorado há uma hora e meia de Iporanga.
Chegamos lá e já entramos no buraco... E que buraco...
A primeira coisa que me chamou a atenção é que a caverna do Diabo tem um rio no seu interior. A segunda coisa é que a entrada da caverna o rio está entrando e não saindo como nas outras cavernas que conheci.
Ela é a caverna mais longa do estado de São Paulo com 8 kilómetros de extensão, mas sua visitação é apenas nos 600 metros, mas já dá para ter uma idéia do seu tamanho.
A entrada natural da caverna é pelo próprio rio, mas foi feita uma entrada lateral para os visitantes.
A estrutura para a visitação dessa caverna é algo muito interessante, as passarelas são feitas de concreto com luzes por todo o trajeto, com corrimão de ferro. Nem é preciso usar capacetes.
Assim que entramos percebemos o tamanho do buraco, era imenço a primeira coluna que encontrei lá ficava logo na entrada, o interessante dela é que de um lado tinha a formação de calcita, comum nas formações e do outro lado havia musgo virado para a entrada da caverna causado pela luz da entrada.
Tudo nesta caverna é gigante, colunas de mais de 15 metros de altura, salões de mais de 100 metros de largura com 30 metros de altura, as cortinas com mais de 5 metros de largura por 15 de altura. Tudo, mas tudo mesmo é gigante...
Passamos por várias formações e uma coisa que percebi é que nesta caverna existem muitos estalagmites quebrados e tombados. O guia me informou que eles cairam devido a um abalo sismico que ocorreu aqui há muito tempo. Bom, se contarmos com o tamanho das formações que cairam que algumas tinham mais de um metro de diâmetro e que esse abalo ocorreu a outras centenas de anos, a idade dessa caverna também é gigante.
Andamos até um salão chamado de Catedral onde existem vários salões dentro, subimos a uma altura de 40 metros para chegar até lá, mas a subida não foi dificil.
Muitas coisas chamaram a nossa atenção neste salão, a que eu mais gostei foi a pia, em um estalagmite caia um monte de água formando uma pia. Também as cortinas, o bolo de noiva e um estalagmite em formato de bola que carinhosamente chamei de estalagbola, alias acredito que todos que por lá passaram devem ter falado a mesma coisa que eu.
Entramos em outro salão chamado de salão das agulhas devido a enorme quantidade de estalactites.
No salão que deu origem ao nome da caverna do Diabo existe uma formação que se parece com uma caveira, ou muita imaginação para ver uma caveira em uma formação totalmente borrada, mas enfim, essa formação acabou dando o nome para essa caverna.
Paramos todos para ouvir o som. No início apenas ouvíamos o som do rio que cruza toda a caverna mas depois de algum tempo começamos ouvir algo parecido com vozes ao longe.
Começamos a longa caminhada de volta para o mundo exterior...
O guia desse parque foi muito atencioso conosco dando o máximo de informações possíveis descrevendo as formações, até porquê não temos como tocar em uma formação a 30 metros de altura...
Pode parecer estranho um casal de cegos gostar de passar por lugares um tanto quanto dificeis, mas já estamos acostumados, andamos por são paulo todos os dias...
Saimos da caverna e fomos para a lanchonete, gostamos muito dos lanches que pedimos e a porção de fritas então...


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Último dia em Iporanga

Enviado por Luiz Eduardo no dia 08/11/2011 as 16:01.10

VIAGEM

No final da tarde fomos conhecer a cidade de Iporanga, a praça da igreja e suas ruas. As construções são muito antigas, algumas casas são inclusive de telhas feitas nas coxas. O que originou o termo "feito nas coxas" que utilizamos até hoje.
Os escravos moldavam as telhas literalmente nas suas coxas o que fazia telhas diferentes quando outra pessoa continuava o trabalho.
Fomos até uma lojinha de artesanato no centro com muitas coisas interessantes, compramos uma garrafa de vinho totalmente achatada, muito legal e outras coisas diferentes feitas também pela dona da loja.
Balanço final de Iporanga.
PETAR: Sempre é muito legal e sempre aprendemos mais.
Caverna do Diabo: Em apenas uma palavra; Grandiosa.
EcoCave: A equipe dessa agência de turismo são simplesmente fantásticos.
Frustração: Infelizmente não fomos para a caverna Água Suja, mas voltaremos um dia.
Nota: 8


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Foz do Iguaçu - Chegada e Hidroelétrica

Enviado por Luiz Eduardo no dia 23/4/2012 as 11:27.50

VIAGEM

Enfim chegaram as tão esperadas férias!
Eu, minha esposa Priscila e meu cão-guia Harry fomos para o Paraná conhecer as cataratas do Iguaçú.
Começamos no aeroporto de Guarulhos, não tivemos problema no embarque, pediram os documentos do Harry (meu cão guia treinado pelo Integra, atual ABA) e embarcamos normalmente no avião.
Eu e a Priscila ficamos na primeira fileira e o Harry ficou deitado nos nossos pés. Para quem não conhece, o cão guia sempre fica ao meu lado ou na minha frente quando estamos viajando, no caso do avião ele sempre fica aos meus pés, deitado por toda a viagem.
Na decolagem e na aterrissagem ele fica mais tranquilo que nós, geralmente fico meio tenso mas o Harry nem se preocupa.
Chegando lá, fomos recebidos por um guia da agência de viagem que nos levou de micro-ônibus para conhecer a hidroelétrica de Itaipú. Primeiro assistimos um vídeo de vinte minutos contando a história da hidroelétrica e seu funcionamento. Senti falta de uma audiodescrição, mas mesmo assim valeu a pena.
Logo em seguida entramos em um ônibus.
Este ônibus era adaptado para cadeirantes e também tinha dois andares, é claro que fomos conhecer o andar de cima para o desespero do guia.
A escada era tranquila para subir e as cadeiras bem confortáveis, sentamos atrás para o Harry ficar no corredor já que não havia espaço para ele ficar nos meus pés. Lembrando que na parte de baixo havia espaço para ele ao meu lado, mas como queríamos conhecer a parte de cima, então não teve outra forma. Como sempre as pessoas em volta ficaram impressionadas com a educação do Harry.
Fizemos a primeira parada para conhecer as instalações da hidroelétrica. Andamos até uma grade e ao longe escutamos o barulho das águas, foi muito interessante.
Porém foi o Harry o campeão das fotos, todos os turistas acabaram tirando fotos dele.
Voltamos para o ônibus mas agora sentamos na parte de baixo. Em todo o percurso a guia explicava por onde passávamos em três idiomas; português, inglês e espanhol.
Fizemos a última parada já próximo das turbinas com encanamentos de 10 metros de diâmetro. A guia ficou impressionada com o Harry e eu com a facilidade com que ela trocava de idioma, muito rápido mesmo. Ela falava em português comigo e logo respondia algo em espanhol e inglês para outras pessoas.
Mais sessão de fotos com o Harry... Acho que devia cobrar por isso, pelo menos pagaria a viagem...
Entramos novamente no ônibus e voltamos para a entrada da hidroelétrica.
Esse foi um passeio interessante, eu nem imaginava que essa obra foi terminada em 2007, e mesmo assim será ampliada no futuro.
Para quem não sabe, e eu não sabia a hidroelétrica de Itaipú fornece 20% da energia elétrica do Brasil e mais de 90% da energia utilizada no Paraguai.
Itaipú é tão interessante que é uma união entre o Paraguai e o Brasil, seu território inclusive é tanto do Paraguai quanto do Brasil, tudo é dividido igualmente, desde os funcionários até o número de turbinas.
Como o Paraguai não utiliza 10% da sua capacidade o Brasil compra o excedente.
Bom, essa foi a minha aula sobre Itaipu.
Agora sim fomos para o Hotél.
O micro-ônibus parou na entrada do hotél e descemos, o Harry sempre na minha frente e a Pri desceu depois de mim.
O guia pegou as malas e nós fomos entrando no hotél.
Os funcionários do hotél vieram fazer perguntas sobre o Harry, aquelas de sempre "podemos brincar com ele?" e disse que apenas quando eu tirar o arreio eles poderiam brincar. Fui para fora do hotél e tirei o arreio do Harry para eles brincarem um pouco com ele. Costumo fazer isso para que eles vejam que podem brincar com o Harry desde que eu tire o seu arreio.
Na hora eles percebem a diferênça de comportamento do Harry e como sempre fazem os mesmos comentários do tipo "nossa, parece outro cachorro" ou "até a expressão do rosto dele muda sem o arreio".
Fomos para o quarto que ficava no segundo andar, no elevador vimos o braille dos botões e o número do quarto era de metal em auto relevo, o que facilitou muito para encontrarmos o quarto nos dias seguintes.
Como sempre fazemos nos hotéis que não conhecemos, pedimos para nos mostrar tudo no quarto, onde está o frigobar, o telefone, como fazemos para ligar para a recepção ou diretamente para fora do hotél, onde estão as toalhas e os sabonetes. Como liga a TV e o som e etc.
Para falar a verdade nem usamos mais o elevador, a escada era mais prática e rápida e afinal apenas dois andares não mata ninguêm, nem pela janela...


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Foz do Iguaçu - Conhecendo o shopping da Argentina

Enviado por Luiz Eduardo no dia 23/4/2012 as 10:0.7

VIAGEM

No final da tarde descemos para nos encontrar com o guia da agência de turismo, entramos em um micro ônibus e fomos direto para a Argentina?!?.
Argentina ou Limbo?
Ainda não entendi muito onde ficava esse shopping, dizem que é na Argentina mas eu não tenho certeza, vou explicar.
Saímos do hotél e depois de um tempo paramos para informar nossa saida do Brasil com a polícia federal, até aí tudo bem, saímos do Brasil e ponto.
Mas e depois?
O shopping fica antes da entrada da Argentina, ou seja, já saimos do Brasil mas ainda não demos entrada na Argentina, então onde estamos? No limbo!
Na entrada do Shopping a segurança viu o Harry e veio nos falar que era proibida a entrada de cães no shopping, apesar do recado ela foi extremamente educada e assim que a informamos que se tratava de um cão-guia e a gerencia do shopping já havia sido informada, ela se desculpou e se colocou a nossa disposição, (igualzinho no Brasil principalmente na educação)
Vou explicar um pouco mais sobre esse tipo de abordagem:
Em muitos lugares no Brasil a abordagem é feita assim:
-- ô, não pode entrar cachorro aqui! (geralmente com um tom repreensivo e nada discreto)
Depois dessa abordagem eu geralmente paro e explico que se trata de um cão guia e tudo bem, fica por isso mesmo.
Já na Argentina:
A segurança chegou perto de mim e disse em um tom de voz tranquilo:
-- Senhor, me desculpe mas não é permitida a entrada de cães no shopping.
Expliquei que se trata de um cão guia e a administração já havia sido informada e ela respondeu no mesmo tom tranquilo:
-- Desculpa senhor, boas compras e estarei a disposição caso o senhor necessite de algo.
Quase igual não é?!?
É claro que no Brasil temos muitos seguranças educados e prestativos, mas temos também aqueles que tratam a todos como se fossem marginais.
Esse shopping é muito legal, tem poucas lojas mas gostei do atendimento deles.
Minha esposa foi comprar perfume e eu fiquei sentado próximo a uma loja de brinquedo, o Harry ficou deitado do meu lado e eu ouvi um barulhinho de motor passando perto do Harry. Fiquei curioso para saber o que era aquilo e fiz um gesto com a mão apontando para o barulho e qual não foi a minha surpresa quando veio até mim um rapaz se apresentando:
-- Olá sou o vendedor da loja de brinquedo e estou demonstrando um "transformer", quer tocar nele?
Disse logo que sim e ele me demonstrou o brinquedo mesmo sabendo que eu não iria comprá-lo.
Depois passamos na loja da Nike e fiz a festa!
Achei muito interessante a forma com que você faz as compras neste shopping. Ao invés de ficar carregando pacotes das coisas que você comprou, suas compras são enviadas para a saida do shopping. Ou seja, você escolhe a mercadoria, ela vai para a saida do shopping e isso acontece em todas as lojas. Quando você for sair do shopping você passa pelo caixa e paga tudo de uma vez, igual ao supermercado mas sem ter de ficar carregando as compras.
Voltamos para o Hotel e fomos dormir.


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Foz do Iguaçu - Paraguai

Enviado por Luiz Eduardo no dia 23/4/2012 as 10:0.44

VIAGEM

Levantamos cedo e logo de cara vimos que o dia amanheceu chovendo, tomamos café e fomos conversar com o guia que acabara de chegar no hotél.
Devido a chuva descidimos que iríamos para o Paraguai e deixaríamos as cataratas para amanhã.
Não é comum eu deixar o Harry no hotél, mas como estava chovendo muito e iríamos para outro país que eu não conhecia então acabei deixando o Harry dormindo e fomos para o Paraguai.
Em menos de meia hora de ônibus do hotél já estávamos lá. Vimos nossas primeiras cataratas mas foram nas ruas do Paraguai, a chuva estava cada vez mais forte e fomos direto para um dos shoppings.
O tratamento que tivemos no Paraguai foi muito diferente daquele que encontrei na internet. Foram muito educados em todas as lojas em que estivemos.
Até gostaria de colocar aqui uma situação interessante, estava chovendo muito e o ônibus parou em frente a escada do shopping, assim que descemos logo veio uma pessoa nos ajudar e começou a nos levar para a direita. Achei estranho já que a escada estava na nossa frente, quando percebi que ele queria nos levar até uma rampa que ficava a uns 50 metros dali eu disse o mais educadamente possível.
Senhor, vamos pela escada mesmo, não há necessidade de tomarmos mais chuva já que podemos subir escadas normalmente, apenas não enchergamos.
Já desnecessariamente encharcados entramos no shopping.
Esse tipo de situação é muito comum, na maioria das vezes com o intúito de ajudar as pessoas não pensam na melhor forma e esquecem de perguntar do que precisamos realmente e muitas vezes nos colocam em situações delicadas até mesmo perigosas.


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Foz do Iguaçu - As cataratas do lado Brasileiro

Enviado por Luiz Eduardo no dia 23/4/2012 as 10:1.24

VIAGEM

Novamente acordamos cedo e fomos tomar o café da manhã, hoje será o dia em que nós conheceremos a tão famosa catarata do Iguaçu do lado Brasileiro.
O dia está meio nublado com garoas mas vamos lá, o passeio promete ser divertido.
Entramos no ônibus e fomos para as cataratas do lado Brasileiro.
Chegando no parque a Camila, outra turista que estava no mesmo hotél que nós nos acompanhou até a bilheteria. A fila era gigante e nós passamos na frente e fomos até o balcão.
A moça que nos atendeu foi um pouco estranha, ela queria que a Camila voltasse para o final da fila enquanto nós a esperaríamos lá dentro. Nunca vi isso, é claro que ela passou conosco.
Entramos em um "trenzinho" puchado por um jipe e fomos até o início da trilha para o passeio chamado Macuco Safari.
Essa trilha levou uns 15 minutos, não foi nada complicado.
O Harry foi me guiando sem nenhum problema.
Chegamos no local onde a lancha do Macuco Safari sai. Tiramos os sapatos e colocamos os chinelos e o colete salva-vidas e entramos no barco.
O Harry ficou com o Guia já que não havia espaço para ele no barco e as manobras que o barco faria não seria nada agradável para ele.
Bom, o barco começou a correr, e como correu... Fez várias curvas subindo e descendo nas marolas até chegar nas quedas...
Ele se aproximou até nos molhar nas águas que caíam das cataratas.
A força das águas é imensa.
Ficamos todos molhados, e o tempo não colaborou para secarmos.
Voltamos e lá estava o Harry me esperando, calçamos nossos sapatos e fomos conhecer as trilhas que levam bem perto das quedas.
Enquanto a Priscila foi com a Camila, eu fui na frente com o Harry.
O caminho é acimentado com degraus, não sei como as pessoas cadeirantes fazem para percorrer essas trilhas...
O Harry começou a me puchar forte em direção ao barulho das águas e lá fomos nós...
Chegou em um determinado ponto o Harry simplesmente caiu, achei estranho e fui acalmá-lo, ele logo se levantou, ainda não havia entendido o que tinha acontecido com ele mas logo depois entendi...
Ele continuou a me puchar e em um momento ele pulou do meu lado direito e ficou com o corpo reto, dei o comando para ele se posicionar ao meu lado esquerdo e ele não atendeu, me virei para ficar posicionado ao lado dele e percebi que haviam alguns quatis e ele os estava impedindo de chegar perto de mim. Os quatis deram espaço e o Harry se virou rapidamente e eu o segui, já estavamos voltando na direção certa para as cataratas.
De vez em quando o Harry dava um salto para o lado e com certeza era um daqueles quatizinhos safados.
Eu me referi como safados porquê só nesse dia as pestinhas roubaram um saquinho de batata de uma criança, cena muito engraçada a criança correndo atrás do quati para pegar seu saquinho de batatas de volta e de outro quati que pulou e rasgou a mochila de um rapaz para procurar comida, que aliás não tinha...
O caminho era bem tranquilo, com alguns degraus de vez em quando, o barulho das águas foi aumentando e por fim chegamos até a primeira queda. A força das águas é simplesmente incrível. O vento trazia suas águas para cima de nós, parecia chuva...
As águas caindo formavam uma névoa.
Subimos uma escadaria até o elevador. Lá havia uma passarela de ferro (como se fosse uma grelha) onde se podia ver por baixo dos pés a queda. o Harry não quiz passar por lá,não insisti, sei que ele não gosta de passar por essas "grelhas". E não fui.
Voltamos e fomos para o elevador...
O almoço foi lá no parque mesmo, paramos em uma lanchonete muito boa.
Esse passeio levou o dia inteiro e foi muito agradável.
No final da tarde a Camila precisava voltar para o shopping da Argentina trocar um perfume que ela havia comprado errado, então fomos com ela.
Marcamos o horário que o ônibus iria nos buscar no hotél e a volta do shopping também. Esse serviço foi gratuito, o ônibus parou em vários hotéis pegando mais passageiros. Pegou nossos documentos para passar pela fronteira e para marcar os nomes de todos para confirmar a volta.
O Harry mais uma vez fez suas sessões de fotos, a receptividade deles foi muito boa.
Depois de passear pelo shopping fomos esperar o ônibus na praça ao lado do shopping, sentamos em um banco e o Harry se deitou ao meu lado. Ouvimos o som de um latido que ia se aproximando rapidamente, o Harry ficou em pé, quando eu me levantei para tentar conter o outro cão apareceu algumas pessoas para afastá-lo de lá. Parece que o Harry estava em seu território, por isso ele veio tirar satisfação.
Ao nosso lado se sentou uma senhora que estava em outro grupo no passeio das cataratas, eles pararam direto no shopping ao invés de ir para o hotél, agora eles estavam esperando um táxi para retornar ao Brasil porquê o ônibus apenas leva as pessoas que vieram com ele. O táxi deve ter ficado caro...


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Foz do Iguaçu - Cataratas do lado Argentino

Enviado por Luiz Eduardo no dia 23/4/2012 as 10:2.3

VIAGEM

Por indicação do guia eu deixei o Harry no hotél, no início eu não achei uma boa idéia mas depois eu achei que foi bom mesmo, vamos lá...
Em menos de meia hora já estávamos na entrada do parque do lado Argentino.
A fila para entrar também era muito grande, a Camila nos acompanhou até o balcão e qual não foi a nossa surpresa quando a moça que nos atendeu disse que podíamos passar os três sem pagar nada, entramos e um senhor veio até mim e disse que tinha um mapa das cataratas em braille, disse a ele que queria ver na volta e fomos na estação esperar o trenzinho elétrico.
É até difícil de explicar mas eles tem uma mini estação de trem onde passa pontualmente os trenzinhos elétricos. Entramos no trem e o percurso é entre as árvores de uma floresta.
Em todo o percurso tem uma voz gravada em espanhol, inglês e português explicando o passeio.
Chegamos no ponto final e fomos para as trilhas, foi aí que percebi porque foi interessante deixar o Harry no hotél, as trilhas Argentinas são muito bem feitas, o piso é de um tipo de placa de metal como se fosse uma grelha, onde se podia ver por baixo, o Harry ia odiar isso, ele evita andar sobre grelhas porque tem medo de cair ou de prender a pata.
Entramos na primeira trilha, fomos andando a dois metros do rio Iguaçu, andamos por alguns minutos e uma pequena ranpa surgiu, era uma ilhazinha onde algumas pessoas ficavam paradas descansando.
Continuamos e saímos da ilha e de novo a dois metros do rio... Passamos por várias ilhazinhas até chegar no topo das cataratas.
A maior queda é chamada "garganta do diabo", ela é gigante. Ficamos no seu topo, sentindo as suas águas. A cada caminho que pegávamos a força das águas impressionavam mais.
Passamos por todas as trilhas e por todas as cataratas, foi maravilhoso.
Na volta passamos para ver o mapa em braille que aquele senhor havia indicado, eu particularmente achei que seria algo bem simples, mas eu estava muito enganado. Era uma mesa de madeira do tamanho de uma mesa de seis lugares, na verdade não era um "mapa" era uma maquete!
As matas eram representadas com um tecido aveludado, as cataratas em madeira com os relevos das bordas e das quedas, uma linha de metal indicando as trilhas por onde passamos, um caminho imitando trilhos indicava o caminho que o trenzinho fez no parque. Fiquei até sem palavras para descrever o que senti ao entender exatamente onde estava o que e como eram as cataratas.
Nós Brasileiros precisamos muito aprender com nossos irmãos Argentinos.
Vou tentar explicar como são as cataratas...
Imagina o formato de uma mordida em uma pizza por exemplo...
Agora dê outra mordida ao lado... Digamos que é assim que começa as quedas, no formato de duas mordidas, uma com a boca de um adulto e outra um pouco menor.
Essa é a visão de cima.
Agora digamos que essa pizza fosse bem "alta" e no ugar das mordidas tivessem alguns degraus irregulares fazendo novas quedas por seu percurso...
É difícil explicar, mas é bem menos simplória que dizer que se parece com uma meia lua (digo isso porquê foi assim que várias pessoas me descreveram e quando você vê a maquete, entende que não é bem isso...)
Na volta passamos em um shopping na cidade de Foz para almoçar, como bom turista comi no mac donalds mesmo e a Priscila o bom e velho pastel de queijo...
Voltamos para o hotél e fomos conhecer a lojinha. Conhecemos muitas pessoas legais nesse hotel.


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Foz do Iguaçu - Último dia

Enviado por Luiz Eduardo no dia 01/11/2011 as 10:06.02

VIAGEM

Geralmente conhecemos as dependências do Hotel assim que chegamos, mas nessa viagem foi diferente, deixamos para o último dia. Um pouco devido a falta de tempo e um pouco devido ao tempo nublado e chuvoso... Mas hneste dia o Sol apareceu bem forte.
Após o café da manhã fomos conhecer e nadar um pouco nas picinas. Ficamos lá até as 15:00.
Chegou a hora de arrumar a mala e voltar pra casa. Mas o que nos confortou é que nossas férias ainda não estavam no fim, na verdade essa foi apenas a primeira viagem...
Balanço final de Foz do Iguaçu.
Conhecemos muitas pessoas legais, algumas de lá mesmo e outras aqui de São Paulo, algumas ficarão apenas nas lembranças e outras vieram conosco.
Geralmente procuramos hotéis próximos ao centro da cidade para podermos conhecê-la a pé. Não sei se foi confusão da atendente ou qualquer outra coisa, mas o hotél que ficamos era afastado do centro e em um local não muito seguro para dois cegos e um cão guia andar sozinhos. Mas o hotel foi muito bom, gostamos muito de lá.
Quanto a Argentina, é um lugar que quero conhecer mais, as pessoas com uma educação fantástica.
O Paraguai, infelismente quando fomos para lá a chuva estava muito forte e não pudemos conhecer mais, mas o pouco que conhecemos só merece elogios, inclusive a coca-cola deles é uma delícia!
As cataratas do lado brasileiro, são lindas, mas poderiam ter a estrutura semelhante a da Argentina e quem sabe um dia teremos sua educação também. Lembrando que as passarelas brasileiras são de concreto com degraus, acredito que seja dificil de um cadeirante passar por todos os caminhos.
Cataratas Argentinas, simplesmente maravilhosa.
Hidroelétrica de Itaipú, é realmente uma construção grandiosa.
CVC, nos deu todo o apoio que precisamos, os seus guias não explicavam muitas coisas mas deram a atenção necessária.
Nota: 8


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Chegada em Iporanga

Enviado por Luiz Eduardo no dia 27/04/2011 as 11:37.15

VIAGEM

Entramos no ônibus com destino a cidade de Apiaí. Eu, a Priscila e o Harry.
A viagem foi longa, principalmente porquê fomos pela Castelo Branco.
Muitas horas e curvas depois chegamos em Apiaí. A nossa motorista já estava nos aguardando na rodoviária.
Ela nos levou até uma praça e comemos na barraca do pastél e depois fomos para Iporanga e nos deixou no hotél.
Arrumamos nossas coisas e fomos dormir.


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Caverna do Couto

Enviado por Luiz Eduardo no dia 2/5/2012 as 11:43.8

ENFIADOS NO BURACO

Em fim chegamos até a EcoCave, nos apresentamos para o Sérgio e para a Milena e ficamos aguardando o restante do grupo chegar. O Sérgio veio até nós e deu um bastão para mim e outro para a Priscila.
O grupo se formou, ficamos com duas guias e mais seis pessoas além de mim e da Priscila. Deixei o Harry com a Milena e com a Pretinha, a labradora dela.
Entramos no carro e fomos para o Petar.
Fomos para a primeira caverna, a Caverna do Couto. Andamos um pouco até chegar em uma escada que leva até a entrada. Colocamos os capacetes e fomos enfiados no buraco!
Fiquei na frente com uma guia e a Priscila ficou atrás com a outra guia. Fomos entrando na caverna andando entre as pedras que estavam no chão, haviam várias pedras no caminho mas a pior delas eram as outras pessoas do grupo...
Entramos na caverna e as guias pararam para explicar um pouco sobre a caverna, depois subimos pela lateral da caverna até um ponto bem alto. Nem todos subiram até lá, mas é claro que eu fui.
A guia que estava com a Priscila era um pouco lenta, ou insegura e isso incomodou a Priscila.
Descemos e continuamos o passeio pela caverna, essa caverna não tem muitas formações, e logo chegamos no seu final.
Antes de voltar para o centro do parque nós paramos para entrar nas águas da cachoeira do Couto, eu entrei, estava muito gostoso nadar lá. A Pri não entrou.
Voltamos para o centro do parque e fomos comer algo.
As pessoas do grupo começaram a reclamar de mim e da Priscila para os guias. Eles disseram que os guias estavam dando toda a atenção para nós e estavam se esquecendo dos outros.
Essas foram as piores pedras que encontramos por lá.
Na verdade era um carinha metido a bonzão que estava reclamando, afinal ele queria se mostrar para as menininhas e o casal de ceguinhos passavam pelos mesmos lugares que ele sem demonstrar dificuldades... (e como esse babaca ia conseguir impressionar as menininhas conosco lá?)


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Caverna Santana

Enviado por Luiz Eduardo no dia 25/04/2011 as 18:02.08

ENFIADOS NO BURACO

Em direção à Caverna Santana, a caverna mais conhecida do parque.
A caminhada até a sua entrada é bem curta, uns cinco minutos.
Chegamos e já fomos enfiados no buraco. No início da entrada já passamos por algumas formações interessantes, entramos em uma pontezinha de madeira e o rio Roncador passava por baixo. Os corrimãos eram de bambú. Saímos da pontezinha e entramos em outras, depois de um tempo começamos a subir pelas pedras até chegar em um salão. As guias falaram sobre as formações e nós fomos vê-las.
As pessoas do grupo estavam se mostrando impacientes, querendo ir logo, parecia que queriam correr nas cavernas e não ver o que tinha nelas. Principalmente o Tarzanzinho das cavernas.
Passamos de um salão ao outro andando sempre preocupados em não cair já que duas pessoas do grupo já haviam caido pelo caminho.
Em um salão foi muito engraçado o pai de um garoto caiu dentro de um travertino, seu filho ficou muito sem graça.
Não aproveitamos muito essa caverna, apesar de ser a mais ornamentada do mundo, as pessoas queriam fazer maratona e não aproveitar suas belezas.
Vimos uma formação parecida com dois seios e é claro que o nome delas é estalactetas.
Saímos da caverna e voltamos para a EcoCave.
O Harry estava ótimo, super contente brincando com a Pretinha.
O Sérgio nos disse que realmente o moço estava reclamando de nós e ele iria nos deixar em outro grupo.
Não reclamei, pra falar a verdade as coisas ficaram cada vez melhor apartir daí...
Voltamos para o hotél e já tivemos a primeira surpresa.
O dono do hotél queria que eu pagasse adiantado todos os dias. E eu já havia pago 30% na reserva.
Disse a ele que eu pagaria tudo no final, afinal ficaria mais fácil para mim fazer apenas um cheque já que eles não aceitam cartão.
Ele não concordou e ficou por isso mesmo porquê eu não ia deixar que ele preenchesse seu cheque. Se ele não confiava em mim, então porquê eu deveria confiar nele?
Jantamos e fomos dormir.


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Caverna Morro Preto

Enviado por Luiz Eduardo no dia 24/04/2011 as 18:48.31

ENFIADOS NO BURACO

Acordamos cedo e fomos tomar o café da manhã, pegamos o lanche de trilha e logo a motorista veio nos buscar.
Fomos para a EcoCave. Nossa, como tinha gente lá, os grupos foram saindo e eu e a Pri ficando... Até que saiu o último carro.
O Sérgio veio até nós e disse vamos lá. Ele mesmo seria o nosso guia com a outra guia do dia anterior.
Ficamos em um grupo de dois. Já comecei a gostar mais, estaria indo com alguém que conhece muito bem e poderia me explicar as coisas com mais segurança.
Entramos na caminhonete dele e fomos para o Petar.
Assim que chegamos já começamos a longa subida até a entrada da caverna Morro Preto.
Toda a subida é com degraus, muitos degraus...
Logo na entrada da caverna o Sérgio andou de um ponto ao outro para nos mostrar a largura da boca da caverna que era de uns 15 metros.
Depois nos levou a uma pedra que estava caida logo na entrada, parecia uma mesa. Essa pedra caiu do této há muito tempo atrás. Ele colocou a minha mão na lateral dela e eu senti algo parecido com aquelas panelas de fritura velha, com uma crosta de óleo grosso.
Ele nos contou que os arqueólogos dataram aquela gordura na pedra como uma fogueira usada pelos antigos nômades de 3 a 6 mil anos de idade.
Também disse que a caverna era usada como passagem já que naquela época os povos eram nômades, não plantavam apenas colhiam as frutas e caçavam, quando a caça ficava mais dificil eles se mudavam.
Fomos entrando pela lateral da entrada para seu interior. Muitas pedras no chão que cairam do této, descemos e chegamos em uma parte que ainda se via a entrada da caverna.
Perguntei se os povos antigos iam até o fundo das cavernas e o Sérgio disse que não, eles ficavam sempre nas entradas das cavernas porquê eles tinham medo do seu interior.
Demos a volta na parte de baixo e o Sérgio nos levou até um local onde os antigos jogavam as cascas dos caramujos.
Agora estava na hora de subir uma escadinha de ferro apoiada na pedra.
Subimos a primeira etapa e o Sérgio falou para nós tomarmos cuidado porquê ao nosso lado direito havia uma queda de 30 metros. Nessa hora eu gelei e pedi para ele não entrar em detalhes quanto ao tamanho dos buracos, basta falar que tem mais de dois metros e tudo bem, eu não vou querer cair...
Subimos o segundo lance de escada e entramos em um salão gigante, cheio de pedras caidas. No piso haviam várias rachaduras onde passavam a ponta dos nossos bastões. Não senti firmesa pisando lá.
Andamos por esse salão e depois ficamos um tempo ouvindo a caverna. Hora do apagão.
Apenas ouvimos as gotas caindo nas pedras.
Ficamos mais um tempo lá e começamos a volta.
A minha preocupação era com aquelas escadas e com a pequena queda de 30 metros que estava entre elas...
Bom, nem preciso falar que nem morri.
Existe uma passagem chamada travessia do aborto que liga essa caverna com a caverna do Couto. O tempo para se atravessar é de umas 4 horas rastejando por um caminho muito estreito. Esse passeio eu não faço questão de conhecer.
Uma das coisas mais desagradáveis que soube é que alguns pesquisadores foram até essa caverna, colheram vários vestígios arqueológicos e simplesmente não informaram os resultados das pesquisas para as pessoas que fazem os passeios com os turistas. Ou seja, tiraram de lá e pronto. Nem eles sabem o que havia nesta caverna.
Essa caverna é uma volta ao passado. Muito legal.


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Caverna Água Suja

Enviado por Luiz Eduardo no dia 10/5/2012 as 11:5.45

ENFIADOS NO BURACO

Começamos a caminhada de um km e meio na trilha do Betarí. No início a trilha é larga com pedras, passamos por uma parte onde haviam pegadas de animais da região. Paramos para ver algumas rochas e ao longe apareceu um macaquinho pulando pelas árvores.
Continuamos a andar e o caminho foi se estreitando cada vez mais, até a hora de subir uma escadinha de ferro. Subimos e depois descemos pelas pedras até o rio Betarí.
Antes de atravessar o rio resolvemos aproveitar e almoçar alí mesmo. Sentamos ao lado do rio e pegamos nosso lanche de trilha. Foi muito gostoso comer ouvindo o som das águas.
Terminamos o almoço e voltamos para a estrada, digo, rio...

Atravessando o rio Petarí

Seguramos em uma corda e começamos a atravessar o rio. A correntesa desse rio estava forte, mas não tivemos problemas. Chegamos do outro lado do rio e continuamos a caminhar na trilha, agora a trilha era bem estreita.
O Sérgio parou para me mostrar uma pedra que os antigos garimpeiros buscavam porquê indicava que havia ouro na região.
Voltamos para a trilha e ele nos mostrou uma raiz enorme de superfície. Paramos um pouco lá e depois andamos até a entrada da caverna Água Suja.

A entrada da caverna era um pouco escorregadia e como teríamos de descer muito pelas pedras, então optamos por descer sentados mesmo. Descemos muitos metros. Chegando lá em baixo andamos até um rio e entramos nas suas águas.
Quando andávamos o som das águas batendo nas pedras pareciam tambores, muito legal. Andamos por um tempo até chegar em uma prainha, neste local encontramos alguns espeleotemas muito interessantes como o canudo, que parece um pequeno canudo formado por calcita. Encontramos vários travertinos e outras formações.
Continuamos a andar e entramos na água do outro lado, fomos afundando nas águas e nos abaixamos porquê os estalactites chegavam até a altura da água. Parecia um labirinto de estalactites e no seu final as águas. Andamos por entre os estalactites até chegar em outra prainha.
Vimos outras formações e entramos novamente nas águas, agora andando pelas águas percebi que os estalactites não eram mais retos para baixo. Eles faziam uma pequena curva devido o vento que passava pela caverna.
Continuamos andando até entrar em um travertino.
Mas o travertino mais legal que eu encontrei foi nesta caverna mesmo, parecia um vaso cheio de água com pequenos círculos de água em sua volta.
Essa foi a caverna mais legal e diferente em que já estive. Parece outro mundo.
O nome de água Suja é devido o fenômeno que acontece nesta caverna sem aviso. De repente ela solta um som muito alto e começa a encher de água. Ninguém sabe de onde aparece essa água porquê isso não ocorre quando chove na região.
Por isso só deve se visitar as cavernas com pessoas experientes, que não irão se perder e principalmente porquê conhece as características das cavernas.
Quero muito voltar para essa caverna com a Priscila. Essa caverna e a Caverna do Guardião parece que tem algo diferente, não sei explicar o que é, mas só sei que precisamos voltar.
A volta foi tranquila, menos por uma coisa. Quando estávamos passando exatamente pelo ponto onde o Sérgio me mostrou a pedra que indicava que havia ouro, apareceu uma jararaca. O Sérgio passou a mão na minha frente e me fez ficar quieto. A jararaca seguiu seu caminho e nós seguimos o nosso.
É por essas e outras que eu não levei o Harry nestas trilhas, eu não sei como ele iria se comportar com uma cobra.


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Caverna Ouro Grosso

Enviado por Luiz Eduardo no dia 22/04/2011 as 16:12.28

ENFIADOS NO BURACO

Luiz com a cabeça na entrada da caverna.

Andamos por uma trilha de uns 10 minutos da entrada do parque, essa trilha é bem fácil e tranquila.
Chegamos na entrada da caverna, tatiei a parede de rocha e cadê a entrada?
O guia foi falando para eu descer com a mão, fui descendo e na altura do meu joelho encontrei a entrada...
Perguntei para ele, é isso aqui a entrada e ele disse é sim, pode deitar no chão e entrar...
Tirei a mochila e coloquei o capacete e fui "enfiado no buraco". A Priscila veio atrás de mim.

Luiz e Priscila na cachoeira da caverna.

Rastejamos por uns 3 metros. e não era em uma reta, virava pra cá e logo depois pra lá até que saímos em um salão de aproximadamente dois metros de altura. Ficamos de pé e logo em seguida fomos descer uma pedra, totalmente escorregadia, precisamos usar o quinto apoio. (ou seja descer sentado mesmo).
Descemos até um rio que passa pela caverna, começamos a andar pelo rio com água na altura da coxa. Andamos por uns 15 minutos até chegar em uma cachoeira...
Imagina isso, entramos rasteijando em uma caverna e ainda dentro da mesma caverna entramos em uma deliciosa cachoeira!!!
Não existem duas cavernas iguais e cada uma mais bela.


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Caverna Alambari de Baixo

Enviado por Luiz Eduardo no dia 21/04/2011 as 16:55.39

ENFIADOS NO BURACO

Assim que saimos da caverna Ouro Grosso nós fomos direto para a caverna Alambari de baixo.
A caminhada era grande, inclusive nos levaram de caminhonete por uma estrada até chegar em uma porteira.
Nossa carona parou aí mesmo e começamos a andar em uma estrada. Subimos um morro e na descida saímos da estrada e pegamos uma trilha.
A trilha estava bem escorregadia, mas chegamos na entrada da caverna sem problemas.

Abraçados

Entramos na caverna e fomos descendo pelas pedras até chegar em uma parte cheia de água.
Começamos a andar nas águas e foi ficando cada vez mais fundo. Havia uma corda para facilitar nossa travessia.

Luiz e Priscila atravessando o rio dentro da caverna

Em uma parte a água chegou na altura do meu peito, mas o guia me falou que geralmente ficava mais funda.
Atravessamos toda a caverna até chegar em um monte de pedras. começamos a escalar e saímos do outro lado da montanha.
Como o IBAMA proibiu a saída pelo lado em que estávamos então voltamos para dentro da caverna e começamos todo o caminho de volta para a entrada da caverna.
Descemos as pedras, passamos pelo rio e saímos pela entrada da caverna.
Essa caverna não tinha muitas formações devido a quantidade de água que passa em seu interior, impedindo que as formações se desenvolvam.


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Caldas Novas

Enviado por Luiz Eduardo no dia 10/02/2011 as 16:15.41

VIAGEM

Tudo começou com a Priscila falando que queria conhecer Caldas Novas. Achei estranho porque eu nunca havia ouvido falar nessa cidade. Nem sabia onde ficava.
A minha preocupação era se teríamos o que fazer lá.
Fomos até uma agência de turismo e fechamos o pacote com eles, agora eu já sabia que ficava em Goiás e que sua principal característica eram as águas quentes.
Nunca ouvia falar nessa cidade, mas quando contava que nós iríamos até lá, todas as pessoas que contei já haviam ido. Parece que só eu nunca tinha ouvido falar e o pior, apenas eu não tinha ido até lá.
Chegou o dia da viagem. Documentação completa do Harry, nossas malas e o casal se dirigiram ao aeroporto.
Logo no aeroporto encontramos uma pessoa da agência de viagens que nos levou até o checkin. Após eles demorarem para entender como iriam cadastrar o Harry no vôo nós embarcamos.
A viagem foi tranquila, sem problemas.
Assim que chegamos na cidade de Caldas Novas um outro guia da agência estava nos esperando.
Levamos o Harry para passear um pouco e depois entramos na vam e fomos para o Hotél.
No caminho o guia foi explicando algumas coisas sobre a cidade inclusive como é que as suas águas são aquecidas.
Vou tentar passar o que aprendi sobre suas águas.
Quando foram mapear a região um dos bandeirantes viu uma montanha e pensou que era um vulcão devido a sua forma.
As águas da chuva vão se acumulando no topo dessa montanha e aos poucos vão se infiltrando montanha a baixo, parece que a cada metro que a água desce ela aumenta um grau.
Em vários pontos da montanha se formam nascentes de águas quentes. A maioria dos parques e hotéis da cidade recebem essas águas para abastecer suas picinas.
Sei que em várias regiões do Brasil tem águas quentes, mas essa é a unica do mundo que é aquecida naturalmente e não por rochas vulcânicas e não tem cheiro.
Bom, chegamos no hotel e o gerente veio falar conosco, alias muito atencioso. Inclusive veio nos mostrar o quarto e se sentiu muito orgulhoso quando o Harry se deitou em uma caminha feita de lençóes que ele havia pedido para fazer. Essa caminha foi surpresa pra mim também...
Logo depois de vermos o quarto fomos conhecer o hotél, tinha três picinas sendo duas aquecidas e uma com temperatura ambiente.
Fomos até a recepsão e perguntamos para que lado ficava o centro da cidade e nos informaram que ficava a esquerda. Então fomos para lá.
Encontramos uma pracinha muito simpática com alguns brinquedos para as crianças e ficamos sabendo que no final do dia teria uma feirinha lá.
Ficamos lá para conhecer a feirinha. Comemos pastel e passamos por todas as barracas.
Voltamos a pé para o hotel e fomos dormir.


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Segundo dia em Caldas Novas

Enviado por Luiz Eduardo no dia 09/02/2011 as 18:08.18

VIAGEM

Dia do city tour, fomos conhecer a primeira estalagem da cidade onde os tropeiros passavam a noite. Tiramos algumas fotos e nos ofereceram bolo com xá. A construção é bem preservada.
Depois fomos a um jardim muito bonito, ficamos sentados conversando em um banco no meio da praça enquanto outras pessoas tiravam fotos do jardim.
Conhecemos um casal e sua neta que alias descobrimos que eles moravam próximos de nós.
Nos levaram para uma alambique onde faziam licores, experimentei quase todos e náo me lembro de mais nada... Brincadeira, depois de lá fomos para uma loja de artesanato onde compramos um cinzeiro de pedra para mim e um chaveiro para a Priscila.
Ao lado da loja havia um trem caído, fomos ver essa decoração diferente e depois soubemos que do outro lado da loja havia um elicóptero, fomos até lá e mais uma vez fomos surpreendidos pelos acontecimentos. Quem diria que iria andar de elicóptero pela primeira vez em Caldas Novas, cidade que aliás, nem existia para mim.
Pagamos o passeio e andamos em direção ao elicóptero, o som do motor parecia o de um fusca. Entramos eu e a Priscila atrás e o guia e o piloto na frente.
A porta e o acento pareciam de um fusca mesmo, só não encontrei a manivela para abrir a janela e pensando bem, nunca vi fusca de quatro portas...
O elicóptero decolou e o guia foi falando por onde estávamos passando, tenho certeza de que se eu enchergasse ficaria falando "Olha, o nosso hotél lá"... Mas deixei essa frase para o guia mesmo...
O interessante é que fomos os únicos a fazer esse passeio de elicóptero... Foi demais!
Voltamos para o Hotél, o passeio ainda iria nos levar para um restaurante mas preferimos ficar nas picinas do hotel...


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Hot-Park em Caldas Novas

Enviado por Luiz Eduardo no dia 08/02/2011 as 18:11.43

VIAGEM

Nos arrumamos e fomos conhecer o Hot Park. Com suas trocentos tobo-águas, um mais louco que o outro. Foi muito legal.
O casal e a netinha ficaram conosco.
O parque tem um serviço chamado "conte comigo" de acompanhamento e uma pessoa me auxiliou para eu andar nos trocentos tobo-águas o nome dele é Lee, muito gente fina. Ele tirou algumas fotos, as únicas que conseguimos nesta viagem.
A Priscila ficou tomando Sol enquanto eu fiquei nos tobo-água, ela só foi em um que parece uma pista de skate em formato de "U" com uma queda de 12 metros. Foi muito legal, quase fiquei surdo com os gritos da Pri...
Ganhamos uma volta na tirolesa, então lá fui eu. Subi todos os degraus até lá e o moço que tomava conta me perguntou como eu queria ir, sentado ou deitado. Perguntei onde parava e ele respondeu que era em um lago.
É claro que esse cego sem noção escolheu deitado. E lá fui eu me jogar de cabeça... Parecia um saco de batatas principalmente quando ancorei nas águas do lago. Nem preciso dizer que saí falando fininho. Adorei esse brinquedo, mas deitado nunca mais!
Ficamos um tempo na picina de ondas ou "prainha" como eles chamam, as ondas eram fortes, muito legal.
No final da tarde voltamos para o hotel e fomos direto para as picinas. Realmente suas águas são quentes mesmo.


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Quarto dia em Caldas Novas

Enviado por Luiz Eduardo no dia 07/02/2011 as 18:13.03

VIAGEM

Hoje o dia é livre para aproveitar as picinas, foi o dia inteiro, o que eu achei interessante é que mesmo ficando horas na água a pele dos dedos não se enrugou.
É claro que pedimos algo para comer no bar molhado, só para dizer que comemos algo lá.
O Harry ficou pouco conosco porquê estava muito calor e de tempos em tempos o trazia para ficar conosco e quando percebia que ele começava a se encomodar com o sol eu o levava para o quarto.
No final do dia soubemos que tinha uma outra feirinha coberta de artesanato, pedimos informações de onde ela ficava e lá fomos nós.
No meio do caminho encontramos umas moças que nos indicaram o caminho e conseguimos chegar sem problemas, mas e a volta perguntou uma delas... Bom, a volta é outra história respondi...
Andamos por toda a feirinha e de repente ouvi um apito de trem, então perguntei se havia trenzinho pela cidade e a vendedora disse que sim. Fomos para fora da feirinha e pedimos carona no trenzinho. Imediatamente o motorista disse que podíamos entrar e nos perguntou em qual hotel estávamos, disse a ele o hotel e fomos passear de trem...
Estavam muito animados, era o trenzinho de um outro hotel com senhoras da terceira idade, super animadas, brincando com todo mundo e é claro que sobrou para nós...
Eles pararam na porta do hotel e nós descemos, é disso que gostamos, fomos a pé para uma feirinha e acabamos voltando de trenzinho, totalmente fora dos planos.


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Quinto dia em Caldas Novas

Enviado por Luiz Eduardo no dia 06/02/2011 as 18:20.43

VIAGEM

O passeio era para outro parque, prefirimos ficar no hotél mesmo.
Soubemos que havia um parque da prefeitura onde tinham duas cachoeiras e chamamos um táxi e fomos para lá. Eu a Pri, a garotinha e o casal que conhecemos no hotél.
A primeira decepsão aconteceu quando chegamos no parque, ele parecia meio largado. Pagamos a entrada e nos indicaram os caminhos das cachoeiras. Pegamos o caminho da trilha e depois de um tempo chegamos nela. É claro que entrei nas águas, tiraram fotos e depois fomos procurar a outra cachoeira. A encontramos depois de um tempo, era muito bonita mesmo, mas já estava na hora de irmos embora...
Voltamos para o hotél e passamos o resto do dia com algumas pessoas que estavam hospedadas lá. O que mais me impressionou foi a educação das pessoas, algumas crianças viéram conversar conosco e depois trouxeram seus pais.
Conhecemos muitas pessoas legais nessa viagem...
De repente alguém me apareceu com um esqueiro gigante, adorei o trambolhinho e um dos funcionários do hotél me disse que sua mãe tinha uma loginha que vendia essas coisas. Perguntei se a Pri queria ir comigo mas ela preferiu ficar na picina então lá fui eu para a lojinha da mãe dele.
Fiz a festa, comprei o esqueiro, dois roupões, uma bóia grande com encosto para a cabeça que me falaram que era azul e uma boia menor que era verde. Voltamos para o hotél e fui direto para a picina com meus cacarecos novos.
Só vi os funcionários rindo quando estavam enchendo a minha bóia "azul" que na verdade era rosa!
É claro que levei na brincadeira e fiquei desfilando com minha bóia rosa, mas que para mim é azul e pronto!
Dei a bóia da Pri mas ela se divertiu mais de mim com minha bóia rosa.
Os roupões eram brancos mesmo...


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Clube Náutico em Caldas Novas

Enviado por Luiz Eduardo no dia 05/02/2011 as 18:32.13

VIAGEM

Dia do Clube náutico. Tínhamos um passeio de escuna, esse passeio eu não fazia muita questão de fazer mas como estava incluido no pacote então nós fomos. Realmente não aproveitamos nada nesta escuna, o som dos motores nem se ouviam devido a música alta que tocava o tempo todo. Nada contra música, mas queria pelo menos saber por onde estávamos passando...
O passeio de escuna acabou e fomos direto para o passeio de boia no jet-ski. Uau!
Na verdade eu queria mesmo é andar no jet-ski, na garupa é claro, mas o dono do passeio me informou que não estavam mais fazendo esse passeio, agora era apenas na boia, acho que ele ficou impressionado quando disse que só havíamos ido a esse parque por causa do jet-ski então ele disse que se nós andássemos na boia talvez depois ele me deixaria andar de jet-ski...
E lá fomos nós. Que delícia, vira pra cá e pra lá, salta aqui e ali, foi demais, gritei muito, mas o mais engraçado foi que a Priscila ficou imóvel o tempo todo. Quando perguntei a ela o que ela estava achando do passeio ela respondeu com uma voz séria entre os saltos da boia:
- Eu nunca odiei tanto isso aqui!!!
Foi lindo!!! Eu não sabia se ria ou se me jogava na água...
Assim que o passeio acabou o dono do jet-ski me chamou e me mostrou o jet-ski, achei o máximo! Depois me pediu para sentar e fomos dar uma volta no lago, foi muito legal!!!
Continuamos no parque e na hora do almoço caiu uma chuva tão forte que levou os toldos. Estava uma mistura de trágico e cômico.
Chegou a hora de voltar para o hotel e para as picinas é claro...


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Sétimo dia em Caldas Novas

Enviado por Luiz Eduardo no dia 04/02/2011 as 18:33.21

VIAGEM

Mais um dia livre no hotél, aproveitamos a picina com minha bóia azul e a bóia da Pri...
Foi um dia muito tranquilo.
A tarde fomos passear na cidade e tomamos um sorvete que alias era muito bom. Logicamente voltamos na feirinha de novo, afinal a Pri estava com saudades do pastél.


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Último dia em Caldas Novas

Enviado por Luiz Eduardo no dia 03/02/2011 as 18:35.15

VIAGEM

Acordamos cedo e fomos para o aeroporto. O embarque foi tranquilo e o vôo também... Até a hora de aterrisar em São Paulo.
Domingo de manhã, céu claro e o piloto deu a mensagem tão esperada:
"Tripulação, prepare se para aterrisar". O avião foi descendo, descendo e as pessoas falando por onde passávamos, chegando na pista o avião desceu mais e quando ia tocar no solo o piloto acelerou e o avião começou a subir, subir, nós não entendemos nada mas ninguém comentou. Novamente estavamos lá em cima. Novamente o avião começou a descer, descer e quando foi pousar acelerou novamente e subiu. Nesta hora todos ficaram quietos.
Nunca tive medo de avião mas sem saber o que estava acontecendo eu já comecei a me preocupar. O piloto não informou o que estava acontecendo.
Mais uma vez o avião desceu, mas dessa vez pousou nnormalmente.
Para o Harry foi tranquilo, ele dormiu o tempo todo, que inveja dele!
Alguns comentários da viagem:
No dia em que chegamos foram nos mostrar o quarto o gerente e outra pessoa, foi ele quem nos disse onde ficava o centro da cidade. No dia seguinte soubemos por outra pessoa que ele assim que terminou seu expediente no hotél foi nos procurar de moto na cidade porquê ficou preocupado conosco. Sinto muito mesmo não me recordar o nome dele, alias esse é um problema que tenho, acabo conhecendo tantas pessoas que acabo confundindo os nomes, mas não me esqueço jamais das pessoas!
Balanço final de Caldas Novas
O hotél realmente era muito acessível em uma excelente localização, os funcionários muito atenciosos e as picinas fantásticas.
Hot Parque: Estrutura muito boa, os tobo-águas então nem se fala, o atendimento muito bom, pena que eles não tem coca-cola.
Parque estadual: As cachoeiras eram bonitas e as trilhas também, estava um pouco largado e soube que depois de seis meses que estivemos lá o parque pegou fogo.
Clube Náutico: Lugar muito legal, principalmente o passeio da bóia no jet-ski, a Priscila não concorda nem um pouco comigo. E infelizmente também não tinha coca-cola lá.
Passeio pela cidade: Muito agradável, lugares muito legais e pessoas muito educadas, sabem mesmo receber os turistas.
CVC: A estrutura deles foi perfeita, a atenção dos guias foi simplesmente fantástica.
Aproveitamento: 100%
Nota: 10


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Chegada no Paraiso

Enviado por Luiz Eduardo no dia 20/05/2010 as 13:04.29

VIAGEM

Após a festa, eu, a Priscila e o Harry entramos no carro do Salu e fomos para o Hotél que fica em Ribeirão Grande.
Foram umas cinco horas de viagem até chegar em uma porteira. Parece que era lá a entrada do Hotél. Em volta não se via nada, nem casas nem construções, apenas as árvores e uma estradinha bem estreita.
Aguardamos um pouco e chegou uma vam e nos apresentamos. Era o Jackson,, nosso guia neste hotél.
O Salu foi embora e nós entramos na vam, o Jackson foi nos explicando por onde passávamos.
A porteira fica a cinco km dos chalés, é proibida a entrada de carro nas dependências do hotél.
Por todo o lado haviam árvores enormes, estávamos de vagar nessa estradinha.
Por fim chegamos no chalé. Parecia coisa de filme. No meio da mata atlântica, entre as árvores estava nosso chalé. Todo de madeira reciclada. Entramos e as surpresas continuaram.
Logo na entrada tem uma sala muito bem decorada com sofás, mesa de centro, lareira e uma geladeirinha.
Demos a volta na sala e passamos por duas portas. Entramos na primeira porta e chegamos no quarto. Uma cama de casal, um armário e um criado mudo e outra porta.
Entramos nesta porta e chegamos no banheiro. Nossa, que coisa linda!
Uma pia e o vaso e a entrada para o box. Só que não acabava aí, entrando no box que era gigante, ainda tinha outra porta do mesmo tipo do box que levava para uma banheira de hidro. Fantástico!
Voltamos para a sala e fomos ver a outra porta, era outro quarto com o mesmo estilo e o banheiro também era igual.
O Jackson se despediu e nos deixou com um rádio para nos comunicar com ele e depois foi embora.
Arrumamos as nossas coisas, dei comida para o Harry e o levei para o banheiro dele que era ao lado do chalé e fomos dormir.


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Gruta Misteriosa

Enviado por Luiz Eduardo no dia 10/5/2012 as 8:53.32

ENFIADOS NO BURACO

Na trilha

Acordamos cedo e as surpresas já começaram. Bateram na porta do chalé e fui abrir e qual não foi a nossa surpresa quando chegaram duas moças trazendo nosso café da manhã. E que café, frutas, bolo, pães, frios e outras delícias...
Após o café da manhã o Jacson e o Dito (nossos guias) chegaram e começamos a fazer exercíceos de alongamento.
Eles nos entregaram nossos bastões e começamos a caminhada.
A trilha era fácil. Subimos um morro entre as árvores.

Priscila e o sapo

A cada som de pássaros e a cada nova vegetação um dos guias ia nos explicando o nome científico e o nome conhecido.
Em uma das paradas o Dito pegou um sapinho e colocou na minha mão e depois na mão da Priscila. Ele parecia de brinquedo, era tão pequeno.

O palmito Jussara

Continuamos a andar até outra parada, agora era para nos mostrar o palmito Jussara.

Na entrada da Gruta Misteriosa

Andamos por mais tempo até chegar na boca da Gruta Misteriosa.
Essa foi a minha primeira visita a uma gruta da mata Atlântica. E na verdade, foi a primeira gruta de que me lembro.
Essa experiência foi nova tanto para mim como foi para a Priscila.

Segurando o teto da gruta Misteriosa

Estava na hora de colocar o equipamento, ou seja, o capacete.
Entramos na gruta e logo saiu um morcego voando sobre nossos capacetes.
Fomos andando mais para dentro e fui apresentado a um opilião.
O opilião é da família das aranhas, porém inofencivo. Suas patas são longas. o Jackson passou as patas do bichinho no meu braço... E eu nem morri...
Chegamos até umas formações. A que mais tinha nesta gruta era a estalactite e a cortina.
O estalactite tem um formato de cone no této da caverna.
A cortina parece uma cortina próximo da parede.
Andamos mais um pouco nesta gruta e voltamos para a trilha.
O lado positivo é que já havíamos feito a subida, agora bastava apenas rolar morro abaixo!


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Conhecendo o Paraiso

Enviado por Luiz Eduardo no dia 30/4/2012 as 16:27.50

VIAGEM

Viéram nos buscar de vam para nos levar até o restaurante. No caminho passamos por alguns chalés.
O restaurante é enorme, a comida era maravilhosa. Comemos e fomos conhecer o hotél.
Passamos por um lago e fomos andar pelos chalés. O interessante além da natureza por todos os lados, os chalés são divididos por continentes. Nós estávamos no Americano. Próximo do restaurante estavam os chalés África e Ásia. Os quartos seguem as decorações dos locais.
Atravessamos o lago e os chalés estavam em um deque de madeira em cima do lago. Muito legal. O Harry me guiou por todo o caminho, bem a vontade.
Cada chalé mais lindo que o outro, mas ainda preferimos o nosso...
Voltamos para o quarto e depois voltamos para jantar.
O hotél estava vazio, para nós isso não era surpresa porquê sempre viajamos fora de temporada.


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A chegada da Bete no Paraiso

Enviado por Luiz Eduardo no dia 17/05/2010 as 14:04.04

VIAGEM

Acordamos tarde hoje, fomos tomar café da manhã no restaurante e depois resolvemos conhecer o museu do hotél.
O museu é incrível, muitas coisas da região como pontas de flechas, arcos, máscaras e outras coisas. Também tinha objetos dos quatro continentes. Esculturas em madeira, uma mais bela que a outra.
E é claro que havia também os artesanatos para serem vendidos. Compramos um monte, pra falar a verdade compramos duas onças, uma coruja, um gavião e um tucano. Todos em madeira e muito bem feitos.
De tempo em tempo eu ouvia um som muito grave, lembrando um som de navio. Perguntei ao Jackson o que era aquilo e ele me levou até as Emas. Nunca havia chegado perto de uma Ema antes e muito menos pensava que elas faziam aquele som.
A tarde esperamos a mâe da Priscila chegar. Como amanhã é o dia das mâes, nós a convidamos para vir passar o dia conosco. O segundo quarto do chalé veio mesmo a calhar...
A mãe da Pri chegou no final da tarde e fomos jantar. A comida do hotél é realmente maravilhosa.
Como hoje é sábado, teve um show ao vivo, tomamos champagne e voltamos para o chalé.
Fui direto preparar a banheira da hidro para a Bete e depois preparei a nossa.


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Gruta do Guardião

Enviado por Luiz Eduardo no dia 30/4/2012 as 15:17.6

ENFIADOS NO BURACO

Mais um dia no hotél Paraiso.
E lá fomos nós visitar outra gruta. Dessa vez a mãe da Priscila veio conosco...
Fomos de Van até a entrada da trilha. Começamos a andar e como sempre a dona Bete (a mãe da Pri) solta uma das suas pérolas?
- Cuidado com a poça de formigas.
Bom, nem preciso dizer que essa frase ficou famosa...
Continuamos a caminhada até a entrada da gruta. Colocamos os capacetes e nos enfiamos no buraco!
A entrada da gruta é molhada, ou seja entramos em um córrego que molhava a minha canela. A água estava muito fria.
Andamos um pouco até a entrada. Por todo o percurso da gruta a água nos acompanhou...
Entramos pela sua abertura estreita e fomos caminhando para o seu interior.

Eu, a Priscila e a dona Bete na gruta

Em uma parte sentamos em uma pedra para ouvir algumas histórias da gruta contadas pelo guia Jackson.
Depois ficamos quietos para escutar o som da gruta.
Foi fantástico!
O som que escutamos foi nitidamente o som de duas batidas de tambores seguida de uma voz masculina falando em um dialeto estranho, depois voltava o som dos tambores e a mesma voz. Isso se seguiu por muito tempo.
Perguntei ao Jackson se havia mais alguém na gruta e ele disse que não.
Ele nos explicou sobre o som.
O som é causado pelo barulho das águas passando pelo interior das cavernas ou grutas e cada caverna tem um som diferente. Nos comprovamos isso depois em outra gruta.
Ele disse também que esses sons acabam causando acidentes nas cavernas porquê as pessoas vão em sua direção para procurar sua fonte e acabam por se perder.
Parei para pensar um pouco e cheguei a conclusão de que os povos antigos atribuiam esses sons a espíritos. Daí afirmar que o mundo inferior dos Maias terem como sua entrada as cavernas. Mas isso são apenas histórias...
Fomos até o final da gruta onde se tem uma imagem de um "guardião". Com essa imagem e com os sons é claro que essa gruta não poderia ter outro nome.

Fomos almoçar e a Bete voltou para São Paulo.
Aproveitamos mais as dependências do hotél.


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Cachoeira dourada e o Pico do Sol no Paraiso

Enviado por Luiz Eduardo no dia 15/05/2010 as 14:50.14

VIAGEM

Na trilha da cachoeira dourada

Novamente no caminho, mas agora para conhecer a cachoeira dourada.
Fomos de vam até o início da trilha e logo começamos a andar por entre as árvores. O caminho era fácil porém com vários pontos em que tínhamos de prestar muita atenção.
Geralmente nas trilhas para se chegar nas cachoeiras a parte mais complicada fica justamente na descida para a cachoeira, e essa não era diferente.

Saindo da cachoeira dourada

Por fim chegamos, mas o tempo é claro que não era para entrar nas águas geladas. A temperatura era de 10 graus, imagina como estaria a temperatura da água.
Ficamos um pouco lá e depois voltamos para o chalé.

Na trilha do pico do sol

Após o almoço resolvemos fazer mais uma caminhada hoje. Para o desespero do Jackson.
Agora iríamos para o Pico do Sol. Ou seja, subir a montanha!
Chegamos de vam até a entrada da trilha e começamos a sua subida.
O dia estava com uma garoa bem fraca, mas fria...
Fomos subindo a montanha em zigue-zague. Demoramos muito na subida, mas valeu a pena.

Pri, Luiz e Arco-Iris no Pico do Sol

Nós chegamos no pico mais alto da região. O parque Intervales estava a nossa direita, ao centro estava o hotél e a esquerda tinha outro parque que agora não me lembro o nome.
No topo do Pico do Sol tem umas cadeiras e uma mesa, ficamos um pouco lá até que apareceu o arco-iris. Foi um presente que recebemos. Até o Jackson ficou impressionado porquê pareciam dois arco-iris, mas era apenas impressão.

Por do Sol

Tiramos algumas fotos, chegou o por do Sol e ficou mais lindo ainda. e depois descemos a montanha.


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Gruta da Santa

Enviado por Luiz Eduardo no dia 14/05/2010 as 15:02.51

ENFIADOS NO BURACO

Intervales

Acordamos cedo para conhecer o parque Intervales. São mais de 10 cavernas e/ou grutas abertas para a visitação.
Assim que chegamos fomos recebidos pela equipe de guias do parque.

Entrada da gruta

Entramos em um ônibus e fomos até uma trilha que leva até a entrada da gruta da Santa.
Essa trilha era muito bem cuidada.
Já na entrada da gruta passamos por uma mesa construida pelos antigos padres da região.
Antigamente utilizavam essa gruta como capela. Inclusive em cima da entrada eles colocaram a imagem da Santa.
Ela não é muito extensa, porém é muito interessante. Haviam alguns morcegos lá.


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Caverna Colorida

Enviado por Luiz Eduardo no dia 13/05/2010 as 15:37.18

ENFIADOS NO BURACO

Na caverna

Ainda no parque Intervales. Agora em direção a gruta Colorida.
O ônibus parou e começamos a caminhada na trilha. Andamos por uns 15 minutos e logo chegamos na entrada da gruta.
Essa gruta é mais ornamentada que a gruta da Santa. As formações são destacadas com as alterações das cores. Daí o nome "Gruta Colorida".
Descemos uma escada de madeira e passamos por um corredor onde ao lado direito havia uma queda de uns 20 metros de altura que terminava em um rio e a esquerda haviam várias formações.
Uma das formações parecia muito com uma cabeça, é claro que logo zoamos com um dos guias do hotél Paraiso. Aliás acredito que todos acabam fazendo isso.

Chegamos em uma parte que precisamos engatinhar para continuar. Foi perda total nas mãos, palavra da Priscila após chegar no fundo da gruta.
Na volta descobri que não era preciso colocar as mãos no chão, mas vamos entender isso como um batismo...
A Pri e eu resolvemos "escutar" a gruta então pedimos para que todos ficassem quietos. Fazer o pessoal ficar quieto foi realmente difícil mas deu certo.
Começamos a ouvir vozes nitidamente de mulheres, umas duas vozes distintas conversando em um idioma diferente. Logo nos lembramos da gruta do Guardião.
Brincamos falando que elas deviam estar fofocando sobre a novela...
Não tem como não gostar de conhecer essas coisas "diferentes" que a natureza preparou para nós.
Gostamos muito dessa gruta.

VÍDEOS


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Caverna do Dragão

Enviado por Luiz Eduardo no dia 10/5/2012 as 9:57.55

AVENTURA / ENFIADOS NO BURACO

Para fechar nossa viagem com chave de ouro, fomos até a caverna do Dragão.
A caminhada era longa, em uma pirambeira, andamos muito mas chegamos. Essa caverna desmoronou, passamos por onde ela começava que era os pés do Dragão, passamos por seu corpo até chegar na atual entrada que fica na cabeça do Dragão.
Para se chegar na entrada é preciso fazer uma descida um pouco dificil,, descemos e o Jackson olhou em volta e viu um osso de um animal grande. Ele foi olhar mais de perto e concluiu que uma onça estava por perto ou havia passado por lá ha pouco tempo.
Nós estávamos no único acesso para a caverna, comecei a ficar preocupado. Só fiquei mais preocupado quando o Jackson olhou para o Hélio e disse:
- Vai ver se a caverna está ok.
E ele respondeu:
- Quem, eu?????????
E o Jackson respondeu:
- Sim, você!
E o Hélio foi...
Logo perguntei para o Jackson se havia alguma outra saida na caverna e ele disse que não.
Segurei firme o cajado e pensei que se havia uma onça lá, pior seria se ela tivesse filhotes. Porquê sem saida ela iria atacar.
Mas não havia nada lá.
O Hélio retornou e nós fomos enfiados no buraco...
Essa caverna tinha muitos espeleotemas, mas em tamanho reduzido. Foi aí que vi como se formam os travertinos. Senti os pequenos anéis que a calcita vai formando. Também vimos outras formações muito interessantes.
Uma das coisas que mais me chamou a atenção dessa caverna é que os morcegos ficavam o tempo todo a nossa volta. E não eram poucos, eram muitos mesmo!
Outra coisa que percebi é que eles não faziam barulho com as asas, só percebia que eles estavam próximos por causa do vento batendo em meu rosto. Mas nada de som.
Fiquei meio incomodado nesta caverna.
Voltamos para o hotél e preparamos as malas para voltar para São Paulo.
Temos muito o que agradecer ao Jackson porquê foi através das explicações dele que nos fizeram apreciar tanto as cavernas.
Agora queremos conhecer mais porquê cada caverna é um mundo novo!
Esse hotél realmente é o Paraiso, sua estrutura é fantástica e o atendimento deles foi maravilhoso. São lugares assim que sabemos que voltaremos um dia...


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Chegando em Manaus

Enviado por Luiz Eduardo no dia 05/12/2009 as 19:00.22

VIAGEM

Pela primeira vez fomos viajar juntos de avião. A Pri ao meu lado e o Harry deitado nos meus pés.
Assim que chegamos em Manaus um carro já estava nos esperando no aeroporto.
Chegamos no hotel e fomos conhecer o quarto. Esse hotel era bem no centro e junto a um shopping center. É claro que fomos conhecer o shopping...
O Harry foi me guiando pelas lojas e a Priscila com a bengala ao meu lado. Entramos em várias lojas.
Acabamos almoçando lá mesmo no Bobs. Depois voltamos para o hotel.
Foram nos buscar para conhecer o local onde a Priscila irá palestrar no dia seguinte e tivemos uma reunião. Foi muito interessante.
Voltamos para o hotel e soubemos de outro shopping que ficava no centro, o Manauara. Pegamos um táxi e fomos para lá. O passeio foi muito gostoso, na volta tivemos um pouco de dificuldade em encontrar um táxi por causa do Harry. Tivemos de chamar o fiscal que parou um táxi que nos levou.
O motorista tinha completo pavor de cachorros, toda vez que o Harry olhava para frente ele gritava. Nunca tinha visto isso... Chegamos no hotél a Pri ligou o rádio e se divertiu muito com os programas de lá e fomos dormir.


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Segundo dia em Manaus

Enviado por Luiz Eduardo no dia 04/12/2009 as 19:05.43

VIAGEM

Acordamos cedo e fomos para o local da palestra. A Pri palestrou muito bem, como sempre, e nem sou coruja...
Depois fomos almoçar em um restaurante típico, aliás muito bom, comi um pintado na telha e tomamos um suco chamado Taperebá.
Outro palestrante estava junto e ficou surpreso por todas as coisas que já havíamos feito em Manaus e ele apenas conheceu o hotél...
Nos deixaram no hotel e eles foram levar o outro palestrante ao aeroporto para ele voltar para casa.
Fechamos a conta no hotél e fomos para outro hotél, mais afastado, próximo da prainha do rio Negro.
O hotél é realmente enorme e com muita estrutura, como o trabalho acabou, agora era só alegria. Fomos conhecer o hotél, a picina de ondas, eu não conhecia essas picinas. outra com um bar molhado que eu também não conhecia e uma outra que eles chamavam de picina sem fim...
Demos mais uma volta pelo hotél e no final da tarde fomos conhecer o museu do hotél, de repente a moça que nos levou para a palestra da Pri surgio com o palestrante que iria em bora. Ele perdeu o avião e o próximo era só de noite.
Disse a ele, que bom, agora você terá uma chance de conhecer algo em Manaus.
Fomos todos para a prainha do rio Negro, paramos em um barzinho e ficamos conversando e assistindo as danças folclóricas da região. Foi muito agradável. Eles foram para o aeroporto novamente e nós voltamos para o hotél.
Chegando no hotél resolvemos ir para a picina, e lá fomos nós. Já era tarde mas valeu a pena. O mais interessante é que eu sai da picina as 22:00 e fiquei cinco minutos sentado na cadeira e fiquei totalmente seco!
Voltamos para o quarto e fomos dormir.


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O encontro das águas em Manaus

Enviado por Luiz Eduardo no dia 03/12/2009 as 19:18.49

AVENTURA

Nos informamos como seria o passeio do encontro das águas com as pessoas da agência de turismo do hotél e decidimos por não fazer esse passeio.
O que nos explicaram é que iríamos em uma escuna fechada com ar condicionado e o guia iria falando sobre o encontro das águas, e nós sentadinhos lá sem ver absolutamente nada pelas janelinhas...
Esse passeio não iríamos fazer até que apareceu um guia que disse que poderia nos levar lá em uma voadeira e seria muito legal para nós. Então decidimos ir com ele.
Saímos cedo com nosso guia Peruano. O carro dele não tinha ar condicionado para o desespero de todos e principalmente do Harry. E para melhorar as coisas o carro pifou no meio do caminho. Ficamos parados lá até ele consertar. Depois de uma meia hora o carro funcionou e seguimos viagem.
Chegamos no mercado central, passamos por todo o mercado até o local onde saem as lanchas voadeiras.
A entrada na lancha foi muito interessante, tinha uma pinguela de uns 3 metros até chegar na voadeira. A Pri foi com o guia na frente e eu fui atrás com o Harry. Não me pergunte como consegui chegar na lancha sem cair no rio porquê até agora eu também não sei.
A Pri entrou na lancha e foi para a direita e se sentou. Agora era a minha vez, entrei e o Harry saltou para dentro, o barco se inclinou e o Harry pulou para o outro lado, novamente o barco se inclinou para o outro lado e o Harry pulou para o centro. Ele soube se entender com essa lancha direitinho, a reação do Harry foi fantástica. Fui para perto da Pri e me sentei ao seu lado. o Harry se deitou na nossa frente.
O guia entrou e o condutor ligou a lancha e lá fomos nós...
A voadeira é uma lancha bem estreita e comprida, não sei se todas tem capota de lona, só sei que essa tinha. Ela é chamada de voadeira porque devido a sua velocidade toda a parte da frente fica inclinada para fora da água. A velocidade era demais, o vento e as gotas de água batendo no rosto nos refrescava.
Chegamos ao encontro das águas, que legal, colocamos a mão na água e a lancha começou a fazer zigue-zague entre os dois rios. A diferença de temperatura das águas era muito grande, dava direitinho para saber quando estávamos com a mão no Solimões e quando estávamos no rio Negro. A lancha também dava uma puladinha como se fosse uma lombada quando passávamos de um rio ao outro.
Por vários quilómetros as águas do rio Negro e Solimões não se misturam devido a diferênça de temperatura, densidade e velocidade. O rio Negro tem uma temperatura de 28C e o Solimões de 22C o que permitiu facilmente sua identificação com a mão na água.
A velocidade também é bem diferente dos rios, enquanto o rio Negro tem sua velocidade de 2 KmH o Solimões tem praticamente o dobro da velocidade e suas águas são mais barrentas que o rio Negro. É claro que a velocidade e densidade não era percebida por nós, mas só a temperatura foi o suficiente para indicar onde estávamos.
Nem preciso dizer que a Pri ficou me infernizando porquê no começo eu estava com medo de colocar a mão no rio por causa das piranhas, mas depois vi que não tinha problema.
Esse foi um dos passeios mais legais que fizemos.
Continuamos seguindo o rio e fomos parar em um restaurante flutuante, saimos da lancha e fomos andar em uma das ilhas. Logo encontramos uma feirinha de artesanato indígina, eles falam inglês e recebem em dólar, não são fracos não, Mim também quer apito.
Passamos por uma estrada, não podemos chamar aquilo de trilha. Achamos estranho não escutar nenhum pássaro, nada de animais. A única coisa que vimos foi o tamanho das árvores, as raizes suspensas tinham mais de dois metros de altura.
Voltamos para a saida da ilha.
A Pri e o guia foram na frente e eu fui atrás com o Harry, eles entraram em uma passarela de madeira para entrar no restaurante flutuante. Essa passarela tinha corrimão e era bem longa, de repente ouvi um som de algo caindo na água, logo gritei pela Priscila, mas não ouvi resposta, comecei a ficar preocupado mas não fui para a frente porquê não sabia o que havia acontecido. Alguém passou por mim e disse para eu esperar um pouco e depois gritou para eu continuar. Ainda não sabia o que estava acontecendo. Assim que cheguei no restaurante a Priscila me abraçou, e nós dois não estávamos entendendo nada. Depois o guia falou que depois que ele passou com a Pri, duas tábuas da passarela caíram no rio, eu pensei que ela havia caido e ela pensou que eu é quem tinha caido.
Passado o susto voltamos para a lancha. Dessa vez o Harry já saltou direto para o centro da lancha e foi direitinho para o seu lugar e deitou.
A volta na lancha foi muito legal...
Chegamos no mercado e dessa vez não tinha aquela pinguela de três metros, foi mais fácil...
Pegamos o carro e voltamos para o hotél.
Infelizmente não fizemos os outros passeios porquê eram muito caro. Esse também foi, mas valeu.
No hotél aproveitamos a picina o resto do dia.
É claro que fomos tomar sorvete no bar molhado, era a primeira vez que comíamos algo sentados na picina. O sorvete acabou ficando de presente para nós...
Depois fomos pagar nosso mico do dia na outra picina, na de ondas...
Estávamos sentados no razinho só seguindo as ondinhas quando começou a chover forte.
Nossa Pri, que estranho, do nada começou a chover. E a Pri logo concordou, nos levantamos e demos um passo para frente e a chuva parou. O que é isso?
Eles haviam ligado o chafariz que espirrava a água na picina, e os cegos quasem saem pensando que era chuva...
Voltamos para a picina e tudo bem...
Mais tarde fomos para a prainha, estava tendo uma feirinha de artesanato e comemos pastél depois voltamos para o hotél.


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Último dia em Manaus

Enviado por Luiz Eduardo no dia 02/12/2009 as 19:23.37

VIAGEM

Fomos conhecer o zoológico do hotel e depois fomos fazer o checkout. A moça veio nos buscar e nos levou para almoçar no shopping Manauara.
Fomos dar uma volta no centro, tomamos sorvete e não conseguimos entrar no teatro porque estava fechado.
Depois eles nos levaram para jantar, adivinha onde...
No LABIBS, não escrevi errado não, o nome é esse mesmo. A comida também é muito boa...
Fomos para a casa dela, o calor era demais. Ficamos no quintal.
Eles nos deixaram no aeroporto a meia noite e ficamos andando pelas lojinhas até as 3 horas. O nosso voo chegou e embarcamos no avião.
Curiosidades de Manaus
A primeira coisa que me chamou a atenção foi o medo que as pessoas de lá tem de cachorros, o primeiro foi o motorista do táxi e depois nos shoppings o mais interessante é que eles falam com a maior naturalidade de jacarés e cobras porém morrem de medo de cães.
A segunda coisa é que o clima é abafado, muito abafado e como eu não vejo nem a luz do Sol eu ficava com a impressão de ter Sol de noite.
Balanço final em Manaus
Primeiro Hotél: Muito bom
Apresentação da Pri: Fantástico
Segundo hotél: Muito bom
Encontro das águas: Fantástico
Manaus: Muito quente.
Nota: 10


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