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CONTANDO HISTÓRIAS
Um instante de pausa
Queridos, tenho muitas coisas para contar, mas hoje só venho aqui para dizer que ficarei um tempinho sem blogar. Espero que me compreendam e tenho certeza de que compreenderão quando souberem o porquê. Calma, não me casarei, não terei filhos e nem me mudarei, mas sinto que é chegado o momento de dar uma pausa para colocar outros projetos em andamento. Vou gostar de receber de vez enquando um recadinho para saber como vocês estão
Não se preocupem que registrarei tudo neste meio tempo. Não sei precisar quanto tempo ficarei sem escrever, mas o suficiente para deixar finalizado o meu grande desejo.
Abraços apertados e um beijo enorme bem especial no coração de cada um de vocês.
Charlie também envia lambeijos bem lambidos.
Ju e Príncipe Charlie
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O dia em que o prédio mudou
Olá amigos queridos, já faz uns dias que estou para escrever este texto, mas por uma série de coisa protelei e vejo que não dá mais para adiar, senão acontecerá igual ao que falei no filme da VIVO, perderei o foco, a essência da idéia que desejo transmitir para vocês. Na última segunda-feira (17/05), mudou todo departamento que trabalho e estamos a um quarteirão de distância do antigo local de trabalho.
Fora as saudades dos colegas que ficaram, a nova instalação é muito boa!!!! Gostei bastante. Charlie agora que está entrando no ritmo, mas no começo parecia mais que havia caído do caminhão de mudança. Confesso que no primeiro dia foi um tanto quanto complicado, pois não vim antes da mudança fazer o reconhecimento do novo endereço e e aí ao chegar me senti um peixe fora d’água.
Fiquei um pouco irritada por não reconhecer o espaço, sem contar a grande bagunça, aquelas típicas de mudança, sabem? Então o negócio foi relaxar e respirar e arrumar as coisas que logo tudo entraria no eixo. Dito e feito. O período da tarde chegou, de barriguinha cheia o meu humor mudou e hoje após 2 dias e meio da mudança estou feliz da vida e adaptada.
Com toda esta história de vem pra cá, vamos pra lá só aprendi uma nova lição: antes de qualquer mudança para nós que somos prejudicados das vistas (como dizem os mais velhos), risos, é necessário o reconhecimento prévio do ambiente. Reconhecer fisicamente para quando chegar o dia de, termos pelo menos o mapa mental construído em nossas cabecinhas. Saber onde fica banheiro, copa, bebedouro e tantos outros locais são detalhes importantíssimos para que o deficiente visual consiga ter maior independência na locomoção.
Eu, nomrmalmente, em meu local de trabalho busco ter o máximo de autonomia nem mesmo recorrendo as ajudas do Charlie em me guiar.
Falando em locomoção e guiar, pessoal, o bairro em que trabalho é uma verdadeira vergonha no que diz respeito calçadas. Nota ZERO!!!!!
Depois venho aqui contar a minha labuta pelas calçadas desta vida que mais temos uma calçada no buraco do que um buraco na calçada.
É simplesmente revoltante!!!!
E para fechar, quero deixar aqui uma recomendação além do momento exclarecimento... Vocês estão careeeecas de saberm que sou fã de carteirinha de um cara pra lá de menino bão que é o Jairo Marques. Então depois de ler a dica, vão lá em http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/ comemore com a gente as conquistas do queridíssimo Jairo com sua combi veia e todo o povo seguindo rumo a dominação do mundo.
***
Momento exclarecimento
Dúvida: Você cozinha? Como sabe exatamente como os alimentos estão prontos, tais como arroz, feijão, carnes e por aí vai...
Ju: Sim, cozinho. Eu adoro inclusive... Cada alimento tem uma maneira de se ver se esta ou não pronto. No caso do arroz por exemplo podemos ver atraves do barulho que faz ao secar a água. Um bolo colocando o palito e para falar a verdade não tenho um método próprio, eu simplesmente não tenho medo do fogo e enfrento numa boa. Dizem que fica gostoso... Alguém se habilita em experimentar?
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5/6/2010 Comentário enviado por: Guilherme Lourenço
Jú, adorei o Blog. Beijo para você e o Charlie
Uma gripe danada!!!!
Oi gentem! Hoje estou meio desanimadinha, pois a famosa gripe me pegou!!!uia, rs. Graças a Deus que não é a gripe H1N1, porque faz mais ou menos um mês que tomei a vacina.
Dormi é um sacrifício danado e dali boca aberta...
Aproveito o post também para contar para vocês que faz quase um mês que o nosso sacrifício (meu e do Charlie), em pegar os transportes lotados acabaram!!! É isto mesmo!!!! Eis que surge uma alma bondosa e todas as manhãs temos a compania do amigo Antônio e a amiga Márcia que passa em casa e nos dá aquela carona abençoada, rsrsrssrrs...
Adeus metrô lotado, tou fora de ônibus entupido!!!
No período da noite voltamos de metrô ou às vezes conicide o horário e volto com ele ou com outros amigos. A volta tende a ser mais tranqüila porque
Não tenho horário e posso esperar quantos ônibus e metrôs forem necessários para o nosso coforto.
A partir de hoje, terminarei meus posts de uma forma diferente. A cada texto escrito, no final responderei algumas dúvidas de pessoas que não tem ou nunca teve contato com a deficiência visual.
Chamarei este espaço de um minuto de exclarecimento.
O que acharam do nome? Caso tenham outros a sugerir, fiquem avontade.
Então vamos lá e para começar abaixo a primeira du´dúvida juntamente com a resposta.
Beijinhos e inté...
Momento exclarecimento
Dúvida: Sabemos que você tem um filho, como foi cuidar de um bebê? Quais as maiores dificuldades?
Ju: Antes mesmo de pensar em ter um filho, no colégio onde estudei tive uma aula que fazia parte da grade curricular que se chamava educação para o lar. Esta aula abordava todos os temas relacionados aos afazeres domésticos e cuidar de um bebê fazia parte do pacote, risos.
Logo que engravidei passei e repassei minhas aulas na cabeça e ainda fui em busca dos famosos cursos para gestantes de primeira viagem. Tive muita sorte, porque me indicaram um curso onde a professora já havia sido funcionária do colégio em que estive e ensinar deficientes visuais não seria algo de outro mundo. As aulas se seguiram de maneira individual e na realidade só a prática diria como seria minha vida a partir do nascimento do meu filho. 15 de março de 2004 foi o dia em que tive em meus braços pela primeira vez Gianluca, meu filho lindo que acabava de nascer chorando muito e que ao ser levado ao berçário se tranqüilizou e até hoje é uma criança muito sossegada...
Comecei a dar os primeiros banhos após a queda do umbigo, pois tinha aflição de tocar e por ventura cair de uma forma que machucasse. Assim que iniciei minhas atividades com ele, não parei mais. Nunca tive receiio de afogá-lo na banheira, vestir a roupa errada ou até mesmo trocar as combinações. Sempre deixava tudo muito separado. Hoje tendo conversado com várias mães “marinheiras” de primeira viagem, vejo que todos os temores que tive foram comuns a mães que nunca cuidou de um outro ser totalmente indefeso, rsrsrs... Graças a Deus que superei todos os obstáculos e o meu filho tem hoje 6 anos e está na primeira série e já lê suas primeiras palavras. É incrível como o tempo passa e outra fase se instala em nossa relação.
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16/5/2010 Comentário enviado por: Viviane Garcia
Adorei a idéia das perguntas e respostas! bjoss
18/5/2010 Comentário enviado por: Pryscyla
Ju
Cada vez mais tenho muito orgulho de ter vc na minha jornada por aqui. Eh uma honra ter vc na minha historia. Te adoro, bjs no coracao.
Pry
UM MINUTO DE FAMA
Olá queridos!!!!
E hoje venho aqui postar 3 links pra lá de especiais!!!
Lembram que eu participei de uma campanha publicitária onde prometi que viria contar os detalhes para vocês? Pois bem, o fato é que a campanha está no ar e pra quem viu os filmes, os feedbacks são diversos me deixando toda orgulhosa do trabalho realizado!!!
Deixarei aqui os links e alguns dos comentários de quem assistiu.
Lembrando que por enquanto estamos aparecendo apenas na TV acabo e em breve na TV aberta. Aguardem!!!!
Beijos e Charlie já está pronto para os patógrafos, rrsrsrsrsr.
Comentários:
Pensem numa mulher PODEROSA, CONECTADA!!!
Resposta: JUCILENE!
Você está MARAVILHOSA nesses vídeos....
Parabéns!
Jânia D´Amario
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Nossa ficou muito bom...parabéns...vcs estão lindos...
Márcia Soares
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GENTEM QUE COISA MAIS LINDA A MINHA AMIGA !!!
FIQUEI EMOCIONADAAAAA E O CHARLIE SE COMPORTOU TÃO BEM......
O POVOOO MAS VCS VÃO CONCORDAR COMIGO !! A JU TOMOU UMA BELA DOSE DE FLUOXETINA, AQUELA PESSOA CALMA E CENTRADA NÃO ERA ELA NAQUELE VÍDEO !! KKKKKK
MUITOOO BOMMMM SÓ FALTA EU ASSISTIR NA MINHA TV DE PLASMA ..... KKKKK
BEIJOKAS COM SAUDADES
Déia Moreno
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Parabéns Ju, ficou lindo o comercial!!
Tenho muito orgulho de você!!
Dani
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Oi Jucilene! Que orgulho falar com uma artista!
Parabéns pelo trabalho. Tenho um irmão, um pouco distante, com deficência física - auditiva - e é um dos caras mais trabalhadores e sérios que eu conheço. Tenho profundo respeito por pessoas como vocês.
Vou acompanhar e divulgar seu blog como puder.
Abraços em você e nos fofos do Gianluca e no Charlie!
Adriano
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Ju, fiquei emocionado.... puxa... ficou lindo, lindo, lindo... parabéns, querida amiga, parabéns...
Jairo Marques
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Queridos, estes foram alguns dos comentários carinhosos e engraçados que recebi por parte de amigos ou até mesmo de quem não me conhece pessoalmente como é o caso do Adriano.
E você ainda não conferiu?
Então vamos lá.... Abaixo o link e fiquem avontade para enviar seus comentários, críticas ou sugestões.
http://www.youtube.com/watch?v=8kGSlGK-1dE
http://www.youtube.com/watch?v=njkQnDdy8k8
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COMENTÁRIOS:
11/5/2010 Comentário enviado por: Viviane Garcia
OI Ju.. que lindona.. hum... Parabéns.. Eu apenas ouvi, mas gostei muito. É isso aí, temos que lutar sempre. bjosss
11/5/2010 Comentário enviado por: Cinthia Tavares
Ju, qdo vc virar atriz da globo me convida pras festas!!! rsss
Parabéns! Te adoro,
14/6/2010 Comentário enviado por: sandro rodrigues
voce esta maravilhosa minha gata ju, parabens voce merece tudo de bom , te adoro
Um coração cheio de emoção
Queridos, é com muita emoção que hoje venho compartilhar um momento que para mim foi único e exclusivo!!!
Ontem (05/05/2010), foi o dia em que a escola do meu filho Gianluca escolheu para homenagear as mães. Já era de esperar que logo me emocionaria em assistir o meu pequeno grande homem se apresentando, mas juro que por mais que eu tivesse me preparado, é sempre uma grande emoção!!!
Saí mais cedo do trabalho, fui fazer a unha, afinal a mamãe tinha que está com o visu de acordo!
Cheia de espectativa lá fui eu e logo que desci do ônibus entrei no salão de festa e em meus ouvidos o som das crianças eufóricas em mostrar o que haviam ensaiado para as mamães.
Passados uns instantes quem chega? Nada mais nada menos que o meu reizinho!!!
Passa por mim, me dá um beijo e vai direto para a professora, pois em instantes começaria a comemoração. Charlie ficou bem quietinho. Não se moveu e as crianças mesmo que de longe contendo-se porque as professoras orientaram para não mexer com ele, imaginem, o peludo fez o maior sucesso.
Todos atentos e finalmente iniciou a apresentação. Todas as salas estavam juntas, mas cada uma tinha uma parte como teatro, dança e música. Enquanto ouvia tudo aquilo, passava um filme pela minha cabeça, pois não é possível que os anos passem tão rápido assim de forma que ontem ele chorava com as famosas cólicas de bebê e hoje com 6 anos já se apresentava com sua sala de primeira série... é maravilhoso acompanhar esta evolução deliciosa.
Ganhei um colar muito lindo de bolinhas coloridas e ao receber de suas mãos foi com muito orgulho que me disse que havia sido feito por ele. Lhe dei um grande beijo e saimos do salão e enquanto íamos para fora me contava cada detalhe da confecção do colar feliz da vida.
Hoje ganhei mais um presente beeeem especial.
Sabem aquele meu amigo querido que é doooido de pedra que tem o blog onde conta sobre as aventuras do mundo paralelo? Pois bem, hoje ele me emocionou publicando um texto onde compartilhei a experiência de ter um filho sendo eu, uma pessoa cega.
Quer conferir este post? Então acesse o linck http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/
E fique por dentro de mais um detalhe de minha vida.
Parabéns a todas as mamães sendo com ou sem deficiência. Parabéns também as futuras mamães, pois mesmo ainda não tendo dado a luz, já carregam consigo a responsabilidade de uma vida e muito amor...
Beijos emocionados...
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11/5/2010 Comentário enviado por: Marília
Parabéns Ju!! Deve ter sido lindo a apresentação dele!! E por falar em música... vc já ouviu uma música da Débora Blando que chama Gianluca? É maraaaaa!!! Adoro!! Mas eu não sei se a composição é de autoria dela mesma... Bjos!
Batendo aquele papo
Olá queridos, e mais uma semana começa e mais atividades acontecem e assim a vida se segue.
Este final de semana não fiz grandes coisas, ou melhor, eu fiz uma que para mim foi a maior delas, sai com meu filho. Não via a hora de chegar sábado, pois na semana passada tive tantas atividades que até a hora perdi na sexta de tão cansada.
Sexta, após ter levado Charlie ao seu shooping canino, (fomos até o pet Center), cheguei em casa e pedi uma pizza. Confesso que por vezes gosto de estar comigo mesma, mas estes dias tenho me sentido especialmente só. A pizza chegou, liguei a TV e apesar do cansasso me vi interessadíssima num filme de comédia onde dei muita risada, mas juro que preferia dividir estes minutos preciosos ao lado de alguém bem especial. Sabem, às vezes me pego tendo uns pensamentos românticos e poéticos. Imaginem uma montanha, muito verde, pássaros cantando e só o ar puro para respirar e ainda de quebra disfrutar uma bela companhia... Como é bom viajar nos pensamentos e mais ainda, poder realizar. Meio sonhando fui para cama e nem bem me deitei já fui abraçada por Morfeu (Deus do sono). Havia me programado para ficar com meu filho pela manhã, pois no período da tarde teria uma reunião e de lá terminar a noite encontrando uma amiga para assistir a uma peça. Não consegui acordar tão cedo, mas a programação da tarde permaneceu e no outro dia então reservei o dia inteiro para curtir meu filho e juntos fazermosalgo. Após almoçarmos e curtir um pouco daquela preguiça pós almoço, seguimos rumo ao cinema. Assistimos o filme como treinar o seu dragão que diga-se de passagem é ótimo, muito bonito e cheio de reflexão.
Pedi para a moça que nos auxiliou até a poltrona da sala que tirasse umas fotos nossas, pois quis registrar este momento que para mim foi único.
Saímos satisfeitos e depois daquele lanche gostoso o levei para a casa da vovó, porque ele estuda pela manhã e facilita para mim por conta da minha saída para o trabalho.
Cheguei em casa feliz, mas ainda assim aquela mesma sensação de vazio voltou a me visitar. Resolvi ligar o computador, uma vez que havia passado o final de semana inteiro sem usar, mas logo uma irritação cresceu dentro de mim e preferi desligar e me enfiei em meus lençóis e novamente adormeci.
Segunda chegou e com ela a preguiça costumeira por iniciar a mais uma semana.
Beijos e ótima semana!!!!
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É hoje!!!
Hoje é aquela data que comentei no post anterior.
Nada mais nada menos que o dia do cão guia!!!!!
Parabéns a todos os peludos que de uma forma faz a diferença nas nossas vidas (pessoas cegas)...
Amo o meu menino e dá um frio na barriga só de me imaginar sem ele!
Só quem tem ou teve consegue de fato avaliar o que é este ser em nossas vidas. Já disse e repito: não existe qualquer palavra que traduza o que sinto por esta bola de pêlos que a cada dia me ensina, me ajuda, enfim, me agüenta, risos.
Reforço o convite a todos que puderem comparecer hoje (28/04) no shopping Iguatemi no balcão da cidadania.
A galera está lá desde as 10 da matina e só sairão após o fechamento do estabelecimento. Nós? Nós estaremos lá daqui a pouco firmes e fortes marcando nossa presença e contribuindo para mais esta atitude de inclusão e amor ao próximo
Valeu Instituto Iris!!! Valeu voluntários que sempre estão nos apoiando e acreditando neste trabalho que aos poucos encontra seus passos numa estrada cheia de pedras, mas sem desistir, porque apesar do trabalho árduo é muito gratificante compartilhar um sorriso, uma lágrima de alegria por aquele que atinge o seu objetivo de ter um cãopanheiro.
Lambeijocas felizes e saltitantes...
Ps.Não posso deixar de citar que Charlie mimado como tem sido aqui no trabalho ganhou um presente pelo seu dia...
Mais uma vez o tio Jairo nos ajudou divulgando o nosso evento em seu blog http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br
Apareçam lá e confiram mais uma vez o texto deste menino bão...
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Momentos de saudades
Hoje ao vir para o trabalho vim ouvindo algumas músicas... O nosso cérebro de uma maneira bem dinâmica tende por vezes puxar algumas memórias do fundo do baú. É certo que esta memória não é tão no fundo assim, mas também não é tão recente, estamos ali no meio termo.
A exatos 2 anos, 7 meses e um dia eu tenho o prazer, a honra de ter ao meu lado a presença do cão que fez toda a diferença em minha vida, Príncipe Charlie, como o chamo.
A cada dia que passa amo mais e mais este ser que veio para trazer a alegria e promover a minha qualidade de vida.
Minha mente viajou para momentos de grandes felicidades... O momento do processo, a resposta positiva para buscar o cão, a preparação da viagem, o dia da partida, o período do treinamento, o retorno para casa e o novo membro da família...
Todas as vezes tento descrever, mas por mais que eu procure não consigo transformar em palavras o tamanho da minha gratidão, felicidade por tê-lo comigo.
Amanhã (28/04), comemoraremos um dia bem especial, o dia internacional do cão guia!!!!Todos os anos na última quarta do mês de abril a data é marcada por este evento.
Nós, que recebemos este presente por meio do Instituto Iris, marcaremos a data passando o dia no shopping Iguatemi no balcão da cidadania, loncal que gentilmente nos foi cedido Para expor o projeto que tanto precisa de ajuda.
Se você é uma pessoa que defende a causa, junte-se a nós e venha somar conosco com sua boa vontade!!!!
Hoje ao vir para o trabalho vim ouvindo algumas músicas... O nosso cérebro de uma maneira bem dinâmica tende por vezes puxar algumas memórias do fundo do baú. É certo que esta memória não é tão no fundo assim, mas também não é tão recente, estamos ali no meio termo.
A exatos 2 anos, 7 meses e um dia eu tenho o prazer, a honra de ter ao meu lado a presença do cão que fez toda a diferença em minha vida, Príncipe Charlie, como o chamo.
A cada dia que passa amo mais e mais este ser que veio para trazer a alegria e promover a minha qualidade de vida.
Minha mente viajou para momentos de grandes felicidades... O momento do processo, a resposta positiva para buscar o cão, a preparação da viagem, o dia da partida, o período do treinamento, o retorno para casa e o novo membro da família...
Todas as vezes tento descrever, mas por mais que eu procure não consigo transformar em palavras o tamanho da minha gratidão, felicidade por tê-lo comigo.
Amanhã (28/04), comemoraremos um dia bem especial, o dia internacional do cão guia!!!!Todos os anos na última quarta do mês de abril a data é marcada por este evento.
Nós, que recebemos este presente por meio do Instituto Iris, marcaremos a data passando o dia no shopping Iguatemi no balcão da cidadania, loncal que gentilmente nos foi cedido Para expor o projeto que tanto precisa de ajuda.
Se você é uma pessoa que defende a causa, junte-se a nós e venha somar conosco com sua boa vontade!!!!
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Que venha mais uma sexta!!!
Ouvi na previsão do tempo que este final de semana não teremos o lindo sol pelas manhãs, que o nublado fará parte dando vez para uma frente fria que se aproxima, mas porém, contudo, entretanto, todavia, rS, farei do meu final de semana o fim de mais ensolarado e animado!!!! Amanhã irei fazer minha primeira visita a um abrigo que fica em Cotia. Já fiz várias visitas em outros abrigos e é sempre bom, pois a cada visita um novo aprendizado. Neste em especial desejo conhecer melhor o perfil de cada criança e adolescente para propor um trabalho de inclusão. Desejo levar para eles tudo o que eu puder passar para que tomem contato com o respeito pela diferença.
Depois conto para vocês como foi a mais esta experiência.
Agora os convido para fazer aquela visitinha básica no blog mais badalado deste mundo internético, nossa, não sei se o termo existe, mas acabei de criar, rsrsrsrsrs.
Ok, ok, vou ajudá-los, hoje trago o linck para vocês e é só acessar, não tem mais desculpas para não conhecer este cantinho todo especial e aconchegante.
Hoje o tio (como costumamos chamá-lo), escreveu um texto onde conta passo a passo de nossa estrea no mundo das telinhas e telonas!!!!
Ainda não sabe desta história? Então vá imediatamente para o linck
http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/
e veja que de vagar estamos chegando lá!!!
Também recomendo a compra do jornal a Folha de São Paulo deste domingo, pois no caderno de empregos terá uma matéria que tratará de um assunto muito polêmico e cheio de mitos para os empresários. Contratar ou não contratar uma pessoa com deficiência para um cargo aqui em minha empresa... Eis a questão.... Leiam e vamos ver quais são as novas desculpas por parte deles...
Nós também vamos aparecer lá nos próprios jornais!!!
Comprem que assim que eu vê-los dou para o Charlie pautografar, rsrsrsrsrs...
Beijocas e inté mais!!!!
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O nosso final de semana...
Queridos, o meu final de semana foi muito bom, apesar de vários tumultos. Sábado pela manhã tive o privilégio de participar de um curso na empresa onde trabalho sobre a importância da família no processo no desenvolvimento da pessoa com deficiência. Além de poder conhecer muitas pessoas, juntos discutimos vários temas polêmicos a cerca do assunto e foi ótimo.
A tarde encontrei um grupo maravilhoso de pessoas que lêem o blog do Jairo, (aquele meu amigo que é chefe de reportagem da Folha(, uuuuuiiiiiaaaa que tou metida, rS. Veio gente de vários lugares e tivemos uma festa linda com direito a um bolo delicioso de chocolate com cerejas, hmm, que estou até agora morrendo de vontade de comer de novo, rsrsrsrs...
Quer conferir como foi esta festa, acessem fazendo uma pesquisa no Google escrevendo no campo de busca blog assim como você que de cara aparece, é a primeira de várias opções...
Vão se apaixonar pelo blog assim como me apaixonei, pois de uma maneira descontraída e bem verdadeira ele descreve o dia-a-dia e peripécias de um malacabado, rS, (termo que utilizamos no blog para se referir as pessoas com deficiência). Não se ofendam com o termo, pois ele foi testado e devidamente aprovado. Assim como este também podemos encontrar muitos outros engraçadíssimos.
Cheguei em casa meeega cansada e Charlie nem se fala. Capotou assim que entrou em e viu sua caminha lhe esperando.
Comigo também não foi diferente, exceto que ainda fui tomar aquele banho para relaxar, risos.
Domingão havia me preparado para ir a reatech (a feira de acessiblidade e tecnologia assistiva), mas ainda estava tão cansada, mas tão cansada que acabei só saindo de casa pela tarde para cumprir um outro compromisso.
E assim foi o nosso final de semana, rechiadinho de muitas atividades e hoje segundona estamos aqui para mais uma semana, só que esta é diferente, tem um feriado no meio
Beijos e ainda esta semana voltarei para contar alguns causos...
para da aquela quebrada no ritmo.
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20/4/2010 Comentário enviado por: Caroline Garcia
Ju, estou amando seu blog, li vários posts, o que só veio a confirmar seu talento nato para a comunicação, é assim que vc ensina a quem quiser aprender... Só tenho a agradecer por ter te conhecido e pelo que tenho aprendido e curtido com nossa convivência. Forte abraço da já amiga Carol
Chegando mais...
Opa, opa, opa, já estou chegando!!! RSRSRSRS. Já pensaram que eu ia ficar de novo uma longa temporada fora do ar não é? Nada disso galera, aqui estou para contar mais um tantinho desta vida que começa a ficar meio corrida, mas eu gosto disso. É como se ao ficar parada nada tivesse sentido e a monotonia me irrita profundamente.
Estes dias tenho feito vááárias coisas...Uma delas é que gravamos uma campanha publicitária, (mas isto eu conto em detalhes para vocês num post dedicado exclusivamente para isto), comecei a me replanejar para me dedicar as minhas tarefas que já fazia pelo menos um ano que não realizava. Estou falando das
visitas em orfanatos. Ontem recebi um e-mail onde contava o lindo trabalho realizado com crianças e jovens de um orfanato e adivinham? Me apaixonei!!
Semana que vem, 24/04/2010 irei fazer minha primeira visita e pretendo fazer vários trabalhos com eles. Desejo começar a ensinar para as crianças a importância de conviver com a diferença e mais, respeitar todas!Estou bem animada para começar a fazer este trabalho. Prometo que venho contar tão logo eu realize este dia mágico.
Por outro lado os transportes ainda nãomelhoraram... Todo dia é uma aventura que para falar a verdade mais é um esporte radical!
Mas, como nem tudo é tão ruim assim, esta semana tenho tido uma sorte incrível. Cada dia, novos amigos de “esporte”... Terça-feira (13/04/2010), tive a agradável companhia de algumas moças que gentilmente fizeram uma barrera para que Charlie não fosse pisoteado. Não consegui me sentar, mas tudo foi uma festa, porque a cada choacoalhada do metrô era motivo de fazermos alguma brincadeira para que as coisas ficassem amenas e ao chegar na estação final parecia que já nos conhecíamos a tempo!!!
Hoje (14/04/2010), foi o dia de arrumar mais um amigo de passagem. Estava eu trocando receitas com minha amiga quando um rapaz se aproximou e começou a falar comigo. Finalmente após vários metrôs lotados que passaram , conseguimos entrar em um menos cheio. Novamente foi uma viagem cheia de risos e piadinhas para descontrair as caras fechadas do povo e até um apelido Charlie ganhou do meu novo amigo. Tenho adotado uma estratégia para que as pessoas na rua não chame a atenção dele, pois desta forma eu posso cair em algum buraco ou até mesmo ficar em algum poste por ai. Ontem seu nome era Alfredo e a partir de hoje seu novo apelido será Bidu. Gostei do apelido, é carinhoso e tem cara de nome de cachorro. É fatal. Assim que perguntam o nome e digo qual é, logo vem o chamado e uma vez sendo o nome errado ele não olhará para a pessoa que fica com o maior desapontamento por não ter sido correspondido.
É muito complicado, mas infelizmente por falta de conhecimento, compreensão, educação e tudo quanto for de adjetivo para mostrar que as pessoas ainda não estão acostumadas, prefiro bolar algumas estratégias para não correr o risco e ainda ficar nervosa podendo ser deselegante, desagradável.
Este final de semana será super, mega, ultrabig corrido.
Amanhã começa a feira Reatech. Esta feira tem como tema central a reabilitação e a acessibilidade de tecnologias para todos os tipos de deficiência.
Infelizmente não tem tanta coisa para nós deficientes visuais, mas sempre tem uma coisinha nova. Irei participar todos os dias no stand do Instituto Iris. Quinta e sexta irei à noite e sábado e domingo de tarde. Caso queiram nos visitar, apareçam lá que será um prazer poder estar de pertinho com cada um.
Se você numca foi nesta feira, adianto que a entrada é franca e tem transporte gratuito que sai do metrô Jabaquara.
Vamos lá, vamos conhecer gente nova, coisas novas!!!
Depois conto da campanha publicitária...
Prometo, rsrsrsrsrs...
Beijinhos e inté mais.....
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Com emoção ou sem emoção?
Olá queridos, não poderia deixar de aparecer sem trazer algumas emoções a vista.
Antes de mais nada, como foram de Páscoa? O Coelhinho fez aquela tradicional visita?
Na minha casa ele passou deixando alguns ovinhos e eu fiz o favor de degustá-los com muito gosto.Mas, meus caros, o motivo que hoje tenho para escrever, é para tentar descrever uma bela manhã de segunda-feira chuvosa. Poderia até ser outro dia da semana, mas por acaso é segunda e que incrivelmente se iniciou numa garoa fina e gelada.
Acordo com aquela preguiça tradicional e inicio meus rituais matinais.
Devido ao mal tempo já me preparei para encarar os transportes horrivelmente lotados e pessoas maleducadas pelo caminho. Nestes casos por mais preparados que estamos, sempre acontece algum fato inusitado.
Aparentemente tudo certo, logo veio uma lotação e estava vazia! Nossa! Motivo para comemoração. O trânsito não ajudou muito, mas também não se pode ter tudo! Chegamos finalmente na estação (digo chegamos, pois todas as manhãs tenho por companhia a querida Adélia que enfrenta comigo as emoções matinais), mas logo me avisou que a plataforma estava lotadíssima e que o melhor talvez fosse retornar até a última estação para conseguirmos entrar no metrô. Tudo bem, lá fomos nós e voltamos num metrô cheio, só que desta vez cheio de espaço para ficarmos, risos. Missão comprida e fomos para a nossa maratona. Acredito que mesmo estando na estação onde inicia a linha demoramos pelo menos de 20 minutos a mais para entrarmos e ainda assim correndo o risco de ficarmos para fora. Por mais que os funcionários da estação estavam lá para auxiliar e ajudar no embarque, a falta de educação era tamanha que juro que o meu cão guia é muito mais educado que aquelas pessoas. O senso de urgência é tamanha que mais parece que só eles precisam chegar em seus respectivos compromissos.
Empurra daqui e empurra dali e zupt! Cá estou eu dentro e sentada com Charlie aos meus pés. Para terem idéia o funcionário da estação ficou tão sem graça que veio me pedir desculpas por não poder me ajudar mais.
Lhe agradeci pela gentileza e tão logo a porta se fechou, ficamos horrorizadas (minha amiga e eu), pois tentando se equilibrar no corredor estava um senhor que utilizava duas muletas e pasmem queridos leitores, ninguém sequer abalou os seus trazeiros para exercer o seu papel de cidadão. Quase que eu mesma levantei para lhe dar lugar, mas após termos feito vários comentários, uma moça finalmente cedeu o o espaço para ele se sentar.
Confesso que tais atitudes me chocaram. Ainda acredito na educação e na bondade das pessoas, mas diante tais fatos, sinceramente chego a duvidar se temos metade conciente ou metade que ainda falta aprender? Difícil definir, mas de vagar chegamos lá. Durante o percurso permaneci calada. Era como se eu tivesse tomado uma espécie de tranqüilizante onde tudo o que consegui fazer foi me manter na posição de observadora. O metrô lotou, pessoas tentaram subir e outras desceram. Uma senhora ao meu lado segurava uma criança com alguma deficiência que não sei ao certo qual que era, outras senhoras não paravam de conentar sobre o Charlie, no quanto ele é lindo e inteligente. Conversas vieram e conversas foram e após quase uma hora de viagem, descemos e mais um pouco eu estaria no destino desejado.
Entre mortos e feridos salvaram-se todos e aqui estou eu para contar a mais uma aventura que só as manhãs são capazes de nos proporcionar.
Costumo dizer que isto sim que é praticar esporte radical...
Beijos e até mais outra de nossas empreitadas, até porque tem o retorno para casa.....
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Escola Primária
Conforme citei no texto da volta, prometi que contaria alguns momentos escolares de meu filho. Desde quando contava 1 ano e 10 meses o matriculei numa escola bem perto de casa. Na realidade era perto tão perto que se ele tropessasse na escada já cairia dentro da sala de aula, risos.
Logo que iniciou suas atividades escolar, fui tomada por uma onda de medo e preocupação. Tive medo dele sofrer algum tipo de discriminação, pois as crianças poderiam achar estranho o fato dele ter pais cegos e por ventura virem a tirar vantagem disto. Tive medo também dos pais dos outros alunos fazer algum tipo de distinção e foi pensando em todos estes medos que conversei com a professora e a diretora da escola sobre os meus receios e elas me tranqüilizaram dizendo que não haveria qualquer problema, porque isto seria trabalhado em sala de aula e enquanto aos pais, eram todos muito sossegados e eu não teria qualquer contratempo. Deixei o tempo correr e de fato não tive qualquer problema e meu filho fez muitos amiguinhos. Quando iniciou na escola não pronunciava muitas palavras, mas passados alguns meses e ate hoje e o meu papagaio de plantão, rs. Eu Hoje sei mais do que nunca que as crianças não tem qualquer preconceito, mas sim começam a ter tais comportamentos infelizmente por influencia dos adultos. Assim como meu filho que já esta mais do que habituado com a nossa condição, seus amiguinho se porta naturalmente sem fazer qualquer questionamento, apenas segue nas atitudes do meu filho.
Me lembro certa vez quando estava em outra escola que teve a festa do dia das mães e em sua agenda veio um bilhete informando que a festa por ser destinada somente para as mães, não era permitido levar acompanhante. Logicamente que questionei, pois eu queria levar alguém não porque eu era a melhor, mas simplesmente porque eu queria tirar fotos do meu filho e não seria justo pedir toda hora para uma e outra mãe fazer isto quando o foco delas eram seus filhos. Tive um tantinho de trabalho, mas finalmente chegamos num acordo e levei uma vizinha que ficou integralmente comigo para tirar as fotos na hora que eu desejasse e como quisesse. Que eu me lembre, este foi o único momento em que tive de reividicar uma atenção um pouco mais especial. Eu não queria um privilegio porque sou a Ju, mas queria ter as mesmas condições de registrar os momentos do meu filho numa festa tão importante para mim. Era o seu segundo ano na escola e nesta altura ele estava na sala do pré um, ai que fofo, rs.
Dois anos se passaram e este ano uma nova etapa e nova escola. Em 2010 ele foi matriculado na primeira serie e eu estou muito orgulhosa do meu pequeno. Fiz questão de novamente ir La na escola, conhecer a direção e a professora para de novo explicar alguns pontos. Não posso deixar de citara primeira conversa que e sempre e meio truncada, pois o outro lado (direção) ainda não sabe como lidar com a nova situação. Mas, porem contudo, entretanto, todavia, rs, o fato de ter uma pequena fluência verbal, o que me faz ate ter vontade de falar com arvores e postes por ai, rs, me facilita e muito nestes casos. Acredito ter me feito clara, porque me pus a inteira disposição para conversar com os alunos e contar um pouquinho de como e ser cega, ter um filho e um cachorro para cuidar.
Acho muito importante que façamos taisações, pois so assim temos a chance de dizer “oi, estamos aqui... Fazemos parte deste planeta, da mesma sociedade”...
A escola já se mostrou aberta, pois no mesmo dia na aula de informática acessaram o site do cão guia HTTP://www.caoguia.zip.net e mostraram para as crianças a importância de um cão na vida de uma pessoa cega e o porque de respeitar o seu trabalho. E claro que o Gian ficou todo empolgado, porque neste dia seus coleguinhas não pararam de lhe perguntar como era ter um cão para guiar...
Ainda não fui La para promover aquele bate papo, mas tão logo eu va, conto para vocês conferirem como foi...
Quero lembra-los que este espaço também e de vocês, pois a partir das duvidas que me enviarem terei como exclarecer todas!! E ressalto que não existe pergunta boba!!
Estou anciosa por Le-las.
Beijocas mil!!!
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Voltamos!!!
Acho que aqui todos ou pelo menos quase todos, conhecem aquela musica do Rei que diz mais ou menos assim: Ëu voltei. Voltei para ficar. Por que aqui, aqui e o meu lugar”... E por ai vai... Gente minha boa gente o fato e que não tenho a menor disculpa para dar após todos estes meses afastada do blog. Tudo bem, já sei, sou desnaturada. Mae que da vida ao filho e depois de alguns meses abandona no meio do caminho. Ta bom eu aceito todo o tipo de critica e chicoteios, mas acontece que tantos foram os acontecimentos e so agora Ca estou para começar a postar mais historias e contar o que me aconteceu enquanto estive no anonimato...
Antes de escrever algo, dei uma lida nos posts anteriores para novamente pegar o ritmo e confesso que ate fiquei com vergonha de ver pelo menos em uns 2 posts a promessa de não mais abandona-los!!!!
Que coisa feia! Prometi e não cumpri!!! Sera que estas promessas foram frutos dos bons exemplos de Brasilia? Ai, melhor abafar o caso e não comentar nada não e mesmo?
Bem, para iniciar a nossa viagem e brindar ao nosso retorno, conto que ontem foi uma data muito importante. Há 6 anos atrás eu ganhava o presente mais precioso de minha vida. Estou falando do meu filho Gianluca. Gianluca nasceu no dia 15 de marco de 2004 e ontem completou seus mais puros e doces 6 aninhos. Ai que saudades dos meus 6 anos. Tudo bem que foi bem nesta fase que eu recomeçava uma nova vida, pois foi aos 5 anos que perdi a visão e não mais encontrei, acreditam?
Gracas a Deus que esta fase de sua vida não foi marcada por nenhum fato tão relevante.
Parece que foi ontem que eu dava entrada no hospital para dar a luz a um ser tão especial e hoje com 6 anos completos inicia na primeira serie da escola primaria.
Depois farei um post somente para abordar este tema da escola, como fazemos para acompanhar os filhos em suas lições sem enxergar, como e a comunicação na escola quando se trata de agendas, enfim, em breve alguns fatos interessantes...
Agora diante minha promessa onde estou com a Mao direita erguida e dizendo: “Eu prometo que não mais ficarei tanto tempo longe deste espaco tao querido. Pode ser que não conseguirei postar todos os dias, mas pelo menos uma vez na semana virei aqui e contarei os fatos desta vida tão cheia de surpresas tanto quanto uma caixinha lacrada”.
Um forte abraço e em breve noticias e mais noticias...
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COMENTÁRIOS:
17/3/2010 Comentário enviado por: Pryscyla
Ate que enfim deu o ar da graca. Ve se conta todas os fatos e fofocas desta sua vida maravilhosa. bjs
17/3/2010 Comentário enviado por: Luiz Eduardo
Uau! Ela voltou!!!
beijos.
18/3/2010 Comentário enviado por: Andrea Moreno
ohhhh Ju, não adianta vc erguer a mão direita fazendo promessas e fazer figa com a outra mão....kkkk.... Vamos, Vamos põe os causo aí !!! Beijos
E aqui vamos nós...
Novamente um espaço grande se fez desde o ultimo texto. Tantas coisas aconteceram... Mas aqui vamos nós tentar atualizar um pouquinho do que foi tudo isto.
Mês dos namorados, clima romântico.... Hum..... Coração batendo.... Mas queridos, este não foi o som do meu coração, pois passei por uma fase tumultuada, onde perdi alguns entes queridos. Vejam vocês que em menos de uma semana dois tios queridos se foram e com eles uma parte do meu coração...
Aprendi com esta fase tumultuada que temos uma única certeza: a morte.
A morte é algo que não gostamos de encarar como uma realidade, porém, mais dia ou menos dia ela nos visita. Seja por meio de uma perda de um ente ou até mesmo quando virá nos visitar.
Engraçado como inconscientemente pensamos que somos imortais. É como se só os outros morressem e apesar de saber que um dia tamb’em teremos o mesmo fim, este dia nunca fosse chegar...
Não vejo a morte somente como um rito de passagem desta vida para algo que desconhecemos o que seja, mas também como uma transformação interna de momentos atribulados que passamos por esta vida....
Aproveito o espaço para deixar minha singela homenagem a estes dois seres que certamente brilhará de onde estiverem...
Abaixo um texto que julgo muito verdadeiro. Vejam que analogia o autor faz de uma viagem de trem a nossa vida.
Abraços e até o próximo post que prometo não demorar... Já tenho umas coleções de coisas para contar...
O nosso trem
A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis, surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques.
Quando nascemos, entramos nesse magnífico trem e nos deparamos com algumas pessoas, que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco, nossos pais. Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Isso porem não nos impedirá que durante o percurso pessoas que se tornarão muito especiais para nós embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis!
Muitas pessoas embarcaram nesse trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularão por ele prontas a ajudar quem precise.
Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas, outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém se quer percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separado deles, só que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro. No entanto, infelizmente jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele assento.
Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais retornos. Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor, lembrando sempre quem algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender, porque provavelmente também fraquejaremos e com certeza haverá alguém que
nos acudirá com seu carinho e sua atenção.
O grande mistério afinal é que nunca saberemos em parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades. Acredito que sim, me separar de muitos amigos que fiz será no mínimo doloroso, mas me agarro na esperança quem em algum momento estarei na estação principal e com grande emoção os verei novamente.
Estarão com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram e o que me deixará mais feliz será ter a certeza de que de alguma forma eu fui uma grande colaboradora
para que ela tenha crescido e se tornado valiosa. Gente façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que quando chegar a hora de desembarcarmos o nosso lugar vazio traga saudades e boas lembranças para aqueles que prosseguirem a viagem.
Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida a nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se presente e tem a duração do instante que passa...
Mário Quintana
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23/7/2009 Comentário enviado por: Andréa Moreno
Amiga, vc não pode demorar para postar, sinto falta de ler as suas artes em todos os sentidos. Beijo na bochecha.
Atendimento de pessoas com deficiência
Queridos leitores, hoje tenho o prazer de apresentar para vocês uma pessoa muito especial. Carolina é o seu nome, mas a chamamos carinhosamente de Carol. Carol além de ser minha amiga, também é minha companheira de trabalho.
Na última segunda-feira, passamos por uma situação totalmente desnecessária se não fosse o despreparo e a falta de vontade de duas pessoas em saber lidar com o público.
Abaixo um artigo escrito por ela e que ilustra bem o que estou afirmando.
Vejam se é exagero de nossa parte.
***
Artigo da Carol
Quando falamos sobre o atendimento de pessoas com deficiência no Brasil, enfrentamos o preconceito e a discriminação da sociedade em relação a estes clientes, cujas necessidades e limitações são desconhecidas.
Escrevo sobre isso para relatar um acontecimento, inexplicável e incompreensível que aconteceu comigo que utilizo cadeira de rodas e com a Jucilene, uma consultora que trabalha na Movimento Incluir, ela é cega e utiliza um cão guia.
Estivemos em um evento no centro da cidade do Rio de Janeiro: I Seminário de inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, na última segunda feira dia 11 de maio de 2009.
O evento muito bem organizado e rico em informações sobre o tema, com a participação de palestrantes representantes de consultorias, instituições e órgãos públicos.
Após passarmos um dia inteiro ouvindo pessoas sensibilizadas, que entendem de inclusão e sonhando com atitudes inclusivas da sociedade, nos encaminhamos para nosso retorno a São Paulo.
Não demorou nada para acordarmos do nosso sonho! Em baixo do prédio da FIRJAN local onde aconteceu o evento, nos direcionamos a um ponto de taxi para irmos para o aeroporto do Galeão.
O primeiro taxi da fila era uma motorista mulher, quando nos aproximamos já foi logo dizendo: “aqui não cabe uma cadeira de rodas”, rebati dizendo que cabia, afinal a cadeira é minha e sei bem onde ela cabe. Ela respondeu de pronto abrindo o porta malas: “aqui tem gás, queridinha, não cabe!” Respondi: “cabe sim, mas se você não quer nos levar, vamos no outro”.
O outro taxi, um carro maior disse: “não levo o cachorro!” Respondemos: “mas meu senhor é Lei!” e a Jucilene já estava pegando a carteirinha do Charlie (o cão guia dela) para provar que não se tratava de cão doméstico e que existe a Lei 11.126/05 que obriga o acesso dela com ele em todos os locais.
Ele então aceitou levar, mas quando fui entrar no carro, o motorista estava com a cara tão feia e emburrada que resolvemos não entrar. Não somos obrigadas a aceitar destratos, somos? O que fazemos quando um restaurante não nos atende bem? Ou um Hotel, sei lá! Não voltamos, certo?! Então resolvemos procurar algum taxista que quisesse nos levar.
Começamos a tumultuar: “alguém quer nos levar? Vamos para o aeroporto do Galeão, mas queremos ser bem atendidas! Alguém pode nos ajudar? Alguém quer trabalhar?”
Daí, um taxista muito simpático abriu a porta do seu carro nos atendendo inicialmente todo sem graça. Pedindo mil desculpas e dizendo que as pessoas são muito mal educadas e etc.
Por fim fomos para o aeroporto conversando o caminho todo, levamos o cartão do Sr. Odir, o gentil taxista carioca, pois temos mais duas idas ao Rio marcadas para os próximos dois meses. O Sr. Odil se despediu de nós dizendo: “ganhei a corrida e a oportunidade de conhecer vocês!”
Pelo menos alguns nos valorizam, né?!
Carolina Ignarra
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15/5/2009 Comentário enviado por: Andréa Moreno
Desculpe meus amigos e minha amiga JU, mas preciso falar uma coisa.... Que povim FDP.
Falta de informação uma ova !!!!
Não precisamos ser bem informados quando nitidamente estamos vendo pessoas com maiores necessidades. Pra finalizar, deficientes são eles !!!!!
16/5/2009 Comentário enviado por: Leandro Kdeira
Lamentavel acontecimento esse hen.Infelizmente acontece muito no nosso dia a dia,um exemplo clásscio e qdo um cadeirante vai pegar ônibus e o motorista qdo nos avista de longe,ja muda a fisionomia.Bjos!!
25/5/2009 Comentário enviado por: Roberval
seria bom divulgar o cel deste taxista para que outros tenham esta opção em caso de viagem ao RJ. Parabéns a ele e a vocês.
Milho ou ervilha?
Foi conversando com um amigo meu que descobri que mudamos de endereço, mas passamos pelos mesmos perrengues.
Eu adoro cozinhar, fazer tortas salgadas então, nem me fale. É claro que faz um tempo que não ponho meus dotes culinários pra fora fazendo alguma goluseima, mas quando o espírito da dona Benta baixa o negócio é correr para a cozinha e preparar aqueles quitutes. Hum! Que delícia está torta de frango com milho. Xiiiiiiiii!!!! Milho ou ervilha? Não sei, ó dúvida cruel! Gente, vocês já perceberam que ambas as embalagens são bem parecidas? Para tentar descobrir o conteúdo daquelas latinhas ou caixinhas, normalmente utilizo a técnica de balançar e ouvindo o que tem dentro, às vezes consigo saber o que o que é o que. Acontece que nem sempre é possível acertar. O barulho é bem parecido, o peso muito igual! E aí, o que fazer nesta hora? Minha gente, não tem muito o que fazer não! O negócio é apelar para a vizinha, o porteiro ou então se aventurar a brincar de minha mãe mandou eu escolher esta daqui....
Seria cômico se não fosse trágico. Meu amigo me contou que num passado não tão recente, utilizava do recurso de ir até o porteiro para saber se o que tinha em suas mãos era milho ou ervilha. Foi então que se deu conta de que podia fazer melhor! Iria se valer da tecnologia para saber quais produtos tinha em suas mãos. Num dia, cansado de descer até a portaria e perguntar os produtos e após chegar em casa acabar se confundindo por ter de pegar a chave para abrir a porta, segurar as latas e ufa/! O que será que é este aqui? Caramba!!! Perdi!!!Não sei o que é, resolveu comprar uma web kam e toda vez que tinha dúvidas, sembora para o MSN ver quem está online e dali mostrar a embalagem e ver que lata tinha nas mãos ou qualquer outra coisa de difícil identificação. Hoje temos muitas embalagens com a escrita Braille, mas ainda é pouco diante a infinidade de produtos que temos no mercado.
Adorei a ideia do meu amigo e confesso nunca ter pensado na alternativa.
Agora vamos combinar que não precisaria de tudo isto se as pessoas começassem a pensar mais no outro. Não posso dizer que é algo difícil a ser feito, porque como já falei, tem muitas marcas que já tem este recurso do Braille. Então se elas conseguiram, logo as outras marcas também conseguem, basta um pouco de boa vontade em querer se adaptar, afinal de contas somos consumidores!!!
Mas, como sempre digo, sou otimista e um dia chegaremos lá...
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16/11/2009 Comentário enviado por: Márcio Lacerda
Oi,princesa, gostei dessa idéia do seu amigo. Confesso que já havia pensado nela. Porém, ainda preciso aprender a usar minha webcam para pô-la em prática. A propósito, não sei se você se lembra, mas pelo menos as garrafas de água mineral com e sem gás consigo distinguir, já que a com gás é dura, devido ao gás. Parece besteira, mas não é. Aprendi essa com um garson de um hotel em João Pessoa. Curioso é que um amigo com quem dividia o quarto, reflexivo, proferiu: lamentável que não houvéssemos nos atentado pra isso, sendo necessário que alguém que enxerga nos prestasse esse esclarecimento. Felizmente, por outro lado, há pessoas que, mesmo sem deficiência, percebem detalhes, aparentemente insignificantes, mas que nos quebram o maior galho...
Beijão, minha linda.
11/5/2010 Comentário enviado por: Marília
Nossa hein? Que difícil... não tinha parado pra pensar sobre esses dois itens... mas acho que todos os deficientes visuais deveriam ligar para o SAC destas empresas e reclamar sobre isso... quem sabe eles não atendem os pedidos?! = /
Bjos Ju!!
Pequenos stress
Oi gente!!
Faz tempo né?Eu sei que demorei e depois de um longo e tenebroso outono, aqui estou para recomeçar a escrever.
Estive meio desanimadinha sabem, mas me mostraram que estão sentindo falta dos meus escritos. Longe de mim ser pretenciosa, mas talvez uma injeção de ânimo se fez necessário para que eu voltasse a falar de alguns assuntos que fazem a diferença.
Hoje vamos falar sobre alguns pequenos stress. É muito difícil conseguir achar um ponto de equilíbrio, mas a gente como não desiste nunca, tentamos sempre buscar este tal negócio equilibrado. Falando especificamente da deficiência visual, até porque é a deficiência que vivo literalmente na pele,
Vou contar uns episódios que seriam cômicos se não fossem trágicos.
Outro dia sentada na mesa de um café, partilhava alguns causos com umas amigas e foi quando me dei conta que passamos as mesmas situações.
Enquanto contávamos, dávamos muita risada, mas o fato é que no momento do ocorrido, tudo o que nos veio foi muita irritação e talvez possamos ter passado uma imagem de maleducadas, não somos pessoas que aceitamos ajuda e por aí vai.Acontece que muitas vezes quando alguém vem nos ajudar, na maioria das vezes elas ignoram que desejamos realmente receber aquela ajuda e imediatamente se interferem nos atrapalhando no percurso em que estamos fazendo.
Os convido a visualizarem a seguinte cena:
Estava eu descendo a escada do metrô quando uma senhora, (imagino eu que muito bem intencionada), agarra o meu braço e logo me irrito, afinal, não sei quem ela é. Eu viro e lhe digo que por favor solte o meu braço. Eu estava indo com o meu cachorro e não precisaria de ajuda. Ela se mosttrou muito mais irritada e me respondeu dizendo que ela estava me ajudando e eu não queria. Então fiquei muito mais nervosa, porque eu não havia lhe pedido nada, logo, não sou obrigada a aceitar... Daí lhe disse que não queria ajuda alguma, eu estava muito bem e não gostava de ser agarrada da maneira que fui. Entrei no metrô e me acomodei no banco que tinha disponível. Mas, antes que eu pudesse sentar e me acomodar de fato, uma outra senhora veio e pegou a guia do Charlie na mão como seu tivesse dito para que pegasse e me ajudasse enquanto eu me sentava. Não tive dúvidas, eu estava tão stressada, mas tão stressada pelas interferências que arranquei a guia de suas mãoes e nem gastei o meu tempo explicando algo. Apenas demonstrei que não gostei e que reprovava aquela atitude de invadir o meu espaço e ainda mais puxando o meu cachorro.
Também tem aqueles que acham que sabem onde a gente vai.
Uma das minhas amigas que compunha a mesa do café, contou que certa vez se encaminhava para o hospital para visitar o seu pai quando levou o tremendo sussto ao ouvir de longe uma moça correr em sua direção feito louca gritando: “para! Para!” Minha amiga logo parou assustada. Nossa, será que meu cachorro está me levando para um precipício? – pensou ela, mas quando a moça bem intencionada se aproximou disse toda aflita: “ele estava te levando para o o hospital”! E ficou com cara de pateta quando soube que era para lá mesmo que ela iria.
Estão vendo que tudo isto poderia ter sido evitado se ela tivesse tido um mínimo de sensibilidade para chegar perto dela e perguntar simplesmente se desejaria ajuda ou se tudo bem apenas seguir com o o seu cachorro? Pois bem queridos, o fato é que menos nos perguntam e agem achando que estão fazendo o maior bem do mundo. Talvez eu pareça uma pessoa que não agradeça o que fazem por mim, mas se for para ser ajudada desta maneira, desculpem-me mas dispenso toda e qualquer ajuda. Prefiro não ser grosseira e ainda esttragar parte do meu dia com indisposições desnecessárias. Para compreender melhor o que estou falando, se ponham no lugar, mesmo sem deficiência e pensem como agiria se viesse uma pessoa e começasse a te puxar pelo braço sem ao menos perguntar o que você deseja, se quer ser ajudado. Isto sim é que é uma tremenda falta de educação, grosseria total.
No calor dos acontecimentos reagimos diante a uma ação e nem paramos para pensar que podemos contornar da melhor forma possível, porém, muitas vezes aquele fato já é a milésima vez que ocorreu. Sempre ouço a frase “ninguém sabe nada. Eles não estão acostumados”... E eu? Eu também posso não saber? Também posso não estar acostumada? E se eu fosse uma cega que perdeu a visão recentemente?
Então uma dica é tentar entender os dois lados, mas já aviso que é complicado. A seres humanos, uma máquina difícil de compreender.
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Coisas que eu sei...
Coisas que eu sei...
Ultimamente tenho andado na contramão, realizando coisas que achava impossíveis e hoje vejo que além de possíveis, fazem parte de minha vida.
Como diz numa música antiga que o Raul Seixas gravou, “Esta metamorfose ambulante”...
Não me queixo, não me sinto infeliz. Vivo um dia de cada vez e me permito a emoções fortes e fracas, venha como vier.
Abaixo letra de uma cantora que gosto muito e sinceramente penso que mesmo sem me conhecer, esta música poderia ter sido perfeitamente dirigida a mim.
Me identifico muito e coisas que eu sei...
Coisas Que Eu Sei
Danni Carlos
Composição: Dudu Falcão
Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...
Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...
Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...
As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Eu sei!
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Nem um dia
Nem um dia
Composição: Djavan
Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide.
Longe da felicidade e todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores
Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você
E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris.
Gosto muito de músicas. Para mim músicas são como grandes baús que abrem tampas com várias histórias cheias de sentimentos, sensações que nos faz viajar por cada acorde.
HojeAo acordar, não encontrei um lindo dia de sol, mas sim um dia em que me fez vir aqui e compartilhar algunspensamentos, letra de músicas e viajar pelas palavras.
O dia está nublado. Me convida a fazer reflexões, repassar a vida que tenho atualmente, agradecer pelos grandes amigos que tenho e chegar que apesar dos atropelos, sou muito feliz.
Escolhi a letra acima por descrever muito do meu estado de espírito hoje (segunda-feira, 6/04/2009).
Agora deixarei por fim uma outra letra que também gosto muito e fala um pouco sobre os sentimentos da Ju.
Oceano
Djavan
Composição: Djavan
Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão,
Dava prá ver o tempo ruir
Cadê você?
Que solidão!
Esquecera de mim?
Enfim,
De tudo o que
Há na terra
Não há nada em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...
Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor...
Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
E esqueço que amar
É quase uma dor...
Só sei viver
Se for por você!
Que bom que existem as músicas para traduzir nossos sentimentos.
Escolhi neste nmomento as que me atendem nesta manhã de garoa e vento gelado.
Abraços..
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SALVE-SE QUEM PUDER!!!
Oi gente, apesar do título do meu post, vou aproveitar para contar que este final de semana conheci um blog muito legal!!! Aliás, legal não, muito bacana e divertidíssimo!!!
Para quem não conhece, dê uma passadinha no http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br
Façam uma visitinha e vejam que o cara é show!! De maneira divertida e linguagem simples, transmite para nós que estamos do lado de cá uma fidelidade namensagem que deseja passar!
Bem, mas como eu ia contar para vocês, hoje passei por uma experiência, que não foi das melhores!!! Como já sabem, estou trabalhando numa consultoria de inclusão HTTP://www.movimentoincluir.com.br e hoje foi mais um dia de treinamento numa empresa.
Então os convido a visualizarem as seguintes cenas. 5:35 E O relógio toca. Ai que preguiça. Penso um pouco sobre as atividades do dia, dou uma esticada, viro para um lado para o outro e não tem jeito, tenho que levantar.
Ok, abro o guarda-roupa, pego uma blusa, fico em dúvida quanto sua cor e então escolho uma calça preta, porque pelo menos se for uma cor que não combine com marron por exemplo, não fica tão esdrúxulo.
Em seguida vou para o chuveiro e tomo aquele banho, hum que delícia tomar banho logo pela manhã.
Faço minhas rotinas com o Charlie como dar comida, levar para fazer suas necessidades e lá vamos nós tentar pegar um ônibus que nos caiba.
Dou sinal para a primeira lotação e nada. Passa direto. “Ai que raiva, de adiantada, vou ficar atrasada”...
Passa a segunda e de novo nem faz mensão de parar, deve ter gente até pelo teto, não é possível!!!!
Quando estou quase desanimada, achando que vou chegar na hora do almoço no treinamento, rsrs, vem um ônibus generoso lotado, mas como coração de mãe, coube mais um, ops, quer dizer, mais 2, Charlie e eu.
Sentada naquele banquinho da frente que mal dava para encaixar minhas pernas, tive de dar um jeito que coubesse pelo menos a pata do Charlie. Aperta daqui, aperta dali e ufa!!! Estamos chegando no local que quem sabe podemos pegar um outro menos cheio. Eu poderia continuar o caminho e descer na estação de metrô, mas dadas as condições precárias em que nos encontrávamos, era melhor descer pelo caminho e tentar um menos cheio. Dito e feito, descemos e pegamos um beeeeeeem mais vazio. Milagre!!!
Finalmente chegamos na estação e agora eu já saberia que seria um Deus nos acuda para entrar no metrô. Fui para a ponta da estação, porque diz a lenda que o primeiro vagão é destinado para pessoas com deficiência, gestantes e idosos, mas diz a lenda mesmo, porque se for assim, nooooooooossa, como tem gente nestas condições, Né?
O vagão é megalotado e para conseguirmos uma vaguinha normalmente temos que esperar por vários metrôs até que venha um decente.
Desta vez eu não podia esperar, se tivesse um espacinho para colocar as nossas patas, tentaríamos nos infiltrar, hehehe.
E assim foi feito. Veio o metrô e na primeira tentativa conseguimos. Vocês devem estar pensando: “Que sorte! Metrô vazio!” Ledo engano meus queridos, só tinha um espaço para nós mesmo. Nem eu acreditei que estava ali dividindo um mesmo espaço com alguns corpos. Quem disse que um mesmo espaço não pode ser dividido por vários corpos? Acho que esta Lei já está ultrapassada, rsrsrs...
Bem, mas enfim, chegamos na estação Sé.
Para descer não precisamos fazer muito esforço. Só foi deixar o corpo mole que o pessoal se encarregou do resto. Acho que até quem não queria descer ali estava sujeito a ficar por lá mesmo.
Enfim, mais uma etapa concluída e reta final!!!!
Encontro um amigo que é funcionário do metrô. Na verdade nos tornamos amigos da época em que eu utilizava bengala e os serviços dos funcionários para me levar até os destinos que eu desejasse. Ainda bem que não dependo mais, porque este assunto merece um post contando as horas de raiva por esta dependência.
Mas, voltando, falei com o amigo e ele me ensinou o caminho do elevador. Me disse que se eu o pegasse ficaria na plataforma central e para embarcar seria moleza. Eu logo aceitei, porque afinal, era minha chance de ganhar o tempo que havia perdido por esperar uma lotação menos lotada, rsrs.
Imaginei que ali estaria apenas eu ou mais alguém que de fato precisasse do meio para conseguir entrar com mais tranqüilidade na outra lata de sardinha. Porém, contudo, entretanto, todavia, não foi assim. Acho que de todos, só eu tinha deficiência e estava no direito de utilizar do bendito elevador.Ok, mas entre pensamentos e reivindicações, chegamos a plataforma indicada e logo veio um metrô!!! Noooossa! Que rápido!!!
Entrei e nem acredito! Um lugar bem vazio!!! De repente foi como se as porteiras do curral tivesse sido abertas. Sem que eu pudesse respirar e pensar em achar um lugar para se sentar, eis que Charlie corre sérios riscos de ficar para fora!!!
Pense num braço quase saindo do corpo. Seria cômico se não fosse trágico. Pessoas de todos os lados gritando que ali tinha uma pessoa com deficiência, para pararem de empurrar e nada... Até que uma pobre alma me puxa e finalmente nos encaixamos num banto e nos sentamos. Ufaaa! Que alívio. Daí uma senhora me diz a seguinte frase: “Eles tinham que estar em outro lugar, não aqui que é lotado”. – se referindo a mim - Aí gente não agüentei!!! Estava para explodir e então só respondi que não precisava de nada especial desde que as pessoas fossem educadas e mais conscientes...
Juro quetentei, mas não deu para segurar...
E entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Por mais que eu passei por momentos terríveis, não estraguei o meu dia. Afinal, dali poucos minutos eu contaria para algumas pessoas como era a vida de uma pessoa com deficiência. Tinha e tenho esperança de que sempre formamos agentes que multiplicarão o conhecimento e contribuirá para uma sociedade mais educada, um pouco melhor.
Gente, mas não posso deixar de contar que por um minuto me veio o pensamento de que seria ótimo que os nossos políticos e também algumas pessoas maleducadas pudesse utilizar os transportes no horário de pico sentado numa cadeira, utilizando uma bengala ou até mesmo um cão-guia. Fica aqui o convite, se alguém quiser se aventurar...
Abraços e tenho esperança de que um dia chegamos lá... Só não sei onde...
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Detalhes tão pequenos de uma mulher
Hei, alguém aí tem alguma solução para uma mulher instável e indecisa em sua vida?
Quero pedir a ajuda de vocês queridos leitores.
Era uma vez uma moça sonhadora. Esta moça sonhava em ter vários amigos, uma família linda, com filhos e um marido que a amasse muito.
Deus, em sua infinita bondade, ouvindo certo dia os seus pedidos,resolveu atender lhe dando um homem que a amava muito, um filho lindo cheio de saúde e ao seu redor muuuuuuuuuitos amigos.
Sua vida corria bem até que a primeira crise aconteceu. Veio a primeira, a segunda e muitas outras. Por ter encontrado o homem que muito a amava, sempre tentava lhe compreender em suas crises de transformações e instabilidades dentro do relacionamento. Por fim a mulher decidiu que o melhor era terminar com aquela angústia e cada um seguir seu destino. Agora de vida nova, caminho novo a seguir, tudo o que desejava era encontrar alguém que pudesse lhe aceitar, amar e compreender. Alguns dias, meses, anos se passaram até que novamente agraciada pela bondade do Criador, encontrou um novo amor. Tudo o que desejava.
Disfrutou de momentos maravilhosos, gargalhou as mais bobas das piadas e finalmente se convenceu de que agora sim achara o homem de sua vida.
É bem verdade que eram diferentes em vários aspectos, mas diz a lenda que os opostos se atraem, será?
Não sei, porque neste momento, um passarinho verde me contou que de novo momentos de instabilidade e turbulentos se aproxima.
Queridos, para que possamos ajudar esta moça indecisa, peço que me escrevam para juecharlie@bol.com.br ou deixem os seus comentários, afim de que eu possa escrever um texto revelando o resultado do público e esta pobre alma consiga finalmente se encontrar.
Mande os seus relatos, se por acaso conhecem algo parecido, ou até mesmo passam poresta situação. Deixei o e-mail porque se alguém não se sentir avontade, não revelarei nada.
Beijos e conto com vocês.
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Vôo TAM 3583
Muitos me perguntam como
faço quando viajo de avião com o Charlie.
Como para mim é algo comum, embarcamos e pronto, não havia me atentado de que este questionamento se tornava tão freqüente e curioso para quem nunca teve um contato de perto com cães-guias. Então para quem ainda tiver dúvidas, segue o exclarecimento.
Nós vamos na cabine da aeronave sem ter que colocá-lo dentro daquelas caixas horrorosas.
É isto mesmo. Charlie, e qualquer cão-guia embarca igualmente a nós passageiros humanos. Todos ficam encantados, afinal, não é todo dia que um cão pra lá de especial viaja dentro da cabine.
Se o vôo não tiver lotado, a tripulação procura deixar os acentos ao lado desocupados, desta forma os nossos peludos tem mais comudidade para deitar no chão bem perto dos nossos pés. Eu normalmente gosto de ficar do lado da janela, pois desta maneira o príncipe se acomoda melhor ainda usando a parede do avião como encosto.
Quando esta façanha não é possível, temos alguns vizinhos babões que fazem de tudo para puxar assunto e saber um pouco mais sobre o lindo trabalho desenvolvido por eles. É comum trocarmoscontatos, pois ficam tão interessados que por vezes passo o endereço do blog para que fiquem por dentro de nossas notícias.
Além de todas estas comodidades, também temos direito de ir nas primeiras fileiras. Tem mais espaço.
Outra pergunta frequente é se pagamos a passagem do cão. Não. Não pagamos nada, porque se trata de um cão de serviço e não de estimação. Não significa que não o estimamos, mas neste caso, ele tem um papel muito diferente dos outros cães.
Na hora em que passamos no raio x, coloco tudo que tenho de bagagem nas bandejas e passamos juntos. Sempre apita, porque em seu equipamento está cheio de metal. Antes ficava ressabiada, pois imaginava vários olhares curiosos. Hoje é bem tranqüilo. Acho divertido passar e ouvir o alarme.
Mas se pensam que passamos fácil desta, ledo engano, porque mesmo após termos atravessado temos de esperar para a inspeção manual. As reações por parte dos funcionários do aeroporto são variadas. Tem desde os que querem brincar até os que morrem de medo!!! E olha que ele tem uma carinha convidativa a receber muitos carinhos!!!
Agora uma dica para quem tem um amigo de quatro patas como o meu e que também fica apreensivo durante o percurso.
Apesar das nossas idas e vindas,
Charlie fica muito agitado no pouso e decolagem. Imagino que isto se deva ao fato do ouvido sofrer algumas alterações a medida que mudamos de altitude. Quando retornamos no vôo 3583 da TAM, resolvi testar uma nova estratégia. Ofereci alguns biscoitos para ele. Acreditei que fazendo isto
o ouvido dele não faria tanto zumbido e ele ficaria mais calmo. E não é que funcionou? Durante todo o trajeto ele ficou quietinho e sossegado. Como é que não fiz isto antes? Por isso que digo que nesta vida estamos sempre aprendendo e que a cada dia uma nova experiência acontece.
Desta vez a apreensão ficou por minha conta. Fiquei extremamente tensa porque passamos por uma zona de instabilidade e o aparelho chacoalhava muito. Nunca havia passado nada igual. A comissária chegou a anunciar pelos autofalantes que devíamos permanecer em nossos acentos com os cintos afivelados porque aquela era uma zona de instabilidade. Minha mão suava, não via a hora de chegar. Leio muito sobre desastres aéreos e não tem como não ficar impressionada. Mas, logo passou e tudo voltou ao normal. Nem mesmo com todo o meu pânico e tantos chacoalhos Charlie se abalou. Dormia profundamente com direitos a suspiros e tudo.
Desta vez viajava ao nosso lado uma moça muito tranqüila que procurou me transmitir muita calma enquanto tudo parecia que ia cair.
Finalmente o comandante veio até o microfone dizer que tudo estava tranqüilo e que em pouco tempo chegaríamos ao nosso destino.
Meu coração desacelerou, mas queria sentir que estava em terra firme.
Logo o pouso foi anunciado e para minha tranqüilidade, chegamos sãos e salvos.
Ainda de quebra reencontrei um colega que trabalha no mesmo prédio que eu trabalhei e enquanto as pessoas desembarcavam, ficamos conversando até que todos desceram e saímos sem tantos tumultos.
Ufa!!!! Ainda bem que não passou de um grande susto e aqui estamos nós contando todos estes fatos!!!
Beijos e lambeijocas do príncipe viajante...
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E ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE
Por que será que esiste o preconceito?
Alguém sabe me dizer? Baseado em que temos determinados comportamentos discriminando pessoas que julgamos inferiores a nós e disserminando inverdades sobre elas?
Não tenho o objetivo de passar uma idéia de muro de lamentações, mas contar um pouco de como é do lado de cá.
No post anterior, contei que mudei de rota profissional, mas não expliquei muito bem no que consiste esta mudança.
Antes trabalhava numa grande empresa, hoje faço parte de uma consultoria que promove a inclusão dentro do ambiente corporativo, trazendo reflexões a cerca da diferença, orientando na acessibilidade do espaço físico, entre outras atividades.
Emtão pouco tempo neste ramo de atividade, pude notar o quanto as pessoas ainda são resistentes a mudanças e não só isto, morrem de medo do desconhecido.
Se pudesse desenhar a minha vivência, traçar passo a passo do meu dia-a-dia, imagino que nestas linhas não mudaria praticamente nada diante o desenho de uma pessoa que não tem deficiência, não deixando de levar em conta a nossa limitação.
Compreendo perfeitamente a dificuldade daqueles que nunca tiveram a oportunidade de conviver com uma pessoa cega, que utilize cadeiras de rodas para se locomover, ou até mesmo que tenha outro tipo de deficiência, mas sinceramente, ainda não consigo entender o que leva uma pessoa a não conhecer pelo menos a respeito para ter um certo embasamento sobre o assunto. É fato que mesmo com milhares de treinamentos, exclarecimentos, é muito difícil atingir a raíz do preconceito. Lógicamente que levamos em conta os fatores como educação familiar, escolar, meio em que viveu para então chegarmos no indivíduo de hoje que tem uma grande barreira e resistência para conhecer algo que é diferente do seu universo.
Não posso negar que fico extremamente insatisfeita e por vezes nervosa quando noto uma resistência muito grande por parte do profissional de determinada empresa que não quer aceitar em seu quadro de funcionários uma pessoa que tem esta ou aquela deficiência, alegando não ter o preparo necessário para recebê-los.
Esta semana estive numa empresa e a moça que ouvia a nossa proposta nos disse que ali nunca havia trabalhado uma pessoa cega. Então endagamos o porquê e tal como eu imaginava, por puro desconhecimento. Nos contou que para aceitar uma pessoa cega eles deveriam adaptar um monte de coisas e quando envestigamos a fundo, descobrimos que a tal das adaptações se resumia a compra de um softwer.
Vejam que simples queridos leitores. Não estou aqui para crucificar esta moça, mas pensem que faltou criar possibilidades.
Outro dia, conversando com a minha amiga, (a que está junto nesta empreitada de empregabilidade), me contou que tem um banco que se não o primeiro, um dos primeros a empregar pessoas com síndrome de down.Vejam bem, se eles não criassem alternativas, jamais teriam a chance de conhecer estes profissionais. Não falo isto porque eles tem a síndrome, mas sim porque são profissionais tão capazes quanto.
Resolvi escrever algo voltado para este tema, pois percebo que é muito difícil de “enfiar” nas cabeças das pessoas que ter uma deficiência não é sinônimo de incapacidade, não eficiência.
Hoje até abordei esta questão com uma das gestoras que fechava alguns perfis de vagas. Ela se quixava justamente dos outros gestores que resistiam a contratação destes profissionais.Então lhe disse que talvez o grande problema estava porque alguns deles ainda pensam que contratar uma pessoa com deficiência, terá de contratar mais uma para dar conta do recado. Não compreenderam que neste momento acabam de integrar a sua equipe a mais um profissional competente independente de ter ou não deficiência
física, sensorial ou intelectual.
Mas, entretanto, todavia, eu ainda acredito em mudanças...
E assim caminha a humanidade.
Abraços inclusivos e esperançosos...
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Voltei!!
Olá queridos leitores, finalmente depois de um mlongo e tenebroso inverno voltei!!!! Por favor queiram nos perdoar pelo sumisso, mas contarei tudo a seguir e tenho certeza de que serei compreendida!!!
Este ano para mim já começou com muitos desafios, escolhas para fazer, caminhos novos parapercorrer. Há duas semanas abri mão do meu emprego antigo para abraçar novos desafios e adivinham? Estou adorando!
Há algum tempo acalentava o sonho de trabalhar com inclusão das pessoas com deficiência nas empresas. Fazer treinamentos de sensibilização entre os funcionários e dismitificar vários conceitos que impede que a contratação aconteça.
Pois bem, saí da empresa onde trabalhava no dia 6 com o projeto na cabeça, mas ainda nenhum lugar definido para colocá-lo em prática. Acreditava que algo de muito bom estaria para acontecer, e realmente aconteceu!!! Na semana seguinte uma amiga marcou uma reunião comigo e o resultado é que agora trabalhamos juntas na realização deste sonho. Ela já tinha a consultoria, já fazia os trabalhos que eu desejava e então, desde a semana de nossa reunião, começamos a trabalhar juntas! Não é o máximo?! Eu sabia que não estaria desamparada, algo aconteceria conforme havia dito para vocês no começo.
Agora tudo o que tenho a dizer é que estou muito feliz e que tenho mais ainda para contar para vocês. Talvez eu não escreva com tanta freqüência de antes, mas com certeza pelo menos a cada 2 dias. Com todas as nossas visitas, entre idas e vindas passarei aqui e contarei um fato novo. Já tenho alguns, mas estes ficarão para o próximo post, prometo!
Espero que não suma deste espaço também, pois não os abandonarei, apenas estava colocando a vida em ordem, para vir aqui e contar com riqueza de detalhes o meu novo momento, minha nova experiência de trabalho.
Abraços e até a próxima!!
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O grande dia!!!
O grande dia!!!
E finalmente chegou o grande dia!!!!
Segunda-feira, 15/03/2004, acordei pela manhã e tinha alguns exames para realizar.
Havia estado no consultório da minha médica na quinta anterior e como se aproximava a data e nada do mocinho mostrar sinais, ela me pediu dois exames para certificar que estava tudo bem e na semana seguinte voltaria em seu consultório e do dia 20 de março não passava, marcamos ali mesmo a cesária para garantir.
Mas agora voltando ao dia 15, acordei bem cedo e lá fui eu com a avó paterna do gian para o laboratório realizar os exames.
Após pegar o resultado, fui informada de que deveria passar os exames para a Dra. Avaliar, porque o líquido estava baixo e se ela achasse que já era a hora, eu deveria me preparar. Passamos o fax e qual não é a minha surpresa quando recebo a notícia que deveria ir para casa,, tomar um banho e pegar nossas malinhas e seguir rumo ao hospital.
Confesso que o coração disparou. Foi um misto de emoção com medo, mas enfim, já estava no caminho para finalmente sentir em meus braços aquele que a 9 meses ocupava minha barriga e dava sinais de que estava ali com seus chutes e entradas por debaixo das minhas costelas.
Liguei para o pai dele e no caminho o pegamos para juntos irmos conhecer o nosso filhote.
Nenhum sinal de dor nem contração. Tudo parecia normal.
Chegamos no hospital por volta das 15:00 e enquanto fazia a ficha, o coração mais acelerado ainda. Pronto, já estava mais perto do que nunca. Entrei para sala de pré-parto e comecei a responder ao questionário, mas tudo o que desejava era subir logo para a sala de parto. Eu não tinha nada de dilatação. Para não dizer que não tinha nada, tive apenas um dedo. Para que o parto fosse normal, eu teria de ter 10 dedos e então, sem chances, ainda mais com o líquido baixo, não poderia vacilar.
Me conduziram até a sala cirúrgica e comecei a chorar. Era muita emoção para uma só pessoa. Todos me desejavam boa sorte, que não era para chorar, ia dar tudo certo e lá fui eu, quer dizer, lá fomos nós.
Tudo pronto, eu na mesa cirúrgica e na sala um som ambiente com músicas calmas e o anestesista me contando todos os seus passos. Me dizia que preparava a anestesia, que iria me aplicar e que eu sentiria uma dormência apenas da cintura pra baixo e que logo estaria tudo bem e meu filho em meus braços.
O pai do Gian esteve o tempo todo ao meu lado. Segurava a minha mão, falávmos de futebol, que ele torceria para o São Paulo e o pai dizendo que não, que seu filho seria santista e bla, bla, bla, quando de repente: “gente vai nascer”! Este foi o grito da médica que logo deu lugar para um chorinho alto e forte!!!!
Eu só senti uma pressão forte em minha barriga e meu Deus!!! Finalmente meu filho!!!!!
Até hoje quando paro para relembrar, tenho a nítida sensação de sentir o seu frágil corpinho em meus braços e o seu choro que ecoava por toda a sala. Gente, foi lindo, foi maravilhoso a sensação de ser mãe. Não poderia vê-lo é bem verdade, mas poderia tocá-lo, sentir seus bracinhos, perninhas, cabeça, enfim, ouvir sua respiração, ver de muitas outras maneiras.
O papai aproximou o seu rosto do dele e disse que éramos nós, os seus pais... Ele deu uma pausa na gritaria e logo retomou.
Passados alguns minutos, ele foi para a UTI nelnatal e eu para a sala de recumperação. Nem preciso dizer que não via a hora de estar com ele novamente e ouvir seus sons.
Me contaram que ele estava quietinho, que um semblante muito calmo havia instalado em sua face e nem se parecia com aquele chorão do momento do nascimento.
E esta foi a entrada do meu príncipe Gian num mundo totalmente maluco.... Gianluca era o nome do novo habitante deste planeta que chegou com 3,125 kg e medindo 48 cm.
Logo mais postarei fotos para que conheçam a carinha deste menino que só preenche a minha vida de muita felicidade!!!
Abraços de uma mãe baboooooooooooooona!!!
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Momento ultrasom
E finalmente saberíamos se iríamos ter um príncipe ou uma princesa.
Aos 4 meses de gestação marcamos o ultrasom que podia revelar o sexo do baby.
Pais babões, chamamos um casal de amigos para nos acompanhar neste dia que sem dúvida tinha um sabor especial.
Meu coração acelerado, a espectativa da revelação...
Entro na sala. Faço a preparação. Converso nervosamente com os meus acompanhantes. O médico entra.
Tum! Tum! Tum! Tum!!!!!
De repente começamos a ouvir um coraçãozinho pulsando fortemente!!!!
Quanta emoção!!! Seria ele valente cheio de coragem para vir a este mundo? Ou será que seria ela de personalidade forte mas frágil com seus encantos?
Então o médico interrompe o que era apenas o som daquele coraçãozinho forte e diz que vamos ter um menino!!!!
Quanta felicidade!!!!!
Queria sair dali correndo e contar para todos que seria mãe de um menino gigante!!!
Infelizmente não podia visualizar o rostinho do meu filho através da televisão, mas eu podia algo muito melhor. Podia senti-lo em minha barriga!!! Sentia seus chutinhos, suas viradas de lá e para cá. Entrar por debaixo de minhas costelas e me tirando o ar. Sentia seus pezinhos me empurrando e mais parecia que ia atravessar o meu estômago e sair pela boca.
Eu estava feliz. Todos ali estavam felizes. Um menino!!!!
Eu sou filha única e mal podia esperar para contar para os meus pais que um principezinho faria parte da família!!!
Antes de saber o sexo, tinha alguns nomes em mente. Se fosse menina, gostava de Beatriz, Bianca, mas o campeão era Nicole.
Quando o assunto era menino, ó! Que dúvida cruel!!!
Pensava em Patrick, Gustavo, Guilherme e tinha um nome em especial que me chamava a atenção.
Na adolescência uma amiga tinha um CD da cantora Deborah Blando cujo qual gostávamos muito. Este CD tinha uma música com uma letra maravilhosa. A música chamava-se Gianluca. Era um nome diferente e bonito ao mesmo tempo. Gostei. Um dia ela estava com preguiça de fazer lição e com muita dor no coração me deu o CD em troca de que lhe fizesse a tarefa. Aceitei de imediato, porque adorava aquele CD principalmente pela faixa 10, Gianluca.
Ouvi o Cd por muitas vezes e quando estava grávida, este era um dos nomes cogitados para colocar no mais novo príncipe.
Antes de saber o sexo, comentei com um colega italiano (que havia conhecido em um dos eventos do Grupo Terra), que desejava colocar Nicole se fosse menina e caso menino, ainda tinha uma dúvida entre os nomes que já citei acima e Gianluca. Bem, já podem imaginar a campanha que ele fez para que nós colocássemos Gianluca em se tratando de um menino.
E assim foi feito, por lembrar da música de adolescência e a opinião do amigo italiano, anunciamos para todos que dentro de 5 meses teríamos em nosso convívio um anjo que se chamaria Gianluca.
Abaixo letra da música da Deborah Blando. Sem dúvida que ela traduz tudo aquilo que sinto pelo meu filho.
Filho, és meu anjo, meu amor, parte de mim, minha vida.
Te amo!!!
Beijo grande da mamãe...
Gianluca (Letra).
type=text/javascript> src= http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js type=text/javascript>Gianluca meu anjo
Me guarda no teu pensamento
Te amo muito além do tempo
E nunca vou te deixar
Me leva no teu movimento
Na minha alma eu te acalento
E quando algum dodói te machucar
Chama o teu anjinho pra passar
Tu és a força do perdão
O dom da cura nas tuas mãos
Lembra que onde for que tu tocar
Faz com a tua pureza melhorar
Deus te trouxe um sonho bom
Nas ondas do teu coração
Gianluca golfinho azul
Teus olhos a luz mais brilhante
És dono de um poder gigante
Gianluca meu pássaro
Voa com teu sentimento
Com a força que vem lá de dentro
E toda vez que for soltar o ar
Pede pra tristeza te deixar
Que leve embora a solidão
Tu nunca és só na imensidão
Lembra que a tua alma quer lutar
Lembra, tu escolheu de vir pra cá
Tu és guerreiro do amor
Traz alegria aonde for
Abre as asas anjo azul
Traga a nós a tua luz
Gianluca te amo
Viaja no meu pensamento
Saudade voa pelo vento
E toda vez que duvidar
Confia na sabedoria
Divina força que te cria
E nunca vou te deixar
E toda vez que em mim pensar
Contigo sempre eu vou estar
Abre as asas anjo azul
Traga a nós a tua luz
Abre as asas anjo azul
Traga a nós a tua luz
(Deborah Blando)
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Gravidez parte dois
No post passado relatei como foi saber que seria mãe e os temores que tive.
Neste vou contar o durante...
Após me refazer do susto, tudo o que mais queria era sentir o meu filho em meus braços.
Enquanto isto não acontecia, até porque eu deveria ter de esperar por longos 9 meses, risos, fazia a preparação até o grande dia.
A cada dia que passava, sentia que meu corpo modificava. Não via a hora de poder sentir os chutinhos e ouvir os elogios de todos pela barriga enooooooorme.... Queria um barrigão, mas se soubesse que pesava tanto...
Na época em que estudava no IPC (Instituto de Cegos Padre Chico), fazia parte da grade curricular uma aula por nome educação para o lar. Nesta aula aprendíamos desde a fazer um curativo a cuidar de uma criança. Eu achava o máximo realizar estas atividades. Me imaginava cuidando de uma casa sozinha, fazendo comida, recebendo meus amigos, (adoooooooooooro receber visitas e preparar um generoso lanchinho, rsrsrsrs), enfim, me imaginava em diversas situações. Agora era real. Nada de aulas. Nada de fazer as atividades para ganhar nota e passar de ano. Agora seria eu comigo mesma. Será que daria conta? Teria sob minha responsabilidade uma criança e esta não seria como os bonecos da aula de educação para o lar. Seria uma criança de verdade, com fome, dores de barriga, nariz escorrendo, fraudas molhadas... Foi então que resolvi reciclar. Soube que na faculdade UNICID tinha uma professora que dava curso de gestante para pessoas com deficiência visual. Na verdade este curso não era específico de gestante, pois se parecia muito com a que tive no IPC, pois abrangia tudo de uma vida diária. Mas, como no meu caso eu já sabia fazer praticamente tudo, desde lavar, passar a cozinhar, precisava mesmo era de reciclar os cuidados a ter com um bebê. Fui aceita para fazer esta aula e lá fomos nós mergulhar no universo dos bebês.
Uma vez por semana eu freqüentava o curso e cada vez mais minha ansiedade crescia, junto com a minha barriga...
Certa vez voltava para casa, quando uma senhora me abordou na rua com o seguinte comentário:
“Noooossa! Mas você está grávida?! Como vai fazer para cuidar desta criança? Como isto foi acontecer?”
Preferi me calar, respirar para não dizer bobagem, mas que ela merecia uma resposta bem dada, a isto merecia. Mas, eu estava tão feliz com o meu filho que não valia apena discutir com uma pessoa que possívelmente não assimilaria a minha informação. Esistem pessoas que você explica horas e horas e quando pensa ter exclarecido algo, voltam e te perguntam a mesma coisa como se nem tivesse nem tocado no assunto. Então, para determinados casos, adoto o ditado de que “boca fechada não entra mosquito”.
Além destas pérolas, ouvi muitas outras como: “que bom que vai ter um filho. Ele cuidará de você”. “Nem a ceguinha perdoaram”.
“Esta criança será os teus olhos”.
Tudo isto entrava por um ouvido e saía pelo outro. Para que se stressar? Ninguém pagaria o leite e nem a frauda dele, então, nem me desgastava mais,.
Na época muitos dos meus amigos, também cegos, tinham seus filhos pequenos e isto fazia com que eu tivesse mais coragem para cuidar do meu filho. Sempre pensava que se eles conseguiam, eu também daria conta. Até me preparava com as respostas para quando ouvisse a pérola: “leva a mamãe direitinho”.
O que realmente ouvi, mas isto é uma outra história que contarei após o seu nascimento.
Abraços...
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Gravidez parte um
Até agora não escrevi nada relacionado a minha maternidade.
Então vamos lá. Gianluca é o meu filhote de 4 anos prestes a completar 5 anos de idade no próximo mês (15 de março).
Ao descobri que estava grávida, levei um susto muito grande, pois não pensava em ter filhos naquele momento. Havia começado a trabalhar numa metalúrgica e acabado de entrar para a faculdade e então a idéia dava frio na espinha!!!
Me lembro como se fosse hoje. Liguei para o laboratório e desejava saber antes mesmo de pegar o resultado. A atendente não queria me dizer, pois temia algum tipo de complicação. Eu insisti tanto que ela me mandou através de um fax. Pronto, em minutos saberia se ia ser mamãe!!!
Fax na mão e tremendo para enfim desvendar aquele enigma. Chamei uma colega do trabalho e ela com um ar de suspense me disse que só me contaria se eu deixasse que ela fosse a madrinha. Não queria acreditar. Não podia ser. Ai que medo!!!! Será?!
E então ela me confirmou tudo. Eu estava grávida. Imediatamente liguei para o meu marido (na época era casada e fazia apenas um mês que morávamos juntos). Ele também ficou surpreso.
Fui embora e pelo caminho mil coisas passavam em minha mente como qual o nome a dar para o bebê? Será que seria menino ou menina?Como ficaria a minha barriga. Em minutos todo aquele temor foi embora dando espaço para uma grande emoção, afinal ali dentro de mim tinha uma vida!!!
Enquanto ia para casa, queria gritar para todos: olha, vou ter um filho! O ponto ficava bem em frente a uma loja de móveis e enquanto esperava o ônibus, ouvi uma senhora dizer que ia escolher um berço. Tive vontade de dizer que em alguns meses eu também escolheria um para o meu filho.
Foi então que entre pensamentos, lágrimas de felicidade e medo que cheguei em casa e abraceio pai do meu filho. Choramos juntos e nada mais importava. Ninguém poderia estragar aquele momento que era tão especial e único.
Fizemos planos, decidimos coisas e as próximas semanas foram de muita espera e ansiedade para a chegada deste menino que hoje é a nossa razão de viver.
Atualmente não estou mais casada, mas graças a Deus temos uma boa convivência. Nos consideramos amigos, porque além de ter um filho lindo, temos também muito respeito um pelo outro.
Infelizmente as pessoas quando resolvem se separar, parece que se separam também de tudo o que viveram. É como se não houvesse um passado, que não tivessem vivido momentos bons e que a partir daquele instante, são completos desconhecidos e se degladeam a cada encontro. Nunca desejei que fosse assim também com a gente, pois acima de tudo, prezo uma boa amizade.
Nos próximos posts, vou relatar algumas passagens de quando estive grávida. Vão poder perceber que o fato de ser uma mãe com deficiência não mudou em nada em meus extintos de mãe.
Também vou dizer as várias pérolas que ouvia normalmente quando saía nas ruas.
E por hoje é só. Não deixem de ler os próximos relatos.
Abraços de uma mamãe coruja...
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Uma amiga de longe!!!
Hoje vou apresentar uma pessoa de longe, mas muito querida!!!
E quando digo longe, é longe mesmo! Lúcia é o seu nome e atualmente vive na China.
A conheci por intermédio de um amigo na época das Olimpíadas. Ela foi uma das voluntárias dos jogos e de uma forma bem descontraída escreveu curiosidades dos lugares, das pessoas e até hoje continua em seu blog abordando diversos temas, HTTP://www.lunachina.blog.uol.com.br
Abaixo um artigo que escreveu na ocasião e que desejo compartilhar com vocês. Aliás, se encontrarem algo interessante referente a deficiências em geral por este mundo imenso que é a internet, agradeço muito.
Vamos compartilhar!!!!
Depois posto as minhas considerações sobre os dados do artigo.
Onde estão os deficientes da China?
Segundo dados oficiais da Federação Chinesa de Pessoas com Deficiência, há 60 milhões de pessoas com necessidades especiais no país. Desses, cerca de 20 milhões têm dificuldades auditivas, 12 milhões possuem deficiência mental, quase 9 milhões têm deficiência visual e o restante tem múltiplas deficiências. Esses são os dados oficiais. Talvez os números divulgados sejam menores que a realidade...
Os chineses com deficiência visual - parece - são os únicos com oportunidade. As clínicas de massagens que contratam essas pessoas com imensa sensibilidade no tato estão em todos os lugares. Também há saliências no chão na frente de todas as portas dos metrôs e em todas as calçadas para os que não enxergam (ou têm alguma deficiência neste sentido) consigam se orientar. Essas saliências estão em absolutamente TODAS as ruas e chãos da cidade. Mesmo assim, NUNCA vi uma pessoa com deficiência visual nas ruas. Este ano inteiro no país e nunca (repito: nunca) vi um chinês com qualquer tipo de deficiência andando por aí. Já vi, sim, pessoas idosas andando de cadeiras de rodas, mas nunca um cadeirante com menos de 70 anos.
Inclusão é uma coisa que ainda não está muito desenvolvida aqui, por enquanto. O Brasil está muitíssimo mais avançado neste ponto. Depois das Paraolimpíadas perguntei para diversos amigos chineses onde estão os deficientes da cidade. A resposta de todos foi a mesma: Eles ficam em casa. Há registros, não-oficiais, de que o governo tem clínicas que abrigam pessoas com todos os tipos de deficiência, quase sempre negligenciadas pelas famílias.
Com o enorme crescimento e desenvolvimento o país precisa começar a dar atenção a essa população especial. Ainda há muito que aprender e melhorar.
(Lúcia Anderson)
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Minhas considerações
Mesmo diante as informações que se tem, um movimento forte que se vem fazendo a cerca da inclusão, as conquistas que já tivemos, é lamentável saber que ainda esista lugares que se comportam desta maneira.
Mesmo com todas as reclamações em relação a falta de informação do povo brasileiro, posso dizer que vivemos num “país das maravilhas”. As pessoas podem ignorar que até esistamos e realizamos diversas atividades, mas pelo menos temos Leis que nos protege e e de certa forma podemos escolher se vamos ser um cidadão comum ou viver como coitados na eterna dependência dos outros só porque não vemos, ouvimos, não temos movimentos ou se temos algum tipo de atraso na aprendizagem.
O preconceito existe sim, mas também depende de nós que façamos que este estigma diminua.
Talvez as pessoas com deficiência da China devesse lutar mais pelos seus direitos, mostrar mais suas caras e colocar em prática suas habilidades.
Entendo que com tantas barreiras é de desanimar mesmo, mas não é possível que um país como a China, milenar e tão populoso, não esiste nenhum ser que se interesse pela causa e faça acontecer.
Compreendo que nestas horas a cultura conta muito, mas hoje vivemos num mundo globalizado.
Tenho muita vontade de conhecer a China, sentir como é o ar que tantos dizem que é tão poluído e experimentar as goluseimas que nossa amiga nos conta ao longo dos posts.
Fico chateada por saber que a inclusão ainda é algo distante, mas tudo bem, tentarei fazer a diferença enquanto estiver ao meu alcance.
Um dia chegaremos lá, eu acredito...
Abraços esperançosos por um mundo inclusivo...
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Seria cômico se não fosse trágico
Olá queridos, esta eu preciso comentar.
RSRRSRS, seria cômico se não fosse trágico.
Saímos para almoçar e como grande parte das pessoas que trabalham comigo resolveram almoçar por aqui ou sair para resolver algo, lá fomos nós em mais uma empreitada sozinhos, rs.
Tudo certo, Charlie aliviado após ter ido ao banheiro e continuamos nossa caminhada. Chegamos no restaurante, entramos quando surge um ser e nos faz a seguinte afirmação:
“Aqui é um restaurante”... Meu pensamento: “Não diga!!! Pensei que fosse uma perfumaria... Não acredito que vim ao local errado”!!!!RSRSRSRSR....
Então Virei-me para ele e disse: “A é? Então....... Eu vim almoçar”...
Gente, seria cômico se não fosse trágico mesmo. Vejam como as pessoas não param para fazer qualquer tipo de comentário. Eu sei que ninguém nasce sabendo, mas por favor!!!! Socorroooooooooo!!!!! Quando não sabemos algo, indico que o melhor é sempre perguntar, perguntar e perguntar.
Então vamos refazer a cena e direi como seria o correto ou pelo menos o menos constrangedor. Sim, porque me senti uma idiota onde não sabe onde está.
Cena indicada:
Chega uma pessoa cega num estabelecimento onde você está. Você muito solícito deseja ajudar imediatamente aquela pessoa.
Você: “Com licença. Posso ajudar”?
Supomos que a pessoa cega responda sim, você: “De que forma posso te ajudar”?
Se a dúvida persistir, pergunte novamente.
Caso de resposta negativa, você respeita a pessoa e segue o seu caminho tranqüilo porque fez sua parte.
Viram só como é simples? Não precisamos saber tudo. Nem eu sei tudo a cerca da deficiência e isto significa que quanto mais perguntamos, mais sabemos e quanto mais sabemos, mais queremos saber e temos responsabilidade sobre tudo o que faremos dali em diante.
Não tenham vergonha galera. Pergunte meeeeeeeesmo. Nós adoramos exclarecer dúvidas, porque melhor perguntar que fazer tudo errado e gerar uma comunicação truncada.
Obs. Isto não é uma generalização. Se acaso encontrar alguém mau humorado e responder tudo de maneira grosseira, lembre-se: antes de ser uma pessoa com deficiência, aquele ser é um ser humano com suas individualidades e pode não ter acordado num bom dia, ou simplesmente é um eterno mau humorado, mas isto não é referente a sua condição de ser cego, mas sim por se tratar de um indivíduo que por si só já tem suas questões.
Pelo amor de Deus não saiam por aí dizendo aos 4 cantos que todo cego é malcriado, mau humorado.
Prometo que toda vez que me acontecer algo do gênerovenho contar para vocês. Colocarei a forma que foi e depois reconstrurirei para terem uma idéia de como fazer caso passe por alguma situação semelhante.
Abraços inclusivos e até as próximas cenas....
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Experiências com anjos (parte um)
Olá queridos.
Antes de mais nada agradeço pelos inúmeros retornos, sejam eles através de e-mails ou recadinhos postados aqui na página. Devo dizer que me alegro e fico muito honrada por cada um.
Amigos, comecei contando a história do início de minha deficiência, porém ressalto que necessariamente esta não será a ordem. Não se assustem caso eu conte um dia algo relacionado a minha infância ou adolescência e depois relate algum fato recente como é o caso deste post.
Hoje foi um dia comum, cheios de acontecimentos e dentre eles um que fechou o meu dia com chave de ouro.
Terminada jornada de trabalho, desliguei minhas coisas e lá fui eu para algumas atividades rotineiras como levar o Charlie em sua graminha para se aliviar e seguir o nosso caminho. Diferente de todos os dias, por ter um compromisso fora da minha rota, peguei um outro fretado. (Para que saibam, pego um fretado para ir e vir do trabalho. Passo loooooonge dos metrôs e ônibus lotados desta cidade que não para de crescer). Me programei para descer na Avenida Paulista, pois estava faminta e desejava passar num MAC da vida para também matar minha vontade de comer um número 2 bem gostoso. Claro que tudo não passava de uma boa desculpa para comer uma ótima goluseima sem culpa. No trajeto após ter descido do ônibus, notei que o tempo mudava. Senti uns pingos em meu braço e alguns trovões a vista, ou melhor, aos ouvidos. Charlie detesta trovões. Pensei rápido e achei melhor passar num shopping que ficava dentro da estação de metrô. Desta forma ele não ouviria os assustadores barulhos que tanto tem medo e se chovesse, eu estaria protegida e no máximo esperaria até a chuva passar para chegar até o meu compromisso.
Pois bem, pensamento formado e posto em ação. Lá fomos nós para o benditoshopping. Um calor terrível, porque a estação já é mega quente e estava suuuuuuuper cheia. Após passar o primeiro metrô, pegamos o segundo e em meio ao tumulto, conseguimos entrar e até um lugar para sentar descolamos. Chegada a minha estação, um rapaz se aproximou de nós e gentilmente nos ofereceu ajuda. Eu mais do que de pressa aceitei. Afinal aquele lugar estava um verdadeiro caldeirão e por ser a primeira vez que descia com Charlie naquele lugar, preferi uma ajuda amiga.
Só não sabia que na verdade aceitei a ajuda de um anjo.
O Sr. N. gentilmente nos acompanhou até a nossa plataforma, que por coincidência era a mesma que ele seguiria para pegar o outro metrô. Um mar de gente a nossa frente e ele com o maior cuidado ao me orientar. Charlie desempenhou o seu papel como sempre, mas pra falar a verdade, estava tudo muito confuso pelo caminho que por vezes um ou outro distraído dava de ombros comigo ou tropeçava nele. O metrô demorou um tempo a mais que o normal. Fiquei preocupada, pois ficava tarde e eu consequentemente me atrasaria até o compromisso que teria às 19:00. Falei com o Sr. N. que desistiria e veria pelo caminho algo para comer pra não me atrasar. Ele sugeriu que eu esperasse pelo menos uma só composição, pois se viesse muito lotado, eu mudaria os planos e iria para o compromisso. Resolvi aceitar a sugestão e por mais um minuto permaneci até que Finalmente chegou a nossa lata que nos embalaríamos a vaco de tão cheio que estava. Charlie estava entre mim e mais não sei quantas pessoas que pensei por um momento que fôssemos parar de respirar. Era tudo muito cheio. Algo que não estamos acostumados por pegar fretado todos os dias. Alguém me oferece o lugar. Eu não aceitei, porque era o tempo de sentar e ter de levantar para descer. Ufa!!! Saimos!!!O ar fresco nunca foi tão desejado por mim e Charlie como naquele momento.
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Experiência com Anjos (parte dois)
Pelo caminho o Sr. N. me contou que iria também até o shopping. Ele tinha um compromisso e passaria para tomar um café antes. Estava adiantado no horário. Pedi que me deixasse com um segurança, porque dali ele me encaminharia até o tão esperado MAC.
E assim foi feito. Nos despedimos e lá fomos nós até o elevador para cortar caminho. A não! Elevadorlotado!!! O que acontece com esta cidade! Todos resolveram ir no mesmo lugar e pior, ao mesmo tempo!!!
Ok, esperamos o próximo e qual não é minha surpresa quando me aparece o Sr. N. dizendo que mudou de idéia e ia nos acompanhar.
Tudo bem, aceitei e ele me disse que confiava mais nele do que nos seguranças. Lhe expliquei que eles fazem um bom trabalho e também estava preocupada caso viesse a perder o compromisso por minha causa.
Ele disse que não ia perder e que queria me acompanhar. Enfim, chegamos até uma mesa e acreditam que não me deixou pagar o lanche?! Meu Deus!!!! Isto não estava me acontecendo!!! Fiquei paralisada por um momento, porque não sabia o que dizere nem o que pensar. Por mais que eu lhe dissesse que não, que ia pegar o cartão, ele se recusou e foi buscar o lanche que me confessou não saber nem o que vinha, rsrsrs. Tudo bem, sentei numa cadeira e fiquei a sua espera. Enquanto isto, acomodei Charlie ao meu lado.
O Sr. N. chegou e me deu a bandeja com o núero 2, meu preferido. Como se não bastasse, também trouxe uma água para o meu pequeno bola de pêlos. Sem que eu pudesse falar mais nada, se despediu dizendo que eu havia lhe ajudado naquele dia e para que eu pudesse ter auxílio ao sair, pediu a uma atendente da loja em frente ficar de olho em mim e ao ver me levantar, ela deveria chamar um segurança para me levar até a saída.
Fiquei sem palavras. Não foi o fato do lanche em si, mas tudo o que aconteceu pelo caminho. Por mais que eutente, não consigo descrever tamanho o cuidado que aquele ser teve comigo. Não era algo do tipo dó, porque eu saberia e me deixaria furiosa, mas sim de fazer o bem por simplesmente ser bom.
Ele se foi e a única coisa que lhe passei para que continui sabendo sobre nós foi o endereço deste blog. Não sei se acessará, mas de toda forma, quero que saiba que se fiz a diferença em sua vida naquele dia, ele também fez na minha. Eu estava num dia muito tumultuado, cheio de tantas coisas e permitia o menos possível a interferência das pessoas em meu caminho. Ele fez com que eu me permitisse ser “cuidada” e ainda experimentar os benefícios de ter um anjo por perto.
E por último, mas não menos importante, enquanto comia, ao meu lado estava uma moça que viu toda a cena e comentou comigo que o meu amigo era muito atencioso e que hoje em dia era difícil alguém assim. Isto porque ela nem sabia que eu o conhecia tanto quanto ela. Ele era meu desconhecido e não meu amigo. Nem preciso dizer que falante como sou, logo travamos uma conversa e por fim acabou me esperando para irmos juntas até o metrô. Ela iria para a faculdade e eu finalmente ao compromisso.
Nos levantamos e seguimos rumo ao elevador. Uau!!! Não podia ser!!! O elevador já estava ali e parecia nos esperar!!!! Estava completamente vazio!!!! Não podia ser. Ufa! Até que enfim alguma coisa vazia neste dia tão cheio!!!
Hoje penso que se eu tivesse continuado na rota original não teria a chance de conhecer os dois anjos!!!
Gratidão ao universo pela oportunidade. Por vezes ficamos tão dentro de nós mesmos e não percebemos que a todo tempo encontramos em nosso caminho verdadeiros anjos humanos que faz toda a diferença em nossas vidas.
Obrigada Sr. N. e Srta. P.!!!
Experimente você também a reconhecer um anjo em meio a esta vida agitada ou seja você mesmo o anjo de alguém. Um abraço, uma palavra amiga ou até mesmo seus ouvidos são muito valiosos e serve em qualquer ocasião.
Abraços inclusivos...
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COMENTÁRIOS:
14/6/2010 Comentário enviado por: sandro rodrigues
voce tambem e um anjo que apareceu em minha vida , obrigado ju
CONTINUAÇÃO DO POST
E aqui vamos nós!Sempre me disseram que promessa é dívida e de acordo com o prometido do post passado, convido-os a embarcar no segundo capítulo do começo de minha história!!!
Saímos do hospital e tudo o que eu desejava era estar bem longe dali. Ali não tinha por perto a minha mãe e minha tia Maria. As únicas coisas que me lembro são os relatos passados da cama no quarto gelado e o refeitório com mesas baixas e cadeiras pequenas. Não tinha a mínima saudade de nada que compunham aquela cena. Mas, na cabeça de criança, tinha sim uma lembrança boa. Me lembrei que certo dia minha tia Maria havia me levado balas de hortelã. Com medo de que pudessem me tirar as balas, as enfiei dentro da fronha por debaixo do meu travesseiro. Até hoje me recordo disso e brincava dizendo que não acreditava ter esquecido as balas. Queria ir lá para pegá-las!!!
Após minha saída do hospital, minha mãe, minha tia e eu ficamos na casa de uma amiga da minha avó materna. Ela morava bem em frente ao hospital de minha internação e depois fiquei sabendo que aquela família havia estendido a mão a outra família desesperada. Por um momento minha mãe achou que perderia mais uma filha. (Não mencionei, mas quando tinha um ano de idade, minha mãe deu a luz a uma outra menina que deu o nome de Juliana. Na adolescência quando comecei a entrar em contato com os meus conflitos, me conformava dizendo que não tinha irmãos porque Deus saberia que eu ficaria triste porque minha irmã enxergava e eu não. Minha irmã faleceu quando tinha apenas 3 meses de idade e de lá para cá, minha mãe não quisera mais ter filhos).
Saímos então da casa da família amiga e seguimos rumo a cidade grande. Viemos para São Paulo.Nesta época meu pai passava uma temporada aqui e fazia planos de nos buscar para que eu pudesse ter oportunidade de estudar numa boa escola e ter um futuro digno.
Enquanto vínhamos soube também que enquanto me encontrava desacordada no hospital, minha mãe passou por vários interrogatórios, pois os policiais desejavam saber de que forma aquele acidente havia acontecido.Naquele momento não tive condições de compreender, mas hoje sei que foi um momento terrível para ela.
Com o meu tio (irmão da minha mãe), não aconteceu nada, porque ele também era criança assim como eu, sendo apenas 2 anos mais se não me engano.A arma pertencia a um outro tio, mas este era irmão do meu pai e não foi preso, mas pelo que me parece respondeu a algum processo que não me recordo ao certo.
Na realidade eu poderia não entender o que me acontecia, mas de uma coisa eu sabia: deixava para trás partes fragmentadas de uma infância e certamente minha vida tomaria um novo rumo.
O ônibus partiu e desde que saí de lá, nunca mais voltei, nem para visitas.
Faço planos de retornar. Hoje me sinto mais preparada e tenho o desejo de visitar milimetricamente cada canto que vivi antes do acidente.
Cheguei em São Paulo em meados de julho e fazia muito frio. Mas esta é outra história
Que contarei logo mais.
Aguardem!!!!
Cenas do próximos capítulos!!!
Abraços inclusivos e viva a diferença!!!
Jucilene Braga
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PERDI A VISÃO, ONDE? NUNCA MAIS ENCONTREI!!!
Oi gente!!!
E vamos que vamos que tenho muuuuuuuuuuito pra contar!!!
Antes de qualquer coisa, quero agradecer aos primeiros recadinhos!
Valeu galera! Ainda não divulguei para todos os amigos, pois hoje foi o primeiro dia e sabe como é, ainda estou naquela fase onde estudamos o melhor layout para colocar, o primeiro texto para postar, enfim, fazer com que este espaço comece a ficar de fato com a minha cara!
Ainda pretendo fazer várias melhorias, vocês vão ver, (risos).
E então quero contar!
Na minha apresentação escrevi que perdi a visão aos 5 anos de idade. Pois bem, morava num lugar chamado Poções que fica no Estado da Bahia. Era uma tarde, não me lembro ao certo o dia da semana e minha mãe passava roupa em um dos cômodos da casa. Morávamos numa casa relativamente grande.Eu estava na parte da frente que tinha uma sala onde a porta dava direto para a rua. Não havia um portão que separasse este espaço. Foleava uma revista em quadrinhos quando um tio, (também criança), pulou a janela e me deu umbaaaaita susto!Virei o rosto para ver quem era e o que era e lá estava ele! Com expressão de travesso, entrou no quarto que ficava logo a frente do sofá que eu estava sentada. (Esqueci de contar que após minha mãe passar a roupa, iríamos a um velório de uma prima que tinha morrido afogada num açude). Mas, voltando a entrada do meu tio no quarto, mais susto ainda levei quando vi uma espingarda em suas mãos!
- Tio! Não atire! – falei aterrorizada como se tivesse visto um fantasma muuuuuuuuuuito feio!
E ele ainda com a expressão de travesso me dizia a todo o momento que iria atirar. Minha mãe num instinto maternal, me chamava toda a hora para que eu eu fosse ficar ao seu lado, mas eu na teimosia de criança não obedeci.
E foi que entre não atire e vou atirar que ele realmente atirou. Nesta hora só ouvi o grito de minha mãe e não me recordei de mais nada.
Acordei dias depois num leito de hospital, quarto gelado e ainda zonza por tantos remédios aplicados. Me recordo que tentava me equilibrar para não cair, mas toda tentativa era em vão, pois não conseguia ficar em pé. A enfermeira veio trocar o lençol do meu berço e eu tive que me segurar na grade dele para não cair. Depois minha tia Maria apareceu e me levou para tomar café junto a outras crianças, mas não me sentia ali. Não compreendia o que estava acontecendo.
Sei lá, era um misto de tantas coisas, muito para saber, mas definitivamente não compreendia.
Só para que imaginem, me lembro que o refeitório era cheio destas mesinhas baixas com cadeiras igual para que a criança pudesse confortavelmente fazer suas refeições.
Esta tia eu amava como se fosse minha mãe. Chamava seu nome a todo tempo e para que fosse examinada com mais tranqüilidade, teria de ser no colo dela.
Saí do hospital após alguns dias e na próxima postagem conto o final desta história! Ou melhor, uma história que estava apenas começando!
Abraços inclusivos
Jucilene Braga
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SEJAM BEM-VINDOS!!!
Sejam bem-vindos queridos leitores ao novo cantinho.
Espero que aqui eu possa contar com a participação de todos me enviando comentários, perguntas de curiosidades, enfim, envie tudo aquilo que julgarem importante.
Aos pucos transportarei os textos antigos e comentários feitos por cada um. Não posso começar ao novo e esquecer a minha história para trás.
E por enquanto é só. Espero que gostem deste espaço, pois foi pensando em acessibilidade que tive a idéia de ter um site. Não poderia deixar de citar que gentilmente o amigo Luiz Eduardo sabendo do meu desejo, me cedeu um cantinho dentro do seu endereço para que eu pudesse me acomodar e compartilhar minha história!
Obrigada Luiz pela confiança!!!
Abraços e este é o primeiro de uma série...
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